A SATA-AZORES-EXPRESS reembolso-me depois de 68 dias!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico   

23 de Julho de 2005 

 


A minha mala quando foi apresentada à
empregada do Aeroporto de Lisboa 

No dia 11  de Maio de 2005 aterramos no Aeroporto Internacional de Lisboa para umas férias de sete semanas em Portugal.

Quando fomos ao tapete rolante  que distribui  as malas  transportadas na carreira da SATA-Azores Express de Boston para Lisboa, uma das minha malas apresentava-se  totalmente destruída. Fui com ela à agência de reclamações para fazer um relatório- queixa do desastre que  tinha  acontecido à minha  mala.

Fui muito bem atendido por uma senhora que tomou conta da ocorrência, a anotou as peças do meu vestuário que  foram  cortadas  em vários locais  transformando-as em farrapos.

 

 

 

Imagem parcial da minha roupa destruída

Aqui está a lista:

-- Além da própria mala  destruída

-- Um fato completo casaco e calças

-- Outro  casaco mais claro, com vários cortes e queimaduras 

-- Um par de sapatos novos “Rockport”, com as solas queimadas 

-- Três  gravatas cortadas aos pedaços

-- Uma camisa de manga comprida, uma camisola interior e um lenço  de mão em vários pedaços.

Comecei logo a tirar fotos com a minha máquina digital,  embora a empregada da agência dissesse que não era preciso. Mas eu antevi que teria que fazer um relatório  sobre este acontecimento. Calculei também que me iria  aborrecer, que teria que fazer  vários telefonemas  e esperar pela decisão de indivíduos que eu nunca vi. E foi isso mesmo que aconteceu.

Portanto  aqui fica a lição para todos vós, se tiverdes a infelicidade de lhes acontecer coisa semelhante.

Primeiro: tirar fotos dos objectos destruídos

Segundo: fazer pelo menos cinco telefonemas (e pagar  por eles do vosso bolso)  para saber para quem e para onde é que deve mandar um relatório sobre o desastre

Terceiro: fazer fotos  e  escrever uma carta cuidadosa e objectiva sobre  as peças destruídas e os seus respectivos valores.

Quarto: não esperar que a companhia aérea  lhes forneça  uma mala igual à sua que foi  destruída.  Nem que a companhia aérea os informe onde é que se poderá  comprar uma semelhante.  Vocês é que terão de ir, de cidade em cidade, gastar o vosso tempo e  a vossa gasolina,  até encontrar  um estabelecimento  e pagar do vosso bolso pela mala nova!

Quinto: depois terão que incluir a factura com o vosso nome e  com a descrição da mala, para juntar ao mesmo relatório. 

Sexto: Enviar uma cópia disto  tudo para  um departamento da SATA em Lisboa, outra cópia para o Departamento do Marketing em Ponta Delgada e  ainda outra cópia para o Presidente da SATA em São Miguel.

Sétimo:  E pagar  do vosso bolso o custo do despacho do correio.

Oitavo:  Esperar!  Eu esperei  68 dias depois do desastre ter acontecido. 

Nono: Enviaram-me um cheque de  700.75 Euros equivalente a 847 dólares americanos.  Só a minha mala nova custou 235  Euros, na cidade de São João da Madeira.  Ver foto da factura.

Décimo: Por  lei  todas as companhias aéreas têm que pagar os objectos destruídos MENOS a  sua depreciação. Mas esta depreciação não é feita por uma comissão  independente,  mas sim pelos agentes, neste caso da SATA.   

..

Agora que este caso está concluído, vou enviar uma cópia do  mesmo  relatório para o Director do Aeroporto  de Boston e outra cópia para o Director do Aeroporto de Lisboa com o meu  pedido para os Engenheiros de ambos aeroportos estudarem as causas  nos tapetes rolantes que originaram a destruição da minha mala para  que  o  mesmo mal seja evitado  a outros passageiros. Se eu receber alguma resposta deste dois aeroportos colocá-la-ei  aqui nesta website. 

Voltar