Bristol é o melhor  lugar na América  para se criar os filhos!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico

 

Origem das Celebrações
mais antigas da Independência da América!

 A grande revista americana “Family Circle” (Circulo da Família)  que se publica em Nova Iorque,  com uma tiragem de 4,641,655 exemplares, escolheu, entre 1700 Vilas e Cidades nos  Estados Unidos,   a Vila de Bristol no Estado de Rhode Island, como uma das melhores comunidades para se criar os filhos!   Bristol ficou em nono lugar no grupo das  dez  primeiras localidades  seleccionadas. Devemos notar que a “Family  Circle”  tem uma tiragem maior do que a  Revista Time (4,112,311)  e   Newsweek (3,122,407). Em toda a Nova Inglaterra, Bristol  no Estado de Rhode Island, foi a única terra  seleccionada para esta distinção nacional! 

Sendo as estatísticas nos Estados Unidos tão elevadas no que diz respeito ao crime, aos roubos, as drogas, etc. não foi tarefa fácil a “Family Circle” seleccionar  entre 1700  localidades  quais as mais exemplares para  social e culturalmente  se poder  criar uma família!  

Selecção

A revista “Circulo de Família” = “Family Circle”  para fazer a sua selecção usou as seguintes normas:

(1) Espaços Verdes, (2) Educação, (3) Assistência Médica. (4) Cultura, (5)  Actividades  Sócio-Religiosas, e (6)  Grau de Voluntários.

 

(1)  ESPAÇOS  VERDES

Em Bristol todas as ruas e avenidas são arborizadas. Em certos lugares as árvores são tão frondosas que até fazem um túnel. Em Bristol existe até  uma Associação de Protecção das Árvores.  Bristol possui uma variedade de parques para lazer e para desportos: campo de  golfo, de futebol (soccer), basebol, basquetebol, rugby,  tem uma praia  na grande  baía  de Narraganset  (10 %   maior que o Estuário  do Tejo),   onde se praticam muitos desportos marítimos e até  a  pesca desportiva. Possui ainda uma estrada especial para os ciclistas. 

 

(1) EDUCAÇÃO  

 

Colt School, o Primeiro Liceu de Bristol

 

Bristol possui seis escolas que são óptimas não  só nos seus edifícios mas também na relação entre o número  dos  alunos  e  do  número de professores. Nove alunos para cada professor. Entre 42 liceus no Estado,   Bristol obteve a nona classificação  académica.   Existe um ambiente personalizado entre os administradores e os professores. Todos os estudantes no décimo  grau, fazendo parte do currículo,  são obrigados a participar em actividades comunitárias sob a orientação  dum  monitor adulto para apreciar casos de alcoolismo, de drogas, visitar as  instalações dos bombeiros, lares de terceira idade e outros  departamentos,   incluindo visitas aos dez museus,   para  que assim cada aluno fique  a conhecer directamente os valores culturais que existem em Bristol.

 

 ( 3) ASSISTÊNCIA  MÉDICA

 

 

Bristol possui um Departamento de Emergências, semelhante ao INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica)  em Portugal, para socorrer os cidadãos que precisam de ser assistidos e transportados para o Centro Médico de Bristol ou para os hospitais centrais  em Providence, capital do Estado, que ficam a 30 quilómetros de auto-estrada.   Bristol possui também um Centro Médico, privado, fundado em 1963, com 52 especialistas. É a maior clínica privada deste  Estado.   Foi neste Centro que eu trabalhei  quatro décadas a exercer Medicina Interna. Este Centro Médico possui todos os aparelhos modernos para se fazer as análises laboratoriais mais sofisticadas. Este Centro Médico fornece uma cobertura de 24 horas aos seus doentes.

 

( 4 ) CULTURA.

Bristol com uma população de 25 mil habitantes possui DEZ museus privados. Todos têm sedes próprias e são mantidos pelos seus sócios que se envolvem entusiasticamente nos objectivos e actividades da sua instituição preferida.

 

Lista e descrição dos Museus, Biblioteca Pública e a Universidade.

O  que impressiona toda gente que nos visita são os números dos museus PRIVADOS que existem nesta localidade: DEZ MUSEUS! Todos têm a sua sede própria. Todos são mantidos pelos seus sócios. Só por este facto podemos fazer uma boa ideia do voluntarismo e do interesse cultural da gente de Bristol. É deveras impressionante o tempo e o  dinheiro que as pessoas gastam em querer ajudar e participar nas coisas culturais. É um exemplo magnífico para todo o mundo! O povo de Bristol tem muito orgulho pela sua Vila. Há vários anos houve um movimento para mudar o nome de Vila para Cidade e os cidadãos de Bristol reprovaram essa proposta de lei! Preferiram continuar com o nome histórico de "Vila de Bristol" – "Town of Bristol".

 

 

Um dos barco que ganhou a Troféu da Taça Americana

 

(1) Museu Marítimo de Herreshoff.

Este museu é conhecido mundialmente porque começou como um estaleiro naval mas  depois  construiu os barcos de 12 metros com velas latinas para competir na taça internacional chamada "American Cup" ou Taça Americana, ganhando cinco vezes esta taça a qual é considerada a mais alta nas competições navais mundiais. Hoje este museu guarda os barcos que foram campeões e tornou-se até a sede da "America’s Cup Hall of Fame" -- "O Pavilhão da Taça Americana".

 

(2) Museu de Antropologia Haffenreffer

Bristol foi durante milhares de anos sede da grande tribo de Índios americanos Wampanoag. Por isso o milionário Haffenreffer, senhor do aço e da cerveja, resolveu criar este maravilhoso museu com toda a informação antropológica relacionada com os Índios da América do Norte.

 

(3) Museu da Quinta de Coggeshall

Este museu é constituído por uma quinta onde as galinhas, o gado bovino, caprino, etc. vivem como se fosse no ano de 1790, permitindo aos estudantes das várias escolas de Bristol e arredores apreciarem a vida agrícola, como mungir as vacas e  tosquiar as ovelhas…

 

(4) Museu da Sociedade Histórica.

Há muitos anos havia em Bristol um edifício construído em pedra que era a cadeia. Mas deixou de haver condenados e o mesmo edifico foi transformado em Museu Histórico, com dois andares. Contem toda a documentação briosa de Bristol e todos os meses há conferências sobre os vários assuntos históricos não só de Bristol, mas da Nação.

 

(5) Museu de Arte

Também existe um Museu de Arte – de todas as artes -- que é muito concorrido porque toda esta zona é muito turística. Para dar mais oportunidades de exibição aos vários artistas as exposições costumam ser limitadas a duas semanas, proporcionando assim uma maior variedade de autores.

 

(6) Museu e Jardim Arboretum Blithewold

A Família Blithewold deixou um palacete com 45 quartos e um jardim botânico que contem uma grande variedade de raras árvores e plantas, permitindo exibições relacionadas com as suas peças históricas, mas também relacionadas com a Botânica.

 

(7) Museu da Sociedade de Auduborn

Este museu já ganhou vários prémios nacionais porque as suas exibições são vivas, quer com animais terrestes, quer aquáticos. Todos os jovens destas redondezas ficam deslumbrados com a lagosta azul e com a grande variedade de aves e de vida marina que existe neste museu.

 

 

(8) Museu do Palácio da Justiça

Nos primórdios deste Estado foram construídos cinco Palácios da Justiça em zonas diferentes do Estado  para servirem de sede do Governo Estadual e mais tarde como Tribunais. Pois cá temos um desses edifícios que foi adaptado a um Museu Social onde existe mais uma biblioteca e onde os vários grupos étnicos chamados "Mosaico" fazem as suas apresentações culturais e históricas.

 

 

Frente do Palácio Linden Place

Frente do Palácio Linden Place

(9) Museu do Palacete Linden:

Construído há duzentos anos está localizado no centro de Bristol e  este palacete já recebeu quatro Presidentes Americanos, já serviu várias vezes de local de filmagens de películas célebres e há cerca de 25 anos foi adquirido pelo povo de Bristol para ser mantido como Palacete de Exposição da vida rica no principio de 1800, com a sua mobília, pinturas,  estatuas no seu jardim etc. Este Museu foi galardoado  pelo Departamento  do Turismo Estadual por promover as Artes e Cultura em todo o Estado.

 

 

(10) Quinta do Monte da Esperança

O povo de Bristol adquiriu há cinco anos mais uma quinta de 100 acres – 50 hectares -  de terreno porque foi neste local onde se deu  a guerra da Independência desta nação e os cidadãos desta Vila  não querem que o terreno seja adquirido por construtores para fazerem mais edifícios. Os planos são para se criar mais uma zona de atracão turística e histórica.

 

BIBLIOTECA PÚBLICA

Bristol tem uma boa Biblioteca Pública (fundada em 1877), tem uma secção em Português com   a Grande Enciclopédia Luso-Brasileira e uma boa colecção de literatura portuguesa, açoriana e madeirense, assim como a colectânea das páginas semanais em português  da “Comunidade Lusíada” publicada  pelos quatro jornais  da companhia  do Bristol Phoenix”  durante trinta anos.

 

Administração com a Torre da Biblioteca Geral da Universidade

 

 Faculdade  de Arquitectura onde o nosso filho Manuel se formou

 

Universidade de Roger Williams:

Para culminar todos os níveis culturais de Bristol temos também nesta célebre Vila Histórica uma bela universidade. Uma universidade completa com excepção da Medicina. Foi nesta Universidade que o nosso filho mais velho, Manuel, se formou em Arquitectura. Tem 4.633 alunos e 389 professores. Mas as propinas por ano são muito caras. Cada aluno paga $43,477 dólares anualmente. Apesar disto tem alunos internacionais de quase vinte nações incluindo Portugal. A Universidade já conta com uma doação ou dote dos antigos alunos no valor de 62.7 milhões de dólares!

 

(5)  ACTIVIDADES SÓCIO-RELIGIOSAS

Bristol tem 8 paróquias:  católicas, protestantes e judaicas.  A maior paróquia católica é  a portuguesa com a Igreja da Rainha Santa Isabel,   Esposa do Rei D. Dinis, fundada em 1913 pelos emigrantes daquele tempo. No aspecto luso-americano Bristol possui a “Sociedade Beneficente D. Luís Filipe” em honra do malogrado Príncipe que foi assassinado com o pai D. Carlos em Lisboa em Fevereiro de 1908. Esta organização  lusa é considera a mais antiga nos  Estados Unidos  e foi fundada em 1892.  Os luso-americanos de Bristol possuem também o “Bristol  Sports Club” dedicado principalmente ao futebol europeu (soccer)  tendo sido campeão da liga  amadora da Nova Inglaterra cinco vezes. Existe também em Bristol duas Bandas de música  a “Portuguese Independent  Band”  e a “Banda de Santa Isabel”.   Foi também em Bristol que se criou  a  organização cultural e histórica “Os Cavaleiros  dos Corte Reais”,  a Federação Luso-Americana e ainda a Academia do Bacalhau da Nova Inglaterra.

 

(6) ALTO  GRAU   DE  VOLUNTÁRIOS  

 

Bombeiros Voluntários.

Bristol possui quatro  Estações de Bombeiros.    Todos são voluntários com excepção dos chefes e subchefes.  São cerca de 240  membros, sendo a maioria  homens embora tenha um número pequeno de mulheres que  participam mais na secção  das emergências.  Toda esta gente é muito dedicada e todos têm muita honra na missão que desempenham!

Para ficarmos com uma melhor  ideia do grau de associanismo  em Bristol,  existem  também o Clube dos Rotários, os Elks  muito activos nesta comunidade. Devemos juntar  os Cavaleiros de Colombo, a organização  Mosaico interessado em  actividades socais, culturais e  étnicas e ainda  a Associação Comercial e Industrial e  a Associação dos  do Museus  e  a Associação dos Restaurantes. 

 

Todos os anos injecções de vitaminas inspiradas  nas  Celebrações  Anuais  do Dia da Independência  de 4 de Julho

A injecção de voluntarismo  que todos os cidadãos de Bristol recebem TODOS ANOS  são as actividades preparativas para a Grande Parada do Dia 4 de Julho, Dia da Independência.

Esta festa é  tão grande que requere  um trabalho intenso durante o ano inteiro! As várias comissões não querem saber da cor  da pele ou da origem de cada pessoa. “Se queres trabalhar arregaça as mangas e temos aqui trabalho para  ti!”

Bristol, Rhode Island, é  a ÚNICA  terra em toda América que celebra,  contiguamente há  225 anos,   com uma grande parada,  o Dia da Independência no dia 4 de Julho.   Bristol  tem sido considerada  a terra  mais Patriótica na América!   Porquê? Porque Bristol foi  atacada e queimada duas vezes pelas forças coloniais inglesas.   Curioso que o povo de Bristol  decretou a sua Independência da Inglaterra,  em 4 de Maio de 1776, dois meses ANTES  da Declaração da Independência  ter sido assinada em Filadélfia no dia 4 de Julho de 1776.

É verdadeiramente fenomenal a participação dos cidadãos de Bristol  nas Festividades do Dia da Independência -- no Feriado de 4 de Julho -  cujo clímax  se exprime na  grande parada na qual  todos os anos desfilam  em média  25 bandas de música vindas  das mais variadas partes da nação,  mais de 25 carros alegóricos, vários batalhões das Forças  Armadas e  nunca falham  também  muitas figuras políticas e históricas.  A população de Bristol aumenta dez vezes mais para 250 mil no dia da Parada. O que vale é que a  Parada é transmitida pela TV.

Motivados pelo significado patriótico e pelo brio social todo o povo de Bristol alinda as suas propriedades pintando  as suas vivendas e  adornando os seus jardins. Quem nasceu ou viveu em Bristol e  depois se ausenta,  quando regressa a Bristol  para  matar saudades,  vem sempre no Dia 4 de Julho motivado por  dois  sentimentos muitos importantes: Família e Pátria.

 

Está  mais que  confirmado: Uma comunidade na qual os seus cidadãos se envolvam cada vez MAIS em actos de bem fazer,  MELHOR  será  o ambiente social para todos os cidadãos nessa terra!           

  

O impacto dos emigrantes portugueses em Bristol

Até 1960 Bristol, Rhode Island, era uma típica vila marítima da Nova Inglaterra  com uma população de cerca de 12 mil habitantes. Tinha também zonas tipo favelas.   Mas depois da erupção do Vulcão dos Capelinhos na Ilha do Faial nos Açores em 1958  e devido  à aprovação da proposta  do  então Senador Kennedy que  permitiu a entrada nos Estados Unidos  dos sinistrados  faialenses  e também da imigração  portuguesa  em geral, iniciou-se  uma nova onda de imigrantes  portugueses vindos principalmente dos Açores e a população de Bristol aumentou  muito de tal maneira que a  percentagem do grupo  ético  português subiu até aos setenta por cento!

 

Já em Julho de 1963,  quando viemos  morar para Bristol a população era de 14 mil. Nessa altura a Vila  ainda  possuía várias  zonas   tipo  “bairros de lata”. Eu cheguei até então  a pertencer a uma Comissão denominada  “Redevelopment Agency” – Agência de Restauração – para se arranjar maneiras  de se reconstruir  muitos edifícios abandonados, etc. O certo é que os imigrantes portugueses adquiriram essas propriedades menosprezadas  e com  a cooperação  mútua de familiares e amigos conseguiram restaurar  as propriedades e em menos  de três anos  as casas delapidadas da  Vila desapareceram! Iniciou-se então um período de  renascimento social  em Bristol que nunca mais parou. Hoje não há sequer um local  abandonado  em toda a Vila!  Todas as  moradias começaram a  apresentar-se muito bem pintadas e  cuidadas, com os seus  jardins  floridos que até parece que “cheiram ao alecrim”…  Por todos os lados observamos em Bristol a maneira típica  como os açorianos  aqui  tratam da beleza das suas casas e quintais.   Reconhecemos imediatamente uma vivenda dum emigrante português!  Quer  pelas bandeiras americana e portuguesa, pela  Estátua da N. S. de Fátima no jardim ou  ainda pela variedade de vasos com flores!  Uma autêntica maravilha!

 

Portuguís” e “greenhorns” ou gringos – termos depreciativos contra  os imigrantes portugueses!  

Em 1963 quando chegamos a Bristol observamos que apesar do grupo português ser o maior,   era  descriminado  pelos outros grupos étnicos que já existiam  em Bristol há  várias  gerações. Não havia dúvida nenhuma que socialmente  os  portugueses eram  menosprezados! Chamavam-nos nomes  derrogatórios como ‘parolos’   e ‘gringos’. Consideravam-nos bons trabalhadores, muito respeitadores,  mas culturalmente,  sem saber o inglês,  tínhamos  que continuar a ser os criados dos outros… Mas as coisas foram-se modificando e hoje os luso-americanos em Bristol  têm posições sociais  e económicas  bem diferentes!

Vários factores contribuíram para esta transformação positiva. As camadas jovens de luso-americanos  terminaram o liceu, foram para as universidades, tornaram-se profissionais atingindo  assim um nível  de competição no meio americano.  Em 1970 eu  iniciei um programa de televisão de 30  minutos, mas em  INGLÊS , intitulado “Portuguese Around  Us” --  “Os portugueses à  nossa Volta”, transmitido ao domingos ao meio dia,  com duração de 30 minutos e  tratando de assuntos  luso-americanos como culinária, cultura, história, etc.  de tal maneira que  os americanos começaram a aperceber-se do potencial   humano da  gente portuguesa. Este programa de televisão em inglês  teve na Nova Inglaterra  a duração de trinta  e um anos e teve também um impacto enorme  positivo  socialmente!  Depois fui moderador doutro programa de televisão no Canal Oficial  do Estado “Os Portugueses” durante  4 anos e  fiz ainda  mais três anos “Imagens de Portugal ” no Canal 12 de Providence.  Outro facto extraordinário para a nossa gente nesta região   foi a criação duma página em Português denominada “Comunidade Lusíada” editada por  Luís Dias Martins que se publicou durante 30 anos nos quatros jornais americanos da companhia  “Bristol Phoenix”.

 

Os Mordomos ou “Marshals” da Parada da Independência

Para avaliarmos como os luso-americano têm subido no meio americano em Bristol basta notarmos o  número  impressionante de Mordomos ou “Marshals” seleccionados, nas últimas quatro décadas,  para comandar a grande parada anual das Celebrações do Dia da Independência desta nação no dia 4 de Julho.

Ser-se Mordomo da Parada  da Independência é  considerado   a honra mais alta que qualquer cidadão de Bristol  pode alcançar. Eu e a minha família já fomos escolhidos como  Mordomo ou “Marshal”  em 1975!  Entre 1962 até  agora 2010,  já foram seleccionados   VINTE  luso-americanos para receberem a condecoração  de “Marshal”!  Este é um número muito impressionante! Muitos luso-americanos participam também nas várias  Comissões  da Celebrações Patrióticas do Dia de 4 de Julho todos os anos  e têm muita honra nisso.  

 

Falhanço  do Jornal de Bristol

Ficamos muito tristes e desgostosos  por o “Bristol Phoenix”,  um dos jornais mais antigos  da América,  ter publicado a notícia da selecção  de Bristol  pela revista  “Family Circle”  na página  número NOVE!  Se eu  fosse  o editor do Jornal tinha colocado essa notícia na primeira página  e usaria todo o espaço  dedicado aos editorais para dar os parabéns a todos os bristolianos  incluído todas as comissões e toda a gente que tem contribuído para que Bristol tivesse sido escolhida entre 1700 localidades  para  receber  uma honra nacional  tão alta.  Os educadores, o pessoal dos museus e os  todos os voluntários são  bem merecedores de  louvores  num editorial do "Bristol Phoenix!"

Mas os jornais, a  rádio e TV sofrem todos  da mesma  DOENÇA MALIGNA!  Só prestigiam, só glorificam os MAUS CIDADÃOS, usando  manchetes garrafais para os criminosos, assassinos, ladrões, drogados, etc,  MINIMIZANDO os  BONS  ACTOS   que  deviam  servir  de  bons exemplos às camadas novas.

Até à data o “Bristol Phoenix”   ainda não publicou  nenhum editorial  a dar  os parabéns ao Povo de Bristol. Esta atitude não está condizente  com  as características  humanísticas do Povo de Bristol!  É realmente uma pena!  

 

A companhia do "Bristol Phoenix" possui hoje quatro  jornais. Pois estes quatro jornais publicaram, durante trinta anos, uma página semanal em português intitulada "Comunidade Lusíada" relatando todas as actividades sociais, políticas, culturais e religiosas dos portugueses nesta terra. A colectânea de todos exemplares da "Comunidade Lusíada", oferecidos pelos  Donos e Editores, Roswell Bosworth Jr.  e Matt Hays, estão, já há vários anos, na Biblioteca de Cavião, encadernados em cinco grandes volumes para os vale-cambrenses poderem ler e apreciar.

 

Pergunta Final

Se  os portugueses de Bristol  se envolvem tão intensamente  em  tantas actividades  culturais e de  bem fazer e  de assistência voluntária  aos seus concidadãos como em  campanhas de angariação de fundos para socorrer casos de cancro, de leucemia, com visitas aos lares da terceira idade, ao Hospital  de Veteranos local como dar de comer aos soldados e marinheiros  que não podem meter o comer na boca, ou socorrer uma família vizinha  que tenha sido atingida por uma tragédia, revelando um espírito de fraternidade  em Bristol fora do vulgar, porque é que os  outros portugueses não  fazem a mesma  coisa noutras comunidades luso-americanas e até  nas nossas vilas e cidades no Continente, Açores  e Madeira? Porque é que os outros  portugueses que vivem nas cidades de  Fall River, de New Bedford, em Ponta Delgada, no Funchal ou em Vale de Cambra, não imitam os de Bristol?   Porque têm a alma pequena?!   Não sabem que a parte mais  BELA da vida é dar auxílio aos outros!

 

Conclusão:

Toda a  comunidade na qual os seus cidadãos se envolvem cada vez MAIS em actos de bem fazer,  MELHOR  será  o ambiente social para todos os cidadãos nessa terra!