A Fé Religiosa e Mitológica
contida nos nomes Cristóvão Colon

Por Manuel Luciano da Silva, Médico
Presidente Knights of Corte Reais
Bristol County Medical Center
Friends of Dighton Rock Museum

Bristol County Medical Center
1180 Hope Street

Bristol, R. I. 02809  USA
Janeiro de 1991

Registo do Copyright das edições em inglês e em português desta investigação histórica, na Biblioteca do Congresso Americano, 

em 12 de Fevereiro de 1991.

 

 


Tradições   Mitológicas

Li, há muitos anos, com muito interesse o excelente livro, "The Power of Myth" = “O Poder Mitológico” — que é um diálogo entre o distinto jornalista Bill Moyers e Joseph Campbell, "uma das maiores autoridades sobre mitologia, erudito preeminente, escritor, professor, cuja obra tem influenciado, profundamente, muitos milhões de pessoas. Para Campbell a mitologia é a canção do Universo, a música das musas."

Aprendi muito com a leitura desta maravilhosa obra. As respostas de Campbell, às perguntas incisivas de Moyers, são claras, informativas e despretensiosas. Faz afirmações notáveis: "Vivemos num mundo SEM  símbolos mitológicos. A juventude dos nossos dias não tem mitos. Os jovens têm que os criar, pintando os seus próprios símbolos nas paredes dos edifícios (graffiti)".

Analisando os mitos do mundo moderno, Campbell faz uma selecção dos símbolos mitológicos actuais: (1) automóveis, (2) aviões, (3) armas (revolveres), (4) electrodomésticos e (5) computadores. Todos estes mitos são materiais, desprovidos de qualquer sentido metafórico ou espiritual. Desgastam-se sem nos dar a satisfação íntima de alcançarmos a esperança da eternidade.

Campbell formula uma pergunta premente: "Porque necessitamos de mitologia quando a grande maioria das pessoas dizem: todos estes deuses gregos ou coisas similares são irrelevantes às condições humanas actuais." Depois, dá-nos uma lista de exemplos concretos demonstrando como a mitologia penetrou a nossa sociedade. Afirma que aquilo que tem sido considerado sociológico tem de facto carácter mitológico. As vestes de um juiz, o uniforme militar, até mesmo a própria Presidência dos Estados Unidos, são exemplos de carácter mitológico.

Os gregos tinham uma abundância de deuses. Os seus deuses eram muito populares por serem imperfeitos e comportarem-se como seres humanos. No dizer de Campbell a perfeição aborrece! Na verdade os actores mais populares são aqueles que dramatizam situações imperfeitas, tais como Charlie Chaplin, Jackie Gleason,  Lucy e  Vasco Santana.     "Uma sociedade sem mitos desintegra-se. Os mitos são portadores de mensagens válidas para a vida."

Hoje vamos visitar as ruínas da cidade de Pompeia e analisar a sua mitologia. Vamos ver que o poderoso e famoso deus de Pompeia se chamava Priapus (Pénis). Vamos verificar que a mitologia de Pompeia impregnou a Civilização Ocidental e que o seu significado mitológico continua vibrante nos Estados Unidos da América!

Sabia que o símbolo mitológico de Priapus (símbolo fálico ou colon) aparece nas moedas americanas, no Capitólio Americano e nos Monumentos Nacionais Americanos? Sabe qual é o significado fálico do Monumento (Obelisco) ao Presidente Washington, na capital Americana?

Sabia que Priapus é representado na pontuação grega pelo sinal ortográfico colon [ : ] que em português chamamos dois pontos? Sabia que o nome do famoso navegador Cristóvão Colombo era Cristóvão Colon derivado do significado mitológico de Priapus ou Colon?

  Manuel Luciano da Silva, Médico , 17 de Janeiro de 1991.


Notar bem:

Para escrever o meu livro "A Electricidade do Amor" levei 22 anos a fazer, calmamente,  pesquisas médicas sobre a sexualidade humana. A edição americana foi publicada em 1984 e a portuguesa em 1985.  Ambas edições estão esgotadas. Portanto quando iniciei esta pesquisa dos significados da palavra Colon estava já  bem informado sobre os seus variados significados. Além disso usei sempre  os  mesmos métodos científicos  que exerci todos os dias, durante  décadas, na prática  da Medicina Interna   e apliquei-os nas minhas pesquisas históricias. E com este método vim a descobrir coisas que escaparam aos chamados historiadores profissionais!...


 

A Fé Religiosa e Mitológica contida nos nomes Cristóvão Colon

  O navegador escolheu o pseudónimo de Cristóvão Colón por duas razões:

(1) Fé Religiosa

(2) Fé Mitológica

 


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Colon                      Cristóvão                Colon

Fé Religiosa -   O navegador queria estar de bem com Deus e também desejava espalhar a Fé pelos novos povos que viesse a encontrar nas suas descobertas.

XpõFERENS tem duas partes: Xpõ (Grego) quer dizer Cristo  mais FERENS (Latim) significa "mensageiro".   Portanto o nome de Christopherens ou Cristóvão quer dizer: "aquele que leva Cristo". O Santo Christopherens ou Santo Cristóvão foi o Santo que levou aos ombros o Menino Cristo a atravessar o Rio Jordão. Este Santo tem sido o padroeiro dos viajantes. Para terem boa viagem os motoristas ainda hoje penduram na cabina amuletos em forma de estatuetas ou medalhas de São Cristóvão.

Fé Mitológica - está contida na palavra Colon. Colon é um sinal grego de pontuação [ : ] ou

[ . / ] que tem  o som fonético de cólon. O acento é no primeiro ó.

Os sinais de pontuação grega [ : ] ou [ . /  ] têm  três áreas de diferentes significados:

(1) Pontuação: Em Portugal e Espanha, há cinco séculos, o colon [ : ] (dois pontos) e semi-colon [ . / ] (ponto e vírgula) eram ambos chamados "separadores de frases". Colon era o "separador perfeito" e o semi-colon o "separador imperfeito", mas ambos eram pronunciados da mesma maneira: Colon.

(2) Anatómica. A palavra Colon também significa: membro, partes e fálus (pénis).

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Trabalho decorativo em tijolo numa casa em Pompeia. Um símbolo fálico ou colon 
colocado na
parede com o fim de afugentar o mau olhado". De "Eros in Pompeii". Página. 30.

 

(3) Fé Mitológica. Para de imediato e sem tabus, compreendermos, com clareza, a Fé Mitológica e a sua origem fálica vamos citar dois extractos de dois livros excelentes. O primeiro é da obra "Sex in History" (Sexo na História) por Reay Tannhill, o qual na página 118, nos diz:

"O Deus Romano Liber, patrono do crescimento e da fertilidade, assumia poderes semelhantes ao Deus Grego Priapus. Geralmente, Liber, era representado pelo símbolo fálico, que para além  de significar sexo, significava também conquista, coragem e protecção contra o mau olhado — era uma espécie de símbolo mágico, de características obscenas, mas com objectivos múltiplos. O vocábulo Fálus (representação do pénis) vem do grego. O seu correspondente em latim era o Fascinum (fascínio) que possuía também o significado de "espírito mágico" e é por isso que os dicionários informam que a palavra "fascinar" é derivada de Fascinum." (7)

 

Vejamos agora o que o maravilhoso livro  "Eros in Pompeii" (O Deus Eros de Pompeia ) por Michael Grant e Antónia Mulas, nos revela, na página 104 e 108:

 

"Um mau olhado (ou quebranto) podia ser neutralizado, fazendo-se um gesto ou benzedura apropriada com os dedos cruzados, símbolo do acto sexual. Simbolismo tão sexual era protector, como se pode ver no alto-relevo duma placa em Pompeia. Esta placa mostra-nos a fachada dum pequeno templo com um Fálus tendo o poder mágico divino de proteger o edifício do mau olhado. O hábito de expor o emblema do Fálus nas moradias para afugentar os espíritos malignos continuou através da Idade Media e exemplares de Fálus tem  sido encontrados nas paredes de certas igrejas" .

 

Desde o tempo dos egípcios o poder mitológico contra o mau olhado tem penetrado todas as culturas. A crença no poder mitológico ou superstição foi sempre muito forte entre os Gregos e as outras civilizações mediterrânicas, de tal maneira que a mesma crendice está espalhada hoje por todo o mundo!

 

Através dos tempos os olhos foram considerados como possuidores de poderes fascinantes! Quais são as características masculinas que mais atraem as mulheres? Os olhos do homem! Tenho observado muitas vezes, quando falo com uma mulher, como ela move os seus olhos alternadamente, fixando-os nos meus. Porquê? Porque a mulher pela expressão dos olhos no homem, descobre se esse homem revela força, energia, liderança e segurança masculina. Em contrapartida, porque é que as mulheres continuam a pintar os olhos? Para serem fascinantes como os da Cleópatra?

 

"Em alto-relevo um Fálus ou Colon  esculpido num Templo em Pompeia". De "Eros in Pompeii". pág. 108

 

As citações que acima fizemos de Sex in History e de Eros in Pompeii dão-nos informação absolutamente necessária para fazermos o diagnóstico certo do nome Cristóvão Colon.

 

 

Colon      Cristóvão     Colon

Fé Religiosa  está bem demonstrada no valor intrínseco do nome Cristóvão que quer dizer "aquele que leva Cristo".

Fé Mitológica está bem demonstrada no valor intrínseco dos símbolos colon [ : ] e semi-colon [ . / ] colocados nas extremidades da Sigla "como símbolos fálicos representando não só sexo, mas também conquista, coragem e protecção contra o mau olhado". (7)

Não seriam estes poderes — religioso e mitológico — necessários para um navegador que ia enfrentar a empresa gigante de atravessar primeira vez o Atlântico desconhecido?

O próprio nome Cristóvão continha um grande poder religioso protector.

O nome Colon personificava o poder mitológico necessário para o navegador poder afugentar o mau olhado e enfrentar a enorme tarefa da viagem para descobrir o Novo Mundo.

Saudamos o grande Navegador pela escolha dum nome tão inteligente, tão descritivo e tão sui generis! Finalmente, depois de cinco séculos, o segredo da sua Sigla foi desvendado!

  O Poder Mitológico de Pompeia

Para entendermos melhor o Poder Mitológico do símbolo fálico temos que visitar as escavações da antiga Cidade de Pompeia e também a Colecção  Secreta do Museu Nacional de Nápoles, na Itália.

Pompeia foi fundada pelos colonos gregos no ano 750 antes de Cristo. O nome Pompeia deve ser derivado do verbo "pempo" que quer dizer "despachar".

A tragédia final de Pompeia ocorreu na tarde de 24 de Agosto do ano 79 da Era de Cristo, com as erupções e explosões cataclísmicas do vulcão Vesúvio que subterrou a bonita e próspera cidade de 20,000 habitantes, arrasando-a com vinte pés de cinzas e lava! Paradoxalmente, esta catástrofe preservou, numa forma impressionante, a arquitectura magnífica de Pompeia, as suas ruas em ângulo-recto, os edifícios públicos, comerciais, as maravilhosas habitações particulares, os templos, as impressionantes pinturas e até os objectos domésticos.

  "Realmente, Pompeia tem muito de mágico e de misterioso. O seu regresso à vida, tal qual como a sua morte repentina, no meio da sua azáfama diária, torna-a não só mais fascinante, como ao mesmo tempo, mais cativante e mais humana". (1)

  Se quisermos observar a vida grega como era há dois mil anos — congelada no tempo — temos que ir a Pompeia e estudar a maneira como os pompeianos viviam, o que é que eles comiam, bebiam e que tipo de deuses é que eles adoravam. Na Grécia os gregos andavam sempre envolvidos em guerra, gregos contra gregos. Além disso tinham filósofos a mais... Por outro lado um grande número de países roubaram à Grécia muitas obras de arte para poderem expor nos seus museus nacionais... Em contrapartida, o povo de Pompeia, possuidor duma forte cultura helénica, era muito mais pragmático e vivia com muito mais senso comum. As suas pinturas são o melhor testemunho dessa vivência.

 

 O Deus de Pompeia

A Deusa de Atenas era a Atena a Virgem, adorada no templo de Partenon, na Acrópole. A Deusa de Pompeia era a Afrodita, "Deusa do Amor em todas as formas, protectora do casamento e modelo da amizade ideal". (5)

De acordo com a tradição, Priapus era filho de Afrodite e  do Dionísio. "Priapus era um deus muito feio, com genitais gigantes e promotor da fertilidade". (5)

 Por causa do deus Priapus, o símbolo fálico tinha "o poder de afugentar o mau olhado" e por essa razão tornou-se muito popular entre o povo de Pompeia. Esta crença espalhou-se pelo mundo grego. Quando os romanos conquistaram os gregos adoptaram os seus deuses mas deram-lhes nomes latinos. Assim Priapus passou a ser Fascinum, deus romano que tinha "o poder de afugentar o mau olhado". Devemos notar que os deuses Priapus ou Fascinum ambos tinham também o poder de conquista, coragem e autoridade.

É do nome Fascinum que as palavras "fasces", "fascismo" e fascinante" derivam. Os Imperadores Romanos adoptaram como símbolo de autoridade máxima o "Fasces" ou Facho. Este símbolo mitológico ou fálico de autoridade teve um impacto tremendo na Civilização Ocidental (Mussolini, Salazar) de tal modo que vemos ainda hoje o "Fasces" ou Facho gravado nas moedas americanas, no Emblema Nacional Americano e em monumentos americanos.

FASCES ROMANO

 
Muitas nações têm usado o FASCES ou COLON como símbolo de poder e autoridade. O Facho Olímpico, originário dos gregos, também é um símbolo fálico, significando coragem, competição, conquista e vitória.  

 

 
Estátua de Lincoln com o símbolo Fasces ou Colon em ambos os lados da frente da cadeira. Monumento a Memória do Presidente Lincoln, na capital de Washington


Statue do Presidente George Washington mostrando claramente que
o braço esquerdo dele está apoiado numa coluna de fasces ou de colon,
símbolo do poder e da autoridade.

Sexo livre e franco em  Pompeia

Pio Ciprotti descreveu a personalidade do povo de Pompeia deste modo: "o espírito pungente, alegre, livre e feliz dos pompeianos devia ser muito parecido com o dos habitantes actuais da região."

  Michael Grant no seu livro “Eros in Pompeii”  na página 66, dá-nos um perfeito panorama da sexualidade humana e das crenças mitológicas dos pompeianos:

"O sexo em Pompeia era mais franco e menos inibido do que o praticado no mundo moderno, incluindo até o mundo tolerante de 1975. Existiam várias razões para que assim fosse. As representações fálicas (amuletos) eram usadas como salvaguardas contra o mau olhado, muito mais frequentemente do que se usam hoje os ‘corninhos de boa sorte' para neutralizar o mau olhado. Os aspectos populares desta religião antiga, especialmente a adoração ao aos padroeiros de Pompeia como a Deusa Afrodita (Venus) e ao Deus Dionísio, situavam-se em dois extremes: os fanáticos por uma espiritualidade glorificada e os obcecados pelo sexo, esses menos espiritualistas, que viam na vida extraterrestre um divertido deboche sensual. Deste modo o deus dos jardins era o Priapus que se apresentava espalhafatosamente fálico".

  A crença ideal dos pompeianos era: "Goza enquanto podes. A vida é muito curta. Goza a vida enquanto a tens!" O povo de Pompeia era positivo e optimista. Punham muita ênfase nas palavras "feliz" = "felix" e "felicidades" = "felicitas". "Como no conceito deles não havia nada que ultrapassasse o prazer sexual, essa era a razão principal porque havia por toda a cidade um predomínio revelador de atmosfera de sexualidade ".

Dias Bons e Dias Maus

Os gregos e os romanos eram povos muitos supersticiosos. Tinham dias auspiciosos (fas) = dias bons e os dias inauspiciosos (nefas) = dias maus. Para eles as actividades diárias dependiam dos dias fastos ou nefastos... Hoje a crendice é semelhante porque vemos os diários publicarem os horóscopos... que continuam a ser muito populares....

Devemos notar que Pompeia foi destruída no ano 79 da Era de Cristo e só no século IV é que a Igreja Católica foi aceite no Império  Romano. Só a partir dessa altura é que começaram os tabus e o puritanismo a respeito da sexualidade humana...

  Vejamos agora como é que o autor Michael Grant nos descreve o Culto Fálico (Priapus) em Pompeia, no seu livro “Eros in Pompeii”, página 10:

"O culto do Fálus (pénis ou colon) estava muito espalhado no mundo antigo e há evidência que a sua adoração se fazia na Índia, na Ásia Menor, no Egipto e na Grécia. Os romanos identificaram o Fálus com o deus Fascinus (Priapus), e atribuíram-lhe o poder de fazer brotar as árvores, de fazer das mulheres estéreis,  mulheres férteis e também o poder de afugentar o mau olhado. Deste modo a adoração do símbolo fálico teve uma função verdadeiramente necessária na sociedade romana. O rito fálico era, originalmente, livre de vulgaridade e era seguido com a finalidade de pedir benesses aos bons ofícios divinos capazes de afugentar o "mau olhado". Da mesma maneira a linguagem franca e desinibida que se usava era para contra-atacar uma má praga por um malfeitor e por isso o rito fálico não tinha nada de vulgaridade."

  Como o povo de Pompeia acreditava que Priapus e Fascinum eram deuses muito poderosos, o símbolo fálico aparecia com abundância em formas gigantes nas pinturas interiores das paredes das casas de habitação, em estatuetas, objectos domésticos tais como candeias de óleo, tigelas e até nas pernas das mesas. O símbolo fálico aparecia muitas vezes em relevo nas paredes externas das habitações e dos templos "para afugentar o mau olhado".

Para os pompeianos as relações sexuais eram uma actividade biológica natural e salutar. Eram exímios na arte sexual.  Não havia vulgaridade nem tabu a respeito da sexualidade humana. Por isso, o povo na sua comunicação diária fazia o sinal de cruzar ou sobrepor os dedos (indicador sobre o dedo médio), simbolizando o acto sexual "para afugentar o mau olhado".

Este simbolismo era protectivo e não sexual. Hoje os americanos usam o mesmo gesto de cruzarem os dedos também para afugentar o mau olhar ou a má sorte.  

 

"Em relevo um Fálus  ou Colon numa pedra dum
pavimento em Pompeia". De "Eros in Pompeia". página. 31

 

"Fazer o manguito"

Infelizmente a maior parte do povo actual não sabe nem quer saber que a nossa vivência diária está impregnada por símbolos de poder mitológico. (8)

O cruzamento dos dedos -- colocar o indicador por cima do dedo médio — é um gesto mitológico ou fálico que serve "para afugentar o mau olhado". O que é que significa o polegar virado para cima? E virado para baixo? Nos desportos, na política e nas outras actividade diárias  o gesto do polegar virado para cima exprime o desejo de vitória. Na  altura da Guerra do Golfo vimos na televisão os pilotos americanos mesmo dentro da cabina a fazer o gesto do polegar virado para cima a exprimir vitória da sua missão. Os romanos exprimiam a sua escolha pelo destino dos gladiadores no Coliseu de Roma, fazendo o gesto com o polegar virado para cima ou para baixo,  como gesto fálico!

Os povos das nacionalidades latinas cruzam os dedos duma maneira diferente. Os italianos, espanhóis e Portugueses fazem uma figa (derivado do latim ficus = figo). Colocam o polegar entre o indicado e o dedo médio. Para estes povos a figa é um gesto mais forte "para afugentar melhor o mau olhado" porque representa o intercurso sexual mais íntimo.

A figa é ainda hoje um símbolo fálico muito usado como amuleto ou talismã. Vê-se, frequentemente, dependurado ao pescoço por um colar ou fio de ouro, nas criancinhas (e até nos adultos) "para afugentar o mau olhado."

Na América quando se faz o gesto "toma Iá este" — estendendo o dedo médio e ao mesmo tempo flectindo o indicador e o anelar — considera-se um gesto sexual muito ofensivo. Mas o significado original deste gesto era justamente o contrário. Servia para proteger do mau olhado à pessoa que o fazia. O manguito à  flectindo o antebraço sobre o braço, colocando a mão oposta aberta na flexura também é considerado hoje um gesto fálico muito ofensivo. Todavia na antiguidade considerava-se isto como um gesto protector conta o mau olhado.

O Império Romano e no século passado, o governo fascista de Mussolini usaram o Fasces ou Facho (derivado de Fascinum) como símbolo de força, poder e autoridade. Fasces ou Facho consiste num molho de vimes atados com fita-correias vermelhas. Este símbolo de Fasces encontra-se em ambos os lados dos braços da cadeira do Monumento de Lincoln em Washington e também numa das faces das moedas de dez centavos americanos. O Fasces ou símbolo fálico está exposto também nas partes laterais do rostrum da Casa dos Representativos na capital americana -- como símbolo de força, poder e autoridade.

Se examinarmos com cuidado uma nota de um dólar vemos que a águia do selo americano segura na pata esquerda um molho ou Fasces de setas representando poder e autoridade. Na outra extremidade da nota vemos uma pirâmide com um olho radiante no vértice. É um olho poderoso a afugentar o mau olhar para que os Estados Unidos sejam protegidos contra o mau agoiro.  

Fasces (Facho)  ou Colon de setas, na pata esquerda da águia.

O olho radiante para afugentar o mau olhado num dólar americano

Os obeliscos como símbolos de Poder

Os símbolos de Priapus, Fascinum ou Fálus existem desde a Antiguidade. Desde o Egipto e por todo o Império Romano os obeliscos foram erigidos como expressão de poder, autoridade e vitória. Através dos séculos, os artistas, arquitectos e poetas continuaram a exprimir os seus conhecimentos sobre os símbolos fálicos — símbolos de coragem, poder e patriotismo -- de tal maneira que o público em geral não se tem apercebido da sua origem nem do seu significado! Praticamente todas as cidades grandes têm obeliscos e sentem-se orgulhosas por isso. Encontramos obeliscos na Praça do Vaticano, na Praça da Concórdia, Coluna Trojana em Roma, a Torre Eiffel em Paris, o Monumento a D. Pedro IV no Rossio, em Lisboa, a Torre dos Clérigos no Porto e o Monumento de Washington na capital americana. Este altos e gigantescos monumentos servem para vangloriar o patriotismo e a história orgulhosa de cada nação.


Monumento de Washington. O Fálus  ou Colon tem 555 pés de altura e 898 degraus interiores

 


Rostrum na Casa dos Representativos com dois Fasces laterais, ou Colons 
símbolo de poder e
autoridade, Washington, D. C.

Há mais de cinquenta anos que tenho estado interessado na investigação da descoberta da América do Norte. Tenho gasto uma quantidade considerável de tempo a estudar as viagens dos navegadores Portugueses para a América do Norte, a Cartografia Portuguesa para esta parte do mundo e as inscrições portuguesas gravadas na Pedra de Dighton, em Berkley, Massachusetts.

Com a minha perseverante pesquisa fui capaz de descobrir na Carta Náutica de 1424, "As Verdadeira Antilhas: Terra Nova, Nova Escócia e Ilha do Príncipe Eduardo, no

Canada”. Em Maio de 1988, fiz sobre este achado uma palestra, com diapositivos coloridos, no Salão Nobre da Cidade de Oliveira de Azeméis. Entre a assistência encontrava-se o Dr. Mascarenhas Barreto, da Universidade Nova de Lisboa, que me informou ter no prelo um livro da sua autoria no qual demonstrava que Colombo era português. Em Agosto de 1988 recebi, por avião, como oferta do Mascarenhas Barreto, um exemplar da edição portuguesa: “Cristóvão Colombo - Agente Secreto do Rei D. João II.”

Confesso que até à altura em que li o livro de Mascarenhas Barreto, (Setembro de 1988), nunca me tinha interessado investigar profundamente o navegador Cristóvão Colombo, porque sempre me pareceu muito misterioso. Além disso, mundialmente, milhares de eruditos já haviam escarafunchado bem o navegador... Durante a leitura do livro do Mascarenhas Barreto uma das coisas que mais me impressionou foram os símbolos colon e semi-colon nas extremidades da Sigla do navegador. Decidi então investigar, sobre todos os aspectos, incluindo até os  médicos,  as definições os destes símbolos gregos.  

 Colon Intestinal

Primeiro observei que em medicina nos usamos todos os dias muitos termos médicos compostos pela palavra colon. Verifiquei também que o significado original de colon — membro, partes, fálus — adapta-se bem à descrição das peças anatómicas do corpo humano! Por esta razão compreendi bem por que é que o nosso intestino grosso está divido em quatro partes que se chamam: (1) colon ascendente, (2) colon transversal, (3) colon descendente e (4) colon sigmóide.  

 
 

Para confirmarmos a impressionante influência da palavra colon na medicina, vamos rever os termos médicos que aparecem no Dicionário Médico de Dorland's (Edição 25), num total de 40:

(1)Cólica 

(21)Colonoscópio

(2) Cólica biliar 

(22) Colopatia

(3) Colite

(23) Colopexia

(4) Colocentese  

(24) Colopexotomia

(5) Colodispésia

(25) Coloplicação

(6) Colonalgia 

(26) Coloprotectomia

7) Colon ascendente

(27) Coloproctite

(8) Colon ‘cano de chumbo'  

( 28) Coloproctotostomia

(9) Colon descendente 

(29) Coloptose

(10) Colon direito 

(30) Colopunctura

(11) Colon esquerdo

(31) Colorrectal

(12) Colon espasmódico 

(32) Colorrectite

(13) Colon irritável 

(33) Colorrecto

(14) Colon sigmóide 

(34) Colorrectostomia

(15) Colon transversal 

(35) Colorrafia

(16) Colónica 

(36) Colorreia

(17) Colonopatia 

(37) Colosigmoidoscopia

(18) Colonorragia 

(38) Colotomia

(19) Colonorreia 

(39)  Colostomia

(20) Colonoscopia 

(40)  Megacolon

Colon Genital

Baseado na minha longa prática médica, aprofundei ainda mais o significado de colon. Porque o povo -- a voz do povo — se refere aos órgãos genitais externos, "as minhas partes privadas", resolvi investigar, mais profundamente, qual o significado popular, quais os vocábulos coloquiais usados -- vox populi — em referencia às partes genitais masculina e feminina. Foi para mim uma grande surpresa verificar que os chamados "palavrões", ou palavras más, usados diariamente pelos gregos, espanhóis, franceses, anglo-saxónicos e portugueses, têm todas raiz etimológica comum: colon! Desde então verifiquei que praticamente todas as línguas europeias para designarem as partes genitais, usam "palavras obscenas" derivadas da palavra colon!

Para compreendermos melhor o significado do colon genital devemos examinar a estátua de "David", uma das obras primas do imortal Miguel Ângelo, exposta na Academia da Cidade de Florença, Itália. A estátua de "David" mostra, bem claro, além dos membros superiores e inferiores, as partes genitais masculinas: o fálus ou pénis e os testículos. Os testículos são as partes anatómicas humanas que maior influencia legal, religiosa e social tem exercido na História da Humanidade através dos tempos. Todos nós sabemos que o último nome do pai é que determina o nome de Família. Universalmente o filho é preferido à filha, porque perpetua o nome de família. Na Judeia e na Grécia antiga a virilidade do homem era sempre representada pelos testículos, que passaram a ser também o símbolo de valentia, respeito e honradez. Os títulos "Velho Testamento" e "Novo Testamento"  da Bíblia  são derivados da palavra testículo!

Como é que o pénis se tornou, por toda
a humanidade,  o ícone de Deus?

A antropologia é a ciência que estuda o homem sob o ponto de vista físico, etnológico, etnográfico, paleontólogo, etc. Em todos os povos, mesmos nos mais primitivos, a antropologia tem verificado  que o pénis é  o  único  órgão do corpo que,  visivelmente, aumenta de tamanho com a erecção  e por isso o homem associou este fenómeno ao significado de força, pujança e finalmente omnipotência. Com esta simples observação os homens, todos os homens da antiguidade, passaram a usar símbolos ou ícones religiosos que fossem semelhantes ao pénis. Esta  foi uma observação simples, empírica,  mas muito importante. O homem passou a associar esta mudança física, da erecção, como símbolo do poder e não levou muito  tempo  que o  cérebro humano fosse mais além e passasse  a considerar o  símbolo fálico como símbolo máximo da força, da omnipotência e portanto passasse  a ser adoptado como símbolo de Deus.  

Os fenícios -- que inventaram as consoantes do nosso alfabeto --  hoje Líbano --  foram os primeiros a usarem o termo fálus, para significar pénis. Os gregos criaram as cinco vogais do nosso actual  vocabulário. Mas todos os povos da Antiguidade, como egípcios, gregos, romanos, indianos, etc. começaram usar símbolos fálicos (pénis ou colon) dentro e fora das suas casas e também nos templos religiosos. Os símbolos fálicos ou colons eram então tão normais e tão aceitáveis, como hoje o uso da cruz ou estátuas dos santos nos países católicos. As próprias procissões faziam-se com andores com pénis ou colons gigantes como hoje se fazem com estátuas da imagem de N. S. de Fátima, de Santo António de Lisboa, ou do Santo Cristo. Actualmente em certas localidades do Japão realizam-se procissões com pénis ou colons enormes seguidos da multidão. Mas ainda mais: a Igreja Católica passou a usar também o significado fálico  ou colon como ícone religioso e mitológico como veremos, mais adiante,  pelos simbolismos que o Papado adoptou copiados da  antiguidade!

No mundo moderno vemos com frequência banquetes de homenagem ou “testemunhais”, a lidadores — masculinos e femininos! — mas não devemos esquecer que a palavra “testemunhal” é derivada da palavra testículo! Quando somos chamados ao tribunal para fazermos depoimento, fazemo-lo como “testemunha”, palavra derivada de testículo. E quando juramos dizer só a verdade, fazemo-lo baseados na honradez simbólica dos testículos!  

 O colon na boca do povo

Como é que o significado da palavra colon está ainda hoje, relacionado com cada um de nós? Basta ouvirmos a voz do povo -- vox populi — para verificarmos que o significado de colon, está ainda bem vibrante na nossa linguagem corrente, apesar de ter vindo até nós, há tantos séculos, desde a sua origem na Grécia! Quantas vezes a nossa gente chama aos órgãos genitais “as nossas partes?” E quantas vezes nos referimos ao pénis: “o nosso membro?” Mas as mulheres ainda são mais específicas quando vão ao médico e dizem: "Tenho um problema nas minhas partes íntimas". Os homens com mais frequência vão à raiz do significado científico da palavra colon quando se referem, na forma popular, aos testículos. Em Espanha, o povo — a voz do povo — chama aos testículos = “colones” ou “cojones” e em Portugal, a voz do povo, chama aos testículos = “colhões!” Foram os romanos que começaram a usar a palavra “vagina” que quer dizer = “baínha  ou canal onde se mete o punhal”. Mas na Grécia ainda hoje o povo para dizer vagina, usa “Koleos”, palavra derivada de colon e em Espanha diz-se “cono” (notar o [o] terminal como se a palavra fosse masculina!) Em Portugal o povo diz “cona”, também derivada da raiz comum: colon! Os gregos para dizerem rabo (nádegas) usam o vocábulo “kolos” derivado de colon e os espanhóis para dizerem rabo (nádegas) usam “culonas” e quando se referem ao ânus dizem “culo” e os Portugueses simplificam mais a palavra e dizem “cu!” A palavra “calão” é também derivada da raiz colon quando as "partes privadas não cheiram bem, são ordinárias”... são de gente baixa...

Continua a existir muita hipocrisia na América a respeito das "palavras más" ou linguagem obscena referente aos nomes genitais. Vejamos mais um exemplo: o grande "Dicionário Webster's International", com milhões de palavras, até à Terceira Edição publicada em 1954 não incluía a palavra “shit” = “merda”. Agora apresenta o referido vocábulo com duas entradas e sete significados diferentes. A moral da história é que os americanos até 1954 não defecavam... O que se verifica é que o povo — a voz do povo — tem que usar certas palavras populares muitas gerações antes dos lexicógrafos as meterem nos dicionários... Qual é a origem de protocolo? “Protos”, (grego) = primeiro, mais colon = “parte”, portanto,”a primeira parte” ou seja a introdução. “Cólofon” = colon = “parte”  mais “fon” =  fim , portanto  parte final  ou fim.  

No mundo anglo-saxónico o povo também usa a gira popular com  palavrões para os órgão genitais revelando a sua origem do colon: “count” para a  vagina  e “cock”  para o pénis. E o mesmo fenómeno se passa nas outras línguas. Nestas coisas tão verdadeiras na pode haver  nem puritanismo, nem  fanatismo, nem tabus!...  


David" por Miguel Ângelo  

Esta  minha pesquisa dos três significados de colon -- (1) Pontuação, (2) fálico e (3) Mitológico-- fez-me recordar o curso de Psicologia que eu tirei quando estudante pre-médico na Universidade de Nova Iorque (Washington Square College), em Setembro de 1950. (9) Há mais de 55 anos tenho conhecimento das teorias sexuais de Sigmund Freud e as suas análises sobre o desenvolvimento da personalidade humana. Lembro-me muito bem das quatro fases principais no desenvolvimento da personalidade nas crianças: (1) auto-erótica, (2) oral-erótica, (3) anal-erótica, e (4) genital ou fase fálica.

Todo o homem tem que passar por estas quatro fases de desenvolvimento e mais ainda, -- há milhares de anos como actualmente – tem que comparar a sua própria força muscular e a sua energia total com o seu poder fálico ou colon. Durante séculos para o homem o símbolo fálico  ou colon tem sido  como que o barómetro   (a erecção)  pelo qual ele vê e mede a sua saúde, o seu poder de procriação e até  a sua potência na sociedade em que vive como pai ou como lidador.

Se hoje nos parece difícil compreender porque é que os povos da antiguidade punham tanto valor e tanta ênfase no poder fálico ou colon, devemos colocar-nos na era deles e então entenderemos melhor que as observações fálicas deles e a sua crença tinham muita lógica.

Mas por muito estranho que pareça ainda hoje no mundo inteiro se continua a usar  muito  o colon ou o símbolo fálico em expressões:   (1) pessoais   e (2) sociais  e até  (3) religiosas.

Símbolos fálicos  actuais pessoais:

Ainda vemos todos os dias pessoas usando símbolos  fálicos ou de colon dependurados  ao pescoço,  nas orelhas, nos pulsos ou  nos dedos, os chamados amuletos, como corninhos e  figas actuando como  defesas contra o  quebranto e contra o mau olhado. Isto são os restos da influência do significado de colon que nos veio da antiguidade.  Porque é que “a mulher põe os cornos ao marido”?  Porque o marido é impotente e então ela arma-o com dois pares de cornos,  que são os símbolos do colon  ou fálico ou da potência sexual!

  Símbolos fálicos actuais  sociais:

Ainda hoje podemos ver muito bem patenteados os símbolos  gigantes fálicos  ou de colon nas grandes cidades. Cada país quer ter os arranha-céus mais altos  do mundo como demonstração do seu poderio, da sua erecção comercial, arquitectónica e patriótica! Exemplos: o Empire State Building em Nova Iorque com 102 andares; o arranha-céus  Sears em Chicago com 110 andares; a Torre Eiffel em Paris,  a Torre do Big Ban  no Parlamento Inglês, etc. 

  Símbolos fálicos actuais religiosos:

O  mesmo se passa com as torres e as cúpulas das igrejas e das catedrais.  Exemplos: Basílica de São Pedro no Vaticano, a maior da cristandade, a Catedral de São Paulo em Londres, Catgedral de Santiago de Compostela em Espanha.

Antes de Jesus Cristo nascer e ser crucificado o símbolo de Deus para toda a humanidade não era a cruz, mas sim,  o símbolo fálico ou de colon.  Mas o símbolo colon ou fálico está bem evidente dentro da Basílica  de São Pedro  em Roma, no gesto expressivo da estátua de  bronze de São Pedro ao  benzer os visitantes que ele faz, com o indicador e  o polegar  juntos,  apontando para o povo. 

 
Estátua de São Pedro dentro da Basílica de São Pedro em
Roma, a fazer o sinal de Colon-- com o indicador  e o médio--  para benzer todos os visitantes

Os Papas têm continuado a usar o mesmo símbolo fálico ou colon quando abençoam os muitos milhares de fieis aglomerados na Praça de São Pedro. A imagem de colon ou fálica  do Papa Pio XII  a abençoar  a multidão é  bem explicita, exibindo a autoridade religiosa da Igreja Católica.  


O Papa Pio XII a fazer o símbolo fálico ou de colon - com o indicador e o médio-  para benzer
 os fiéis na Praça de Sao Pedro em Roma. 

As primeiras igrejas católicas  construídas na Europa  tinham  dentro e  algumas até fora nas paredes, gravado em pedra dura, o símbolo  fálico com o pénis e os testículos, como símbolo religiosos.

Matriz de Ponta Delgada

 De todas as igrejas portuguesas que eu conheço a única que exibe  um símbolo fálico é a Igreja Matriz de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel nos Açores!   Construída entre 1533 a 1545  tem a forma de cruz latina  e o seu patrono  é  São Sebastião, o Santo Mártir varado de setas,  que influenciou muito a criação de freguesias semelhantes na   Baía, no Rio de Janeiro e em São Paulo, no Brasil.  Tem categoria de igreja grande porque possui quatro gárgulas  do lado  do sul e quatro do lado norte.   A  palavra gárgula vem de garganta grande, comprida. O nosso povo chama-lhe carranca, ou cara feia, às vezes tem a  aparência de máscara. As gárgulas servem para escoar as águas das chuvas dos telhados  das igrejas e das catedrais, para  a água não escorrer pelas paredes abaixo.   As gárgulas da Catedral de Nossa Senhora de Paris e do Mosteiro da Batalha são muito famosas. As gárgulas da Matriz  de Ponta Delgada assemelham-se às bocas de canhões,  semelhantes  àqueles que os  portugueses usaram nas praças e fortalezas  para defender o  nosso Império dos  piratas e dos invasores. Mas existe nesta Matriz uma gárgula muito curiosa que está localizada na parte norte, do lado do altar mor.  Esta gárgula  representa  um símbolo fálico ou colon. Lá está bem visível, uma  figura imitante humana,  com  um  pénis do comprimento dum pé,  ladeado na base  por dois  testículos  do  tamanho de tangerinas! Não são poucas vergonhas na Matriz de Ponta Delgada!... Infelizmente ainda há muitíssima gente que critica os pedreiros  das igrejas e catedrais por lavrarem em gárgulas “pornografias grosseiras”,  quando  apresentam figuras com  o símbolo fálico.  Esses críticos não sabem  o significado místico e religioso do símbolo fálico ou colon e até não entendem o significado de tantas estátuas nuas que existem nas grandes cidades.        


Gárgula na Matriz de Ponta Delgada, com o símbolo fálico ou de
colon.
Falta-lhe a cabeça  e parte dos braços, mas o resto está lá bem visivel...

Para uma pessoa realmente compreender  bem o verdadeiro significado do símbolo  de colon ou fálico devia fazer uma visita à célebre e histórica cidade de Pompeia, no sul de Itália.  Eu já visitei esta cidade duas vezes. Esta cidade foi totalmente arrasada pelas cinzas do vulcão Vesúvio no ano 79 da nossa era. Pompeia foi construída centenas de anos antes do aparecimento da Cruz como símbolo de Cristo. Qual era o símbolo religioso que o povo de Pompeia usava? Era o símbolo fálico ou colon! Por todo lado, fora e dentro das casas,  nas mobílias, nos pratos,  nas pinturas, nas cozinhas, nas salas de jantar, nos quartos de dormir, nos templos, à entrada dos estabelecimentos comerciais e até nos pavimentos das ruas haviam símbolos fálicos! E porque não, pois se ele  era o deus deles!  Devemos notar  que Pompeia  tinha tanta gente naquela altura  como a cidade de Ponta Delgada agora. Imaginem como seria Ponta Delgada  se existisse há mais de dois mil anos. Também iria ter símbolos fálicos  ou colons por todos os lados,  não era só na Matriz! Porque  o povo açoriano é  tão religioso, Ponta Delgada iria ter muitos milhares de símbolos fálicos ou colon  espalhados por todos os lados!  


Símbolo fálico ou de colon à entrada das casas em Pompeia para proteger a vivendas do mau olhado. Hoje usam-se imagens do Santo Cristo, do Santo  António  ou da Senhora de Fátima.  

Nós hoje fazemos o Sinal da Cruz para afastarmos o mau olhado. Antes de Cristo nascer fazia-se o símbolo de colon ou fálico por causa do seu significado omnipotente ou divino. Por estas mesmas razões compreendemos agora porque é que o navegador Cristóvão Colon  escolheu como seu Emblema, como sua Firma  e como sua Sigla o nome COLON.

Repopularizador

É fascinante notarmos que os dois íntimos historiógrafos do navegador -- o filho Fernando Colon e o Bispo Bartolomeu de Las Casas --  afirmaram que o Almirante das Índias escolheu os dois nomes  -- Cristóvão Colon -- por duas razões:

(1)  Uma movido pela inspiração divina contida  no nome cristão Cristóvão (que leva Cristo), e a outra  (2) usou o sobrenome Colon por ter o  significado de REPOPULARIZADOR  das futuras colónias que viesse a criar!

Todos nós sabemos hoje que o ícone de REPOPULARIZADOR  é o símbolo fálico (pénis) ou colon! Bem idealizado!  Bem feito para quem procurava a Terra da Promissão!

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