As dependências do Colombo Português

 

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

 

 

Eu já tenho dito muitas vezes  que quando faço  as minhas investigações históricas   uso sempre  os mesmo métodos científicos  que  pratiquei  na Medicina Interna durante 45 anos. Foi com este método de pesquisas que  consegui descobrir coisas originais que escaparam aos chamados historiadores. Muitas vezes chego até a fazer uma análise comparativa entre a evolução da História  e da Medicina. 

 

Durante quinhentos anos o mundo tem acreditado na mentira que o navegador  Cristóvão Colombo  nasceu em Génova e por isso passou a ser considerado italiano, embora a Itália  só em 1861  é que se  tornou uma nação independente  depois  da unificação das doze repúblicas, reinados e ducados.   A península itálica  tinha estado unida  anteriormente até à queda do império  romano do ocidente  no ano 476.

 

Vamos então  analisar as metamorfoses que a Medicina passou nos últimos quinhentos anos para aproveitarmos certos ensinamentos úteis para  compreendermos melhor  os documentos referentes ao diagnóstico da Portugalidade do  Navegador Cristóvão Colombo.

Até 1792,  trezentos anos depois da descoberta da América,   ninguém nos Estados Unidos queria saber da história do  Cristóvão Colombo. Neste  mesmo período a Medicina pouco avançou na descoberta sobre  vários agentes  infecciosos das  múltiplas doenças e muito menos nos tratamentos específicos. 

Só  a partir da metade  do século 18 é que a medicina começou a coordenar a investigação  científica com  a  prática da clínica médica. Foi também a partir do século 18 que  o nome do navegador  Cristóvão Colombo começou a ser apreciado nos Estados Unidos.

 

Agentes infecciosos:

Os  agentes  infecciosos são de três tamanhos:

(1)   A olho nu: pulgas, piolhos, lombrigas, bicha solitária, etc.

(2)   Ao microscópio vulgar que pode aumentar até sete mil vezes. Exemplos: bactérias, etc.  Descoberta do holandês Antone van Leeuwenhoek  em 1674.    

(3)   Ao microscópio electrónico que pode aumentar até um milhão  vezes! Descoberta  de dois alemães Max Knoll e Ernst Rusca em 1931. Um mundo completamente desconhecido da humanidade!  Podendo até fotografar um átomo!  Exemplos: vírus.

(4)    

Descoberta do microscópio vulgar

A descoberta do microscópio vulgar pelo holandês  Leeuwenhoek abriu o mundo fantástico da microbiologia em 1674.  Ele é considerado  o Pai da Biologia Microscópica.  Foi o primeiro ser humano a ver bactérias, espermatozóides, células sanguíneas, capilares, fibras musculares, etc. Ele nunca escreveu um livro,  mas mandou 560 cartas com desenhos das imagens que viu através do seu microscópio,  para a Sociedade Real Inglesa. Nunca frequentou uma  universidade,  mas as suas investigações revelam um pesquisador e cientista extraordinário. Construiu 250 microscópios e alguns deles chegaram a ter o poder de aumentar as imagens 500 vezes! Nunca revelou o segredo de fabricar as suas lentes.

Com a descoberta do microscópio  os cientistas,  biólogos e  médicos,  começaram   a querer descobrir os vários  tipos específicos de bactérias causadores de determinadas doenças.  Por esta razão os  dois séculos 18 e 19 foram aqueles que mais descobertas produziram na identificação  dos micróbios  responsáveis por doenças especificas.

A medicina  passou a saber quais os  micróbios específicos que causam  a  tuberculose, difteria,  pneumonia, gonorreia, sífilis, lepra

e uma  variedade de infecções por estafilococos e estreptococos. Muitos nomes tornaram-se imortais por terem feitos estas  grandes  descobertas,  como Pasteur,  Koch,  etc.

 

Outras doenças

O entusiasmo foi tanto em encontrar um micróbio para cada doença   que os próprios cientistas   perderam o objectivo em encontrar OUTRAS  CAUSAS DIFERENTES   para OUTRAS doenças como o beribéri, a pelagra, o raquitismo,  o escorbuto e certos tipos de anemia.  O conceito era:  se os doentes com estas enfermidades apresentam sintomas típicos  e  alguns até acabam por morrer,  porque é que  não se encontram  neles bactérias típicas para essas doenças?

Foi então  que nasceu no mundo científico um novo CONCEITO  de  pesquisas:  SÃO DOENÇAS CAUSADAS  POR  DEFICIÊNCIAS  de  outras  substâncias  DIFERENTES das  bactérias.   

Foi por este motivo científico que as VITAMINAS  foram descobertas.

 

Nascimento das Vitaminas

Os cientistas estiveram  durante vários anos  como  que embriagados com o desejo de encontrar micróbios para todas as doenças e  não  queriam aceitar OUTRAS  POSSIBILIDADES  como causas de doenças!  

Exemplos das doenças devido à  FALTA  de vitaminas:

(1) Beribéri  (significa  em asiático = “não posso”) é uma doença  do sistema nervoso devido à falta de vitamina B1. Descobriu-se nos presos na Ásia que  comiam arroz  descascado.   Deram-lhes  arroz com casca e a doença desapareceu. Verificou-se mais tarde  que a casca do arroz tem  a Vitamina B1 ou tiamina.

(2) O raquitismo é devido à falta de vitamina D e à falta de sol porque  os raios ultravioleta produzem  vitamina D.

(3) O escorbuto – o terror  dos marinheiros – é  devido a uma deficiência da vitamine C.

(4) A anemia perniciosa é devida à falta de vitamina B12.

(5)   (5) A pelagra  é devido à falta de vitamina B3, ou triptofano.

 Até hoje já se descobriram mais de 20 substâncias com propriedades semelhantes às vitaminas.

Foi com este espírito  aberto  que os cientistas vieram também a descobrir vários tipos de hormonas,  produzidas pelas glândulas endócrinas, bem como a suas potencialidades metabólicas.

 

Deficiências e Dependências

Foi por esta influência médica das  doenças causadas por deficiências  que me senti inspirado para  ir com a minha mulher  ao Vaticano e verificar se lá haveria alguns  documentos  sobre a  possível portugalidade do navegador Cristóvão Colombo ou Colon. Queríamos saber se haveria no Vaticano alguma “VITAMINA”  que fosse determinante na portugalidade do navegador.  Encontramos lá  duas Bulas Papais!

Há 500 anos o nome do navegador em várias línguas era:

Latim = Christopher Columbus

Italiano = Cristoforo Colombo

Espanhol = Cristóval Colon

Português = Cristofõm Colon (português antigo)

Português moderno = Cristóvão Colon

 

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Primeira Bula data  de 3 de Maio de 1493. Note o nome  Crhistofom Colon

   Segunda Bula  data de 4 de Maio

de 1493. Note o nome Cristofõm Colon

 

(A) --  Ao consultar as duas primeiras  Bulas Papais do Papa Alexandre VI,  de 3 e 4 de Maio de 1494,   verificamos que o nome  do Navegador estava escrito em  PORTUGUÊS ANTIGO – CRISTOFÕM COLON.  

Outra coisa importante  que temos que saber  é que a letra “f”  no  português antigo  transforma-se  na letra “v” e o  Cristofõm transformou-se em   Cristóvão.

Devemos notar também que os textos de ambas as Bulas Papais são totalmente escritas em latim, mas o nome do navegador não está escrito  em latim Christopher Columbus.

Se o Vaticano está localizado em Roma porque é que o nome não aparece  escrito em italiano  -  Cristoforo Colombo?

Se as Bulas foram dirigidas aos Reis Católicos Espanhóis porque é  que o nome não está escrito em espanhol Cristóbal Colon ?

 

 Nós consideramos a descoberta do nome Cristofõm Colon  nas Bulas Papais como uma  importantíssima VITAMINA  para  a portugalidade  do Navegador!

(B) -- Além da descoberta das duas Bulas Papais queremos salientar  a análise correcta da  Sigla que é outra importante  VITAMINA. Infelizmente existem em Portugal historiadores que não percebem NADA da pontuação grega --  vêem-se “gregos”…  - a olhar para a Sigla e depois servem-se  da cabala para  interpretar a Sigla, quando a cabala é  uma coisa estúpida e cheia  de fantasias!

(C) -- A terceira VITAMINA   é a decifração do Monograma,  no qual a  minha mulher  desentrelaçou  as três letras --  S F Z --  como sendo as iniciais do nome em português do navegador,  Salvador Fernandes Zarco.  

Já temos estas descobertas registadas e outras mais  com  copyright na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos da América.

 

“Mais papistas  que o Papa!”

Tem havido  e continua a haver em Portugal vários grupos  de professores e  historiadores  que NUNCA  examinaram as Bulas Papais, nem sabem ler a Sigla e  não   percebem NADA  do Monograma, mas  armam-se  em sabichões e escrevem baboseiras  a respeito do  Navegador  Cristóvão Colon como sendo genovês. Que grandes patriotas!

 

Aqui está a lista destes foliões. A maior parte deles já morreram. Não fazem cá falta nenhuma: Caeiro da Mota, Moreira de Sá, Luís de Albuquerque, Damião Peres, Alfredo Pimenta, Fortunato de Almeida, Magalhães Godinho, Oliveira Marques, Vasco Graça Moura  e muitos mais. Não vale a pena incluir nesta lista os autores estrangeiros que também defendem a tese genovesa.

 

Nos nossos livros não gastamos espaço NENHUM  a mencionar os nomes destes indivíduos,  nem incluímos na bibliografia as obras que eles publicaram,  porque continuam a repetir a mesma mentira de que o navegador era genovês.

 

Já demonstrei que TODOS os documentos referentes à teoria genovesa são FALSOS! É como se a teoria genovesa  tivesse existido num  “período bacteriano”! Agora estamos no período das VITAMINAS, isto é,   dos DOCUMENTOS VERDADEIROS:   (1) Bulas Papais, (2) Verdadeira Sigla; (3) Monograma: (4) Bênção; (4) mais de 40  topónimos portugueses nas Caraíbas; (5) e também  a prova do DNA de que o Navegador não podia ter sido italiano,  nem francês, nem espanhol! Só podia ter sido uma coisa: Português! 

 

Porque será que os historiadores actuais não consideram a descoberta das duas Bulas Papais  com o nome em português a MAIOR descoberta de todas as investigações  sobre a   Portugalidade do Cristóvão Colon?!  Por inveja?!  Em investigação científica o documento é que manda, não  são os sentimentos pessoais!

Felizmente que a Portugalidade do Navegador está a GANHAR em todas as frentes. A verdade é  como o azeite vem sempre à tona da água. Ainda  Bem! Sentimo-nos muito felizes com este conjunto de  conquistas!  A nossa Pátria  de Origem, Portugal,  é que  finalmente vai ser o grande VENCEDOR!