Há mais de 40 anos que os historiadores portugueses continuam a menosprezar as minhas descobertas originais! Porquê?

 

Leia este artigo até ao fim se quiser  saber a resposta


Por Manuel Luciano da Silva, Médico


Os Congressistas Americanos à entrada da Aula Magna da Universidade de Lisboa.
O Dr. Luciano  está na extrema
 esquerda com um papel na mão

 

Foi no dia 8 de Setembro de 1960, como congressista devidamente legalizado,  que  eu apresentei, no anfiteatro  da Aula Magna da Universidade de Lisboa, Portugal,  no Primeiro Congresso Internacional dos Descobrimentos Portugueses, a minha comunicação sobre as inscrições portuguesas na Pedra de Dighton.

   Já lá vão quase 42  anos!  Fi-lo, com todo o meu  entusiasmo, baseado em  muitos anos de pesquisas cientificas e para prestar homenagem e justiça aos navegadores portugueses Corte Reais,  como descobridores da América do Norte.  

 

Aqui está a foto do meu Cartão de Congressista. Notar que o cartão  está escrito em francês porque em 1960 era a língua internacional diplomática...

No dia seguinte à minha intervenção no Congresso dos Descobrimentos,   a  9 de Setembro de 1960,  o  "DIÁRIO DE NOTÍCIAS"  de Lisboa, trazia, num cabeçalho de três colunas, na primeira página,  a seguinte notícia: 

"Ontem, no Congresso dos  Descobrimentos. AMBIENTE DE SENSACIONALISMO”

“Debates Acalorados e Alto Nível de Trabalhos. Acesa discussão entre um português e um luso-americano. O sangue lusitano corre nas veias dos Índios. A Pedra de Dighton e a chegada de Corte Real à América." 

  Vejamos agora o texto da notícia na integra publicado  no "Diário de Notícias" de Lisboa: 

"O período mais agitado da tarde começou cerca das 16:30, quando o Dr. Luciano da Silva, um jovem médico português  (fellow, em Medicina na famosa Lahey Clinic, de Boston) se apresentou com a sua comunicação original e desenvolvida argumentação a favor da prioridade da chegada de Corte-Real à América, sobre Cristóvão Colombo. Baseia-se o conferencista na inscrição da Pedra de Dighton. 

Se não fosse o Infante  -- diz o Dr. Luciano da Silva -- não haveria Pedra de Dighton, pois as suas inscrições  foram feitas, em 1511, por Miguel Corte Real, admitindo através  de uma investigação original, que a primeira língua civilizada  falada pelos índios foi o português. Os índios, americanos -- disse -- têm, aliás, sangue lusitano. 

Deve dizer-se que o anfiteatro estava repleto. Que os animados espanhóis, participantes no Congresso, se haviam concentrado na Aula Máxima e que, seguindo atentamente  o desenvolvimento da tese (aliás documentada com magníficos diapositivos e um filme colorido -"feito à custa do congressista e de sua família confessou com orgulho"-)  a comentavam em vários tons de surdina, entrando e saindo, para poderem lá fora discutir  melhor o assunto. O Dr. Luciano da Silva subira ao estrado com a sua velha "valise" repleta de fotocópias, esquemas e jornais (alguns dos seus argumentos) e ia concluindo:  o continente americano foi descoberto pelos portugueses antes de Colombo nascer. 

Os Profs.  Delabarre e Joseph Fragoso deram apoio ao Dr. Luciano da Silva, que fez a história da Pedra de Dighton, das inscrições e das suas interpretações. E passa a demonstrar  que os índios  aprenderam português antes de lá chegar Colombo. É o próprio "Dictionary of  American-Indian" que o sugere. Pois onde ou com quem haviam eles de aprender senão com portugueses a dizerem "bacalhau", "canada", "abrigador" e "abrigada", "saco", "curvo, "akoa", "fogo", "brigas" e tantas outras palavras da velha língua lusitana? 

E vem a argumentação de que os índios americanos têm sangue português: "Testaquina"  (testa de ferro) e "Amenquina" (chefe da tribo de Maine) e "Quina" (nobreza e chefia) desdobram-se como argumentação. A América guarda muitos nomes de terras formadas com a palavra "quina" da quina do escudo português: Quinapang, Quinapaag... Os irmãos Quina -- e o orador exibe a larga "manchette" do "Diário de Notícias" de ontem -- são talvez descendentes  dos homens que levaram aos índios americanos as quinas de Portugal... 

E porque é que na América se conserva  o nome de Mar dos Sargaços, em lugar de se escrever  à espanhola: Mar de los Sargazos" ou à italiana "Mar dei Sargassi"? 

Uma estrondosa salva de palmas  -- a maior do Congresso... -- abalou a sala, quando o Dr. Luciano da Silva acabou  de apresentar o seu filme  (aquilo- disse -- faz-se com botas de água e sacrifício  e não comodamente  nas bibliotecas...), subindo então ao estrado para comentar e felicitar o autor o sr. Castro Júnior, logo seguido do Dr. João da Silva Lacerda, Jorge Preto e prof. Rogers. Este, porém ia pedir ao autor  calma e ausência de publicidade.  É  preciso estudar. Em quem baseava o seu trabalho?

Nalgum mestre?  "Prof" na América não é bem o título universitário português. -- e acaso ao chamar-se mestre a Aristóteles ou a Platão se lhes pede o título de "Prof."? --  rebate o Dr. Luciano da Silva.

E mais nada. O prof. Rogers é aplaudido pelos espanhóis. Há  uma certa confusão. Alguns portugueses, pensando que se aplaude o Dr. Luciano Silva associam-se...

E passa-se, para sossego de todos, a outras comunicações..." 

 
Uma estrondosa salva de palmas – a maior do Congresso – abalou a sala

 CÚMULO  DA  VELHACARIA

Eu nunca tinha visto o professor  Francis Rogers, da Universidade de Harvard, mais gordo.... Foi o nosso primeiro encontro!  Fiquei surpreendido por ele  ter subido ao palco e pedir "ausência de publicidade da minha comunicação", quando eu tinha acabado de receber a "MAIOR SALVA DE PALMAS DO CONGRESSO!"

Perguntou-me,  no estrado, onde é que eu tinha encontrado os  vocábulos indianos de origem portuguesa e eu,   sem cerimónia,  dei-lhe três  palmadas no ombro esquerdo  e disse-lhe: "Nas catacumbas da universidade (Harvard) onde o senhor ensina português!"

O prof. Rogers não gostou nada  que eu mencionasse na minha comunicação o nome do prof. José Dâmaso Fragoso da Universidade de Nova Iorque.   Depois vim a saber que o prof. Rogers tinha muita inveja do prof. Fragoso, que naquela altura ensinava  também português na Universidade de Nova Iorque. Mas o Fragoso falava e escrevia português muito melhor que o prof. Rogers. Basta dizer que o Fragoso, antes de emigrar para a América em 1919,  tinha tirado o curso geral dos Liceus em Ponta Delgada  e  depois trabalhou, durante muitos anos,  na secção portuguesa dos Serviços Secretos Americanos.

O prof. Rogers foi ao Congresso dos Descobrimentos com tudo pago pelo governo português: viagem, hotel e comidas. Eu tive que pagar tudo do meu bolso. Mas eu   também  tinha um Cartão de Congressista devidamente credenciado,  de contrário como é óbvio, não  poderia ter feito a minha apresentação naquele Congresso Internacional onde participaram  investigadores de mais de setenta  nações, com a presença de mais de dois mil espectadores na Aula Magna da Universidade de Lisboa!    

O certo é que o  grande  f. d. p.  do prof. Rogers exerceu a sua influência como  "grande professor americano" ( e o  português dele era péssimo),   sobre os organizadores do mesmo Congresso dos Descobrimentos de tal maneira que  o MEU NOME e a MINHA COMUNICAÇÃO FORAM  ELIMINADOS  DOS SETE VOLUMES   DAS  ACTAS  DO  CONGRESSO!  E as Actas do Congresso têm um total de três mil duzentas e dez páginas!

Mas tudo se paga neste mundo. Todos os organizadores do Congresso: prof. Caeiro da Matta, presidente; prof. Damião  Péres, vice-presidente; prof. Moreira e Sá, secretário;   e prof. Luís Albuquerque, vogal,  já todos morreram!   E o prof. Francis  Rogers também já lhes foi fazer compania há vários anos!..   O velhacão do prof. Damião Péres eliminou a minha apresentação das Actas do  Congresso Internacional  -- intitulada "Prince Henry the Navigator and Dighton Rock " -- mas  no ano seguinte serviu-se dela  para a analisar  no seu livro  --  "História dos  Descobrimentos Portugueses" (Coimbra 1961) --  gastando nove páginas para a  criticar! (páginas 476-482).  E o prof. Luís de Albuquerque era um plagiador, um ladrão,  porque publicou fotografias que ele roubou   do meu livro "Portuguese Pilgrims and Dighton Rock",  com copyright,  na Biblioteca do Congresso Americano e nunca disse  donde é que as obteve!   E são indivíduos deste calibre que tem vindo a formar  a juventude de Portugal!...  

Todas as minhas publicações,  em inglês e Português existem na Biblioteca Principal da Universidade de Coimbra.

Mas afinal para que é que se fazem congressos? 

Não é para  que toda a matéria ao ser apresentada num  congresso seja depois posta a teste,   exposta ao público  em geral,  para ser refutada ou aprovada?    

O que o prof. Damião Péres e os outros  directores do Congresso Internacional me fizeram foi do mais alto grau de velhacaria.  Mas também  já estão todos a arder no inferno!

E eu depois daquele dia memorável -- 8 de Setembro de 1960 -- já consegui realizar trezentas e cinquenta  e oito  conferências, com diapositivos coloridos,  em três continentes, sobre as inscrições portuguesas da Pedra de Dighton.  Escrevi dois livros (esgotados),  descrevendo  as minhas investigações, fiz inúmeros programas de rádio e de televisão sobre a matéria.  Consegui que a Pedra de Dighton fosse retirada da água.   Construiu-se um Pavilhão e  um Museu  para proteger a Pedra, num Parque Estadual com uma área igual à do Vaticano, em Roma!

Já existem  três Réplicas da face da Pedra de Dighton,  feitas de fibra de vidro, em Portugal: (1)  uma em Belém junto ao Jerónimos, (2) outra no Museu de Oliveira de Azeméis  e (3) outra no jardim da  Biblioteca-Museu com o meu nome em Cavião, Vale de Cambra!  

E a revista "National Geographic", com uma tiragem de mais de ONZE milhões de cópias, espalhadas por todo o mundo,  publicou a história portuguesa da Pedra de Dighton com uma magnífica fotografia  colorida, na edição de Janeiro de 1975.  (Uma cópia desta foto, em grandes dimensões,  existe na Sala das Ciências, na Sociedade de Geografia de  Lisboa).

Geologistas, Antropologistas, Arqueologista e Epigrafistas

Destes quatro  especialistas quem é o responsável para fazer o diagnóstico  correcto das inscrições gravadas na face da Pedra de Dighton?

(1) --  Durante muito anos  tem-se apontado  os historiadores como os responsáveis, mas  hoje sabemos que isso está totalmente errado!

(2) -- Será o geologista? Também não. Porquê?  Porque o geologista  é apenas responsável por estudar a terra e a suas metamorfoses  incluindo  as pedras até ao momento em que  o homem  começou a viver na  terra. O geologista  pode informar-nos -- e já fez isso -- da composição da Pedra de Dighton, da sua densidade, etc.  Mas não é do seu âmbito científico pronunciar-se sobre a veracidade das inscrições.  

(3) -- Sendo assim, então deve ser o antropologista que estuda o comportamento  do  ser humano na terra. Lá  isso é verdade, mas o antropologista passa a responsabilidade para o arqueologista!

(4) -- Mas o arqueologista aceita essa  responsabilidade?  Até certo ponto podemos dizer que sim, mas o arqueologista passa essa responsabilidade para uma  subespecialização chamada Epigrafia.

E o que é a epigrafia?

Epigrafia é uma palavra grega composta por ‘epi’ que quer dizer à superfície’, mais ‘grafia’ que quer dizer  ‘gravação ou escrita’. Portanto um epigrafista é o especialista que estuda  gravações em superfícies duras,  geralmente em pedras.  O epigrafista é quem deve examinar no local, frente a frente, as inscrições da Pedra de Dighton e dizer de sua justiça.  Não  é o historiador que  ‘faz história’ sentado na sua biblioteca ou  em frente do seu computador,  sem nunca ter examinado, in loco, a Pedra Dighton,  que tem o  direito de emitir opinião científica. Nunca mais!  Isso é intrujice, aldrabice,  é estupidez!  

 Nós em medicina temos 52 especialidades diferentes:  especialistas do    coração, dos pulmões, dos rins, da diabetes, da hipertensão, etc.  Na epigrafia também  existem especialistas dos  vários períodos históricos:  egípcio, grego, romano e  dos vários séculos tais como:  X, XI, XII, etc.

Todos concordamos que  não vamos consentir  que um psiquiatra faça uma operação cirúrgica às hemorróides.... Também não devemos consentir que seja um historiador a fazer o diagnóstico às inscrições da Pedra de Dighton. O operador para essa operação melindrosa tem que ser o epigrafista dos séculos XV e XVI!

Se cabe aos epigrafistas fazer o diagnóstico certo das inscrições da Pedra de  Dighton, eu nos últimos três meses,  comecei a procurar,  por meio da Internet, no mundo inteiro onde poderia  encontrar  epigrafistas especialistas dos séculos XV e XVI, para me ajudar  a confirmar  o diagnóstico  das inscrições portuguesas da Pedra de Dighton.

 

Até à data --  22 de Abril de 2002—já recebi  35 respostas, mas  ainda não encontrei nenhum Epigrafista dos referidos séculos,  nos Estados Unidos da América, no Canadá, na Inglaterra, na Alemanha, na Holanda, nem em Portugal.

 

Já tenho respostas das maiores universidades Americanas e Institutos de Arqueologia que não têm acanhamento em me informar que não têm nos seus  corpos docentes epigrafistas dos séculos XV e XVI. Possuem sim, epigrafistas dos séculos das Civilizações Gregas, Romanas, Egípcia, e até dos séculos XVIII,  XIX e  XX, mas dos séculos dos descobrimentos portugueses não têm  nenhum.

 

As respostas que já obtive de Portugal é que infelizmente não  existe até à data nenhum epigrafista que se especialize  nos séculos XV e XVI.  É  muito estranho, sendo os séculos XV e XVI os séculos  mais gloriosos e mais universalistas da História de Portugal. Quem é que vai diagnosticar as centenas de igrejas que os portugueses construíram pelo mundo fora, as milhares de lápides nos cemitérios  onde os colonizadores e emigrantes foram sepultados,  assim como os padrões deixados pelos navegadores portugueses?

 

Não há dúvida nenhuma que as universidades portugueses têm que  preencher essa lacuna  e preparar, diplomar,  epigrafistas dos séculos XV e XVI, para  que possam, finalmente, começar a estudar,  cientificamente,  tantos achados históricos  que estão  gravados e perdidos por esse mundo fora, por que  são na realidade  páginas dramáticas da História de Portugal.

 

Doutoramento  Honoris Causa

Há trinta anos, no dia 10 de Junho de 1972, a ‘Universidade Rhode Island College’, deu-me o ‘Doutoramento Honoris Causa’, pela publicação do meu livro ‘Portuguese Pilgrims and Dighton Rock’, (1971),  por ser um  trabalho epigrafista sobre as inscrições da Pedra de Dighton. Desde esta publicação e da sua tradução em português  -- ‘Os Pioneiros Portugueses e a Pedra Dighton’ (1973) --  ainda não foi publicado mais nenhum livro de epigrafista sobre as inscrições da Pedra de Dighton. Ainda continuo à  espera,  para que um epigrafista de Portugal  venha enfrentar, pegar pelos cornos, as inscrições da Pedra de Dighton.

 

Infelizmente, TODOS  os  chamados ‘grandes historiadores portugueses’  continuam a emitir ‘opiniões sábias’  sobre as inscrições da Pedra de Dighton sem nunca a  terem visto no local!  Porquê?   Porque são burros! Estão a meter o nariz onde não devem ser chamados!

 

Mas têm feito mais: nos últimos 42 anos TODOS os chamados historiadores em Portugal continuam a não incluir nas  suas bibliografias referências  aos meus livros e ao meus artigos históricos em várias revistas.   Eles sabem muito bem que eu que existo e sabem também das minhas publicações!  Mas não senhor, continuam a usar a “conspiração do silêncio” contra as minhas investigações... Mas este ano nós vamos saber,  demonstrar se essa técnica que os chamados historiadores  têm usado contra mim,  se é  por silêncio ou se é  por ignorância! Vamos pôr esta matéria em pratos limpos e publicaremos toda a  verdade na Internet para todo mundo inteiro  ficar a saber.  Ponham-se àlerta  para verem o meu prometido relatório na minha website sobre esta matéria!

A velhacaria  dos meus inimigos  ainda me  tem dado  MAIS  entusiasmo para continuar a fazer cada vez MAIS  por Portugal e pelos Descobrimentos Portugueses! Vai ser assim enquanto eu  tiver vida e saúde!   

 Veja a minha website http://www.dightonrock.com

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