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Primeiro
Brasão |
História Genealógica dos Corte Reais, |
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Ruínas
do Palácio
dos Corte Reais, junto
à
Torre do Castelo, em Tavira
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Diálogo entre Dr. Luciano da Silva e o Dr. João Moniz, neto em 13ª geração de Guilherme Moniz Barreto e de D. Joana Vaz Corte Real, filha de João Vaz Corte Real. |
Foto do Dr. Joao Moniz dum lado e foto do Dr. Luciano da Silva do outro
(1)
Dr.L.S. –
Qual foi o primeiro nome de família dos Corte Reais?
J.M.
- O nome de família originário dos Corte Reais é Costa.
O
primeiro membro desta família, citado pelos escritores antigos, foi Vasco
Annes da Costa.
(2)
Dr.L.S.
- Quem era Vasco Annes da Costa?
J.M.
- Vasco Annes da Costa, Cavaleiro honrado de Tavira, no tempo dos reis D.
Fernando e D. João I, notabilizou-se como auxiliar do Mestre d' Aviz, na
defesa do reino contra as investidas do rei de Castela.
Vasco
Annes da Costa foi o primeiro a usar o apelido Corte Real, que lhe foi
conferido pelo rei D. Duarte, ao dizer que sua Corte era real, quando Vasco
Annes da Costa estava nela.
Mereceu
ainda o apelido Corte Real, por fazer parte dos Doze de Inglaterra, e
pelo seu heróico comportamento no cerco e tomada de Ceuta.
(3)
Dr.L.S.
- Quem eram, e donde vieram, os antepassados da Família Corte Real?
J.M.
- A família Corte Real nasceu com Vasco Annes Corte Real. Notabilizou-se nele
e sucessivamente nos seus descendentes, tais como João Vaz Corte Real, Miguel
e Gaspar Corte Real, e tantos outros que lhes sucederam ao longo dos séculos.
Anteriormente
a Vasco Annes Corte Real, não existem muitas fontes históricas, que nos
permitam estabelecer, pormenorizadamente, e com segurança, a sua ascendência.
Consta,
todavia, que os Corte Reais descendem de D. Raymão da Costa, fidalgo francês,
dos Frotier, ramo da Casa de Borgonha, como nos relata no séc. XVI o Doutor
Gaspar Frutuoso, no capítulo nono das "Saudades da Terra" Livro VI.
D.
Raymão da Costa veio a Portugal, como muitos outros fidalgos, e ajudaram D.
Afonso Henriques na conquista de Lisboa aos Mouros. Seus sucessores foram
fronteiros mores do Algarve.
(4)
Dr.L.S.
- Qual era a ligação da família Corte Real com os Reis?
J.M.
– Desde os seus primórdios houve sempre um relacionamento muito próximo
com vários Reis, nomeadamente: D. Fernando, D. João I, D. Duarte, D. Afonso
V, D. Manoel I, e D. Sebastião. Á medida que falarmos das sucessivas gerações
de Corte Reais, veremos que, como dextros cavaleiros e impetuosos guerreiros,
prestaram relevantes serviços à Coroa Portuguesa, na conquista e defesa do
Reino dos Algarves. Distinguiram-se: como partidários do Mestre d’Aviz; nas
lutas contra as investidas de Castela; no cerco e conquista de Ceuta; nas
viagens marítimas para Ocidente, que levaram à descoberta da América, Terra
dos Corte Reais.
Os
descendentes de João Vaz Corte Real, nascidos de sua filha D. Joana Vaz Corte
Real, casada com o fidalgo Guilherme Moniz Barreto, filho de Henrique Moniz,
Alcaide Mór de Silves e de D. Ignêz de Meneses Barreto, tornam-se mesmo, em
sucessivas gerações, netos dos Reis de Portugal e Castela, pelos costados
Moniz, Meneses e Silva. Designadamente netos de D. Fernando Magno, Rei de Leão
Castela e Astúrias, netos de D. Sancho I, D. Afonso Henriques e de D. Diniz.
Analisaremos em pormenor estas ligações familiares, quando falarmos das famílias nobres, com quem os Corte Reais se consorciaram pelos laços do matrimónio ao longo de sucessivas gerações.
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Clique na foto para aumentar Do lado esquerdo: Palácio dos Corte Reais com as quatro torre, na Praça da Ribeira. Do lado direito, o Palácio Real, também Casa da India |
Dr.L.S. – Os Corte Reais primeiro notabilizaram-se como cavaleiros e guerreiros, quando e aonde?
J.M.
- O seu progenitor D. Raymão
da Costa, ajudou D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa aos mouros.
Vasco
Annes Corte Real, o primeiro que usou apelido Corte Real, distinguiu-se na
conquista e defesa do Algarve, pelo que el-rei D. Duarte fê-lo Alcaide Mór
de Tavira e Silves. A sua Bravura e impetuosidade nas batalhas, está
patente na descrição do cerco e conquista de Ceuta, feita pelos cronistas
da época, que o enaltecem dizendo que foi “o
primeiro home que foi dentro”.
João Vaz Corte Real, ou seu filho Vasco Annes Corte Real, ainda em África, venceu o valentíssimo e famosíssimo Capitão Barraxo, senhor de vinte e dois mil mouros de cavalo, seus súbditos.
(6)
Dr.
L.S. – Vasco Annes Corte Real foi o primeiro a usar o apelido Corte Real,
Quantos e quem são os seus filhos?
J.M.
– Vasco Annes Corte Real, o primeiro dos Corte Reais a usar este apelido,
Alcaide Mór de Tavira e de Silves, Fronteiro Mór do Algarve, deputado às
Cortes de Lisboa, que proclamaram Rei de Portugal D. João I, o Mestre de
Aviz, teve três filhos: Fernão Vaz Corte Real, de quem não há geração;
João Vaz Corte Real, Navegador da Epopeia dos Descobrimentos, Donatário de
Angra e Ilha de S. Jorge nos Açôres, que por sua vez teve seis filhos,
seus dignos continuadores; Foi ainda filha de Vasco Annes Corte Real, D.
Izabel Vaz Corte Real, 1ª mulher de Henrique Moniz, que pelo seu casamento
foi Alcaide Mór de Silves.
Deste
matrimónio nasceu uma filha, a quem deram o nome de Grimaneza Pereira. O
apelido Pereira foi-lhe posto em homenagem a D. Nuno Álvares Pereira, tio
avô de Henrique Moniz, seu pai. Esta D. Grimaneza Pereira casou com o seu
parente Afonso Telles Barreto, e veio a ser avó de António Moniz Barreto,
Vice-Rei da Índia.
Henrique
Moniz, Alcaide Mór de Silves, viúvo pela morte D. Izabel Vaz Corte Real,
casou 2ª vez com D. Ignêz de Meneses Barreto, filha de Gonçalo Nunes
Barreto, Alcaide Mór de Faro, e de sua mulher D. Izabel Pereira, filha de
Diogo Pereira, Comendador Mór de S. Tiago Mayor e Governador da Casa do
Infante D. João.
(7)
Dr.
L.S. – Quando é que os Corte Reais se tornaram navegadores?
J.M.
– Os Corte Reais até João Vaz Corte Real tinham-se notabilizado como
cavaleiros e guerreiros. Premiando seus feitos como guerreiros, segundo
Gaspar Frutuoso, escritor antigo do séc. XVI, “el-rei
de Portugal lhe deu aposento e vivenda no Algarve, a este João Vaz Corte
Real e a seu filho Vasqueanes Corte Real, por serem muito bons cavaleiros, pêra
poder sustentar aquele reino do Algarve, que era muito perigoso e
dificultoso, por causa dos belicosos mouros que nele moravam”.
Foi
com João Vaz Corte Real, que os Corte Reais se voltaram para o mar e
iniciaram as suas viagens em busca de novas terras.
No
séc. XVI, diz-nos o Doutor Gaspar Frutuoso na sua obra “Saudades da
Terra”:
“
e, vindo João Vaz Corte Real do descobrimento da Terra Nova dos Bacalhaus,
que por mandado de el-rei foi fazer, lhe foi dada a Capitania de Angra, da
Ilha Terceira, e da ilha de São Jorge”. Diz ainda: “ Foi este João Vaz
tão esforçado cavaleiro e temido capitão, que nunca deu batalha no mar,
nem na terra, que não vencesse, e tão afortunado, que sempre tomou aos
castelhanos as maiores presas que neste reino de Portugal se tomaram
deles”.
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Clique na foto para aumentar Panorama actural da cidade de Angra. Notar o Monte Brasil que protege o porto de Angra dos ventos vindo do oeste, originando um porto natural para a navegação. |
(8)
Dr.L.S.
– Como e quando é que João Vaz Corte Real foi feito Donatário de Angra
e Ilha de São Jorge nos Açores?
J.M. – O Infante D. Henrique, grande impulsionador dos Descobrimentos Marítimos Portugueses, ao falecer na sua Vila de Sagres, a 13 de Novembro de 1460, por testamento deixou: A conquista de novas terras à Coroa Portuguesa, então cingida por El – Rei D. Afonso V, seu sobrinho, filho Del Rei D. Duarte; A outro sobrinho, o Infante D. Fernando, filho do mesmo Rei D. Duarte, casado com a infanta D. Brites ou Beatriz, a quem o Infante D. Henrique adoptou e amava com carinho de pai, no dizer de escritores antigos, deixou em testamento o Mestrado da Ordem de Cristo, com as llhas da Madeira, Porto Santo, Cabo Verde, S. Tomé, e Açôres.
Nesse tempo era Capitão Donatário da Ilha Terceira Jácome Bruges. O Infante D. Fernando embora muito ocupado, bem como El Rei seu irmão com a guerra de Ceuta, não descurou o povoamento da Ilha Terceira, e para lá mandou Álvaro Martins Homem, fidalgo de sua Casa. Este apenas chegou começou a empossar-se da parte de Angra, construindo as suas casas, fazendo nestas obras um gasto considerável, que depois lhe pagou João Vaz Corte Real.
Por
morte do Infante D. Fernando, passou o governo dos Açôres à Infanta D.
Brites, sua esposa, na menoridade de seu filho, o Duque D. Diogo.
(9) Dr.L.S. – Quando é que João Vaz Corte Real se estabeleceu em Angra?
J.M. – João Vaz Corte Real, na qualidade de 1º Capitão Donatário de Angra, e sua mulher D. Maria Abarca, acompanhados de grande comitiva, desembarcaram em Angra no ano de 1474.
Em Angra nasceram seus filhos, excepto Vasco Annes Corte Real, que é natural de Tavira.
O seu grande prestígio atraiu à Ilha Terceira muitas pessoas nobres, que se transportaram do reino, Ilha da Madeira, e ainda de países estrangeiros. A estes, João Vaz Corte Real deu terras de sesmaria, promovendo assim o progresso da agricultura e o aumento da povoação. Dedicou-se ao comércio, e às grandes obras, que em seu tempo se começaram: Nas estruturas básicas destaca-se o completo encanamento da ribeira que atravessa a cidade de Angra; a construção do Castelo dos Moinhos, edificado conforme o plano do provedor de fortificações Pedro Annes Rebello, e do qual veio a ser Alcaide Mór; Construção das muralhas, e Casa da Alfândega na baía de Angra; Construção da Capela Mór do Mosteiro de S. Francisco, de que foi padroeiro e onde ele e sua mulher estão sepultados; Construção do Hospital de Santo Espírito, criado por alvará de 15 de Março de 1492.
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Clique na foto para aumentar Tabuleta na Casa dos Corte Reais em Angra: "Casa do Capitão ou dos Corte-Reais onde residiram os Capitães de Angra, a partir da segunda metade do século XV |
(10)
Dr.L.S.
– Quantos filhos teve João Vaz Corte Real, e quem foram esses seus
continuadores?
J.M.
– João Vaz Corte Real e sua mulher D. Maria Abarca, tiveram seis filhos.
Por ordem de nascimento: Vasco Annes Corte Real; Gaspar Corte Real; Miguel
Corte Real; D. Joana Vaz Corte Real; D. Iria Corte Real; e D. Izabel Corte
Real. Nasceram em Angra, excepto Vasco Annes Corte Real, o único que nasceu
em Tavira.
Como
acabámos de dizer Vasco Annes Corte Real, foi o único dos
filhos
de João Vaz Corte Real, que não nasceu em Angra, mas sim em Tavira. Foi
Alcaide Mór de Tavira, e desempenhava na corte o cargo de Vèdor ou Veador
do Paço, no tempo Del Rei D.Manoel I.
Conforme
descreve Gaspar Frutuoso, no seu livro Saudades da Terra, morava em Lisboa “
ao longo do rio, defronte da Freguesia de S. Paulo, ao
Cais, que do seu nome se chama, Cais do Veador, onde se erguia
Vasco
Annes Corte Real casou com D.Joana da Silva, filha de D.Garcia de Mello,
Alcaide Mór de Serpa, trineta de Vasco Martins de Mello, progenitor dos
Duques de Cadaval.
O
Palácio de Vasco Annes Corte Real, como dissemos, sito junto ao Paço da
Ribeira, foi passando sucessivamente aos seus descendentes até sua bisneta,
D. Margarida Corte Real, visto que seu irmão primogénito Manoel Corte
Real, morreu com D. Sebastião em Alcácer Quibir.
D.
Margarida Corte Real era então uma das mais ricas herdeiras de Portugal.
Morgada e Donatária de Angra e Ilha de S. Jorge.
O
Rei Filipe II dos Castelhanos e I de Portugal escolheu, como homem da sua
confiança, a D. Christóvão de Moura, português ao serviço de Castela,
membro do seu conselho de estado e vèdor ou veador da sua Fazenda.
O
desempenho de D. Christóvão de Moura, até Vice-Rei de Portugal, agradou
de tal modo a Filipe I de Portugal, que o cumulou de benesses.
Porém,
Christóvão de Moura, entre as muitas honras e mercês do seu real amo,
nenhuma recebeu mais valiosa do que a riquíssima herdeira, D. Margarida
Corte Real, em casamento, apenas com a obrigação de usar o apelido Corte
Real de sua mulher.
Já
D. Margarida Corte Real estava casada com D. Christóvão de Moura, que só
teve o título de Conde de Castelo Rodrigo em 1594, e o de Marquês de
Castelo Rodrigo em 1598, quando El Rei Filipe lhe passou alvará para tomar
posse das capitanias da Ilhas Terceira e S. Jorge.
O
Palácio do Corte Real, também conhecido pela Corte Real, foi confiscado a
quando da Restauração da Independência de Portugal em 1640. Este Palácio
depois de confiscado veio a ser moradia de D. Pedro II, tendo aí sido
urdido o torpe episódio da abdicação e anulação do casamento do infeliz
D. Afonso VI. Mais tarde o palácio voltou à posse dos descendentes de
Christóvão de Moura Corte Real, que o venderam a D. Pedro III, tio e
marido da pobre louca D. Maria I.
Por fim em 1781 um enorme e voraz incêndio destruiu quási por completo este palácio, consumindo em menos de quatro horas, 185 aposentos em que se contavam 18 salas reais, com todo o seu recheio de sumptuoso mobiliário, e os quatro majestosos torreões dos cantos.
(11) Dr.L.S. - Antes de passarmos à descendência de Vasco Annes Corte Real, vejamos quem foram os outros filhos de João Vaz Corte Real?
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|
Carta do Rei D. Manuel a Gaspar Corte Real autorizando-o a partir em 1500 para a America do Norte. Notar o nome de Gaspar Corte Real sublinhado a vermelho. |
Gaspar Corte Real |
Estátua de Gaspar Corte Real em São João da Terra Nova em frente o Edifício do Governo da Província. Notar que o barrete dele é bicudo, um símbolo da Nobreza Portuguesa. |
J.M. - Gaspar Corte Real, segundo filho de João Vaz Corte Real e de
Gaspar Corte Real voltou a Portugal em 1501, e partindo novamente para aquelas paragens, nunca mais se soube dele, nem dos navios de que se compunha a sua armada. A 3 de Janeiro de1488, 9 de Junho de1493, 2 de Janeiro de 1497 e 23 de Março de 1499 estava Gaspar Corte Real em Angra, como o comprovam as cartas de sesmaria, que têm as mencionadas datas e pelas quais Gaspar Corte Real, como lugar tenente de seu pai, fez doação de várias terras a diferentes povoadores da Ilha Terceira. Gaspar Corte Real não casou e não existe hoje descendência sua. Vimos quem foi Gaspar Corte Real, agora vamos falar de Miguel Corte Real, terceiro filho de João Vaz Corte Real e de D. Maria Abarca.
Para descrição física e intelectural clique aqui: Retrato de Miguel Corte Real
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Carta do Rei D. Manuel a Miguel Corte Real autorizando-o a sair de Lisboa em 1502, a procura do irmao Gaspar Corte Real, que nao tinha regressado a Lisboa da sua viagem em 1501. |
Recibo assinado por Miguel Corte Real para pagar os biscoitos e bolachas para a longa viagem |
Miguel
Corte Real, nasceu na Ilha Terceira em Angra, e como seu irmão Gaspar, foi
arrojado Navegador da Epopeia dos Descobrimentos. Foi
Porteiro Mór do rei D. Manoel I. Partiu de Lisboa
em 10 de Maio de 1502,
com navios armados à sua custa, à procura de seu irmão Gaspar
D.
Catharina de Castro Corte Real, a primeira filha de Miguel Corte Real, e de
D. Izabel de Castro, casou com D. Diogo de Mello da Silva, Veador da Rainha
D. Catharina, mulher de D. João III, e deles nasceram: D. Christóvão de Mello, que casou com D. Catharina de
Barros, com geração; Garcia de Mello que casou com D. Filipa
Soares, e tiveram: Pedro de Mello; Ignácio de Mello, ambos sem geração.
D. Joana de Castro Corte Real, 2ª filha de Miguel Corte Real e de D. Izabel de Castro, casou com Leonel de Sousa de Lima, senhor da Ericeira. Não tiveram geração.
D. Joana Vaz Corte Real, foi o quarto filho de João Vaz Corte Real e de sua mulher D. Maria Abarca. Será para mim particularmente grato falar dela, visto que é minha avó em 13ªgeração. Nasceu D. Joana Vaz Corte Real em Angra, na Ilha Terceira, onde casou com Guilherme Moniz Barreto, filho de Henrique Moniz,Alcaide Mór de Silves, e de D.I gnêz de Menezes Barreto, filha de Gonçallo Nunes Barreto, Alcaide Mór de Faro e Morgado da Quarteira
Não esqeçamos que o 1ºcasamento de Henrique Moniz, foi com D. Izabel Vaz Corte Real, irmã de João Vaz Corte Real. Agora um filho de Henrique Moniz, do seu 2º casamento com D. Ignêz de Menezes Barreto, Guilherme Moniz Barreto, protagoniza a segunda aliança dos Monizes com os Corte Reais. Fruto deste casamento surge a família Moniz Corte Real. Estabelece-se ainda uma ligação familiar com os Pereiras, visto que Henrique Moniz, Alcaide Mór de Silves é sobrinho neto de D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável do Reino.
A quando do casamento de D.Joana Vaz Corte Real com Guilherme Moniz Barreto, seu pai João Vaz Corte Real, Donatário de Angra deu-lhes abundantes terras e bens com que constituíram o Morgadio Moniz Corte Real.
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Foto da Igreja de São Francisco em Angra, considerada o Panteão Açoriano, pois nela repousam no altar mór os restos mortais de João Vaz Corte Real e de sua mulher D. Maria Abarca, no altar lateral de S. Luís Rei de França, está sepultada sua filha D. Joana Vaz Corte Real e seu marido Guilherme Moniz Barreto. Nesta Igreja está ainda sepultado Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, que faleceu no regresso da viagem do descobrimento do caminho marítimo da Índia. |
Estatua de João Vaz Corte Real, com a lápide dentro da Igreja de São Francisco |
(12) Dr.L.S. – Com que famílias se ligaram os Corte Reais na sequência do casamento de D. Joana Vaz Corte Real com Guilherme Moniz Barreto?
J.M.
– Ligaram-se inicialmente Os Corte Reais aos Monizes e aos
Barretos.
Vasco
Martins Moniz, Comendador de Panoyas e Garvão, irmão de Henrique Moniz,
Alcaide Mór de Silves, é progenitor dos Duques de Cadaval. Visto que sua
filha, D. Joana Pereira, sobrinha de Henrique Moniz, casou com D. Francisco
de Almeida, 1º Vice – Rei da Índia, e a filha destes, D.Leonor de
Almeida, casou com D.Rodrigo de Mello,1º Conde de Tentúgal, e são origem
dos Duques de Cadaval.
Portanto
recuando nos tempos vemos que os Duques de Cadaval são
(13)
Dr.L.S.
– Vimos a
aliança dos Monizes com os Corte Reais,
como se
deu a aliança dos Barretos com os Corte Reais?
J.M.
– Guilherme Moniz Barreto, marido de D. Joana Vaz Corte Real, é filho de
Henrique Moniz, Alcaide Mór de Silves e de D. Ignêz de Menezes Barreto.
D.
Ignêz de Menezes Barreto é
filha de Goçallo Nunes Barreto, Alcaide
Esta
D. Ignêz de Menezes Barreto é neta em 6ª geração de Fernão Gomes
Barreto e de sua
mulher D. Sancha Pires, trineta de Egas Moniz,
(14)
Dr.L.S.
– Como é que D. Sancha Pires é trineta de Egas Moniz ?
J.M.
– D. Sancha Pires é filha de D. Payo Viegas de Alvarenga e de D.
(15)
Dr.L.S
– Qual a origem destes Barretos que se
notabilizaram na
conquista e defesa do Algarve?
J.M.
– Segundo os escritores antigos e
principais nobiliários, os Barretos são descendentes de D.Arnaldo de Bayão,
filho 3º do Imperdor Guido,
27º Duque de Spoleto, 32º Conde da Toscana e de sua mulher D.
D.
Arnaldo de Bayão é neto paterno de Lamberto II, 26º Duque de Spoleto,31º
Conde da Toscana, e de sua mulher a Princesa Adelayde, filha
D.Arnaldo
de Bayão, pelo lado paterno é ainda bisneto de Guido,O Velho, 25º Duque
de Spoleto, 30º Conde da Toscana, e de sua mulher a
Princesa Rita,
filha de
Seiómio, Príncipe de Benevento do sangue
(16)
Dr.L.S.
- Quem foram os filhos de Guilherme Moniz Barreto e de D.Joana Vaz Corte
Real?
J.M.
–Como Guilherme Moniz Barreto e sua mulher D. Joana Vaz Corte Real
são meus avós em 13ª geração, tenho elementos
que me permitem
enumerar as
suas sucessivas
gerações até aos nossos dias.
Foram
seus filhos: Sebastião Moniz Barreto; Balthazar
Moniz Corte
Balthazar Moniz Corte Real, segundo filho de Guilherme Moniz Barreto e de D. Joana Vaz Corte Real, casou duas vezes: Primeiro com D. Violante e pela segunda vez com D.Maria Paes da Cunha. Deste segundo matrimónio nasceu D. Maria da Cunha, que veio a ser mulher de Diogo de Mendonça, Governador do Brasil e de quem teve D. Joana de Mendonça, casada com Manoel de Sousa da Silva, Cavaleiro e Comendador da Ordem d’Aviz e da Ordem de Cristo, que por sua vez tiveram:
D.Luiza
Maria de Mendonça e Eça, Marqueza de Monte Bello, pelo seu casamento
com António Félix Machado, 2ºMarquês de Monte Bello, Alcaide
Mór de Mourão, realizado em 10 de Fevereiro de1676, com geração;
D. Madalena de Mendonça de
Sousa da Silva, Condessa de
Val dos
Reis pelo seu casamento com Lourenço de Mendonça de Moura e Sousa,
3º Conde de Val dos Reis, realizado em 15 de Janeiro de 1669, com
geração.
D.
Ignêz Moniz Barreto, terceiro filho de Guilherme Moniz Barreto e de D.
Joana Vaz Corte Real, casou com Ruy Gomes da Grã, de quem não houve geração.
Feito
um resumido apontamento sobre os filhos
de Guilherme Moniz
Barreto
e D. Joana Vaz Corte Real, falta-nos falar do filho primógenito.
Sebastião
Moniz Barreto,2º Morgado Moniz Corte Real, casou com sua
D.
Joana Menezes da Silva é: Trineta
de Ayres Gomes da Silva,
Alcaide Mór de Montemor O Velho e de sua mulher D. Brites de Menezes;
Neta
em 5ª geração de D. Gonçallo Telles de Menezes, 1º Conde de
Neiva e Faria, e de sua mulher D.Maria Afonso de Albuquerque, bis-
Neta
em 10ª geração de D. Teresa Sanches, filha Del Rei D. Sancho I, e de seu
marido D. Afonso Telles de Menezes, 1º Senhor de Menezes;
Neta
em 12ª geração de D. Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal;
Deste
matrimónio nasceu Guilherme Moniz Barreto, 3º Morgado Moniz
Diogo
Moniz Barreto, 5º Morgado Moniz Corte Real, casou com D.Margarida
da Silveira Pamplona
de Miranda, filha do primeiro casamento
Francisco
Moniz Barreto Corte Real, 8º Morgado Moniz Corte Real, casou
com D. Clara Sophia Pacheco de Mello; Manoel
Diogo Moniz Barreto Corte Real, 9º Morgado Moniz Corte Real,
João
Moniz Barreto Corte Real, 10º Morgado Moniz Corte Real, casou com
D. Marianna Izabel de Sá,filha de Manoel Leandro de Sá, Cavaleiro da
Casa Real e de D. Joana Rita Camello;
João
Moniz de Sá Corte Real, 11º e último Morgado Moniz Corte Real,
João
Moniz de Sá Corte Real,11º Morgado Moniz Corte Real e D Anna Augusta
Bettencourt são trisavós de João Emanuel Moniz Campos Gomes que convosco dialoga.
D.
Adelaide Moniz de Sá Corte
Real, minha bisavó, filha de João Moniz
Germano
da Costa, bisavós de minha estimada prima D. Maria Margarida
Areias Mendes Pereira, casada com
o Engº Manuel Henrique Coelho
Gil.
Joaquim
Borges de Lemos Fagundes é neto em11ª geração de Rodrigo Affonso
Fagundes, descendente dos antigos Fagundes, fidalgos de Merufe,
no extinto julgado da
Feira, pagem do
Infante D. Henrique, seu
Olympio
Moniz Borges de Lemos, meu avô, é filho de Adelaide Moniz de Sá Corte
Real e de Joaquim Borges de
Lemos Fagundes, neto de João
Moniz de Sá Corte Real, 11º Morgado Moniz
Corte Real e
de D. Anna Augusta de
Bettencourt, casou com D. Maria das Mercês Pinto Campos, filha de Alfredo
Luís Campos, autor da Memória da
Visita Régia Á
IlhaTerceira, e de sua mulher D. Carlota Augusta de Sousa Pinto.
Do matrimónio de Olympio Moniz Borges de Lemos com D. Maria das Mercês Pinto Campos, foi filho primogénito, minha mãe D. Nívea Moniz Campos de Lemos, bisneta portanto de João Moniz de Sá Corte Real,11º Morgado Moniz Corte Real e de sua mulher D.Anna Augusta de Bettencourt, que casou com João de Deus da Silveira Gomes, filho de José Maria Gomes, e de D. Ana Etelvina da Silveira Borges.
Além de mim, João Emanuel Moniz Campos Gomes, seu filho primogénito vivo, meus pais tiveram mais três filhos e três filhas de quem irei falar.
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Eu,
João Emanuel Moniz Campos Gomes trineto primogénito vivo de João Moniz de
Sá Corte Real,11º Morgado Moniz Corte Real e de D. Anna Augusta de
Bettencourt, pelos meus onze, doze anos, motivado por vocação religiosa
frequentei, para além
do Colégio Académico
de Sintra, onde iniciei o curso Liceal, os Seminários do Patriarcado de
Lisboa,Santarém, Almada, Olivais e Universidade Católica.
Nos
Seminários do Patriarcado pertenci ao Curso de S. Pio X, onde tive a honra
de ser colega de D. José da Cruz Policarpo, actual
Cardeal Patriarca
de Lisboa. Não cheguei a ser ordenado
Sacerdote por motivos de
saúde. Um esgotamento cerebral acometeu-me
já nos Olivais, onde
então cursava Teologia.
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Brasão
Moniz Corte Real
Tendo
faltado meu pai, fiquei à frente de minha família, cabendo-me
Tendo
em conta a minha formação Filosófica e Teológica, o então Director
da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, Professor Doutor Freitas
Ferreira, passou-me certificado de Equivalência a Licenciatura para todos
os efeitos profissionais.
Presentemente
estou aposentado como
Verificador Especialista da Direcção Geral das Alfândegas.
Tendo falecido minha irmã, Nívea Maria Moniz Campos Gomes, de 49 anos de idade, em 1998, satisfazendo o seu pedido, feito na hora da sua morte, fiquei como tutor e pai adoptivo pelo coração, de minha sobrinha Adelaide Maria Alves Moniz Corte Real Gomes, nessa altura apenas com cinco anos de idade, a quem por testamento nomeei herdeira universal de meus bens e direitos, tal como se fosse minha filha biológica.
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Em
relação aos Corte Reais, eu sou neto em 14ª geração, e
a Adelaide em 15ª geração, de João
Vaz Corte
Real, Donatário de Angra e de sua Mulher D. Maria Abarca.
Meu
irmão Jorge Alberto da
Trindade Moniz
Campos Gomes, faleceu
com 22 meses de idade. Paulo Henrique Moniz Campos Gomes, faleceu também
com 6 anos de idade.
Minha irmã Maria de Fátima Moniz Campos Gomes, trineta de João Moniz de Sá Corte Real, 11º Morgado Moniz Corte Real, e de D. Anna Augusta de Bettencourt, casou com João Manuel de Oliveira Carreira de quem teve: João Pedro Moniz Campos Carreira, tetraneto de João Moniz de Sá Corte Real,11ºMorgado Moniz Corte Real, e de D.Anna Augusta de Bettencourt, Director Bancário, casou com Cristina Alexandra FernandesQuintans Vaz. Deste matrimónio nasceram: Pedro Diogo Moniz Vaz Carreira, de 16 anos de idade; Bernardo Pedro Moniz Vaz Carreira, de 10 anos de idade; Mariana Moniz Vaz Carreira, de 7 anos de idade;
Duarte
Nuno Moniz Campos Carreira, tetraneto de João
Moniz de
Sá Corte
Real, e de D. Anna Augusta de Bettencourt, de 34 anos de idade, Engenheiro
Agrónomo, com Mestrado feito em Engenharia
da Rega e
Minha
irmã Nívea Maria Moniz Campos Gomes, trineta de João Moniz
Tendo falecido minha irmã aos 49 anos de idade em 1998, adoptei minha sobrinha, satisfazendo seu pedido, feito na hora da sua morte.
Lourdes
da Assunção Pinto Campos Gomes, das irmãs a mais nova, trineta de João
Moniz de Sá Corte Real, 11º Morgado Moniz Corte Real, e
F
alta falar de meu irmão mais novo de todos,José Olímpio Pinto de Lemos Gomes, falecido aos 31 anos de idade, sem geração. Termina
aqui a enumeração dos descendentes de D.Joana Vaz Corte,
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Clique na foto para aumentar Entrada principal da Casa Residencial de minha Bisavó, Adelaide Moniz de Sá Corte Real, onde vivia com sua filha, Maria Ludovina Moniz Borges Pamplona e seu genro Rufino Martins Pamplona. Neste Solar de Santa Catarina, actualmente propriedade da Diocese de Angra, almoçou e descançou o Papa João Paulo II, aquando da sua visita aos Açores. |
D.
Iria Corte Real, quinto filho de João Vaz Corte Real e de D. Maria Abarca,
casou com Pedro Góis da Silva, que em
1526, por ciúmes, ao que
parece infundados, “a assassinou mal e como não
devia”, segundo rezam
as crónicas antigas. Não
me consta que tenha
havido descendência
deste matrimónio.
D. Izabel Corte Real, 6º filho de João Vaz Corte Real e de D. Maria Abarca, casou com Józ D’Utra, 2º Capitão Donatário das Ilhas do Faial e Pico, por carta régia de 31 de Maio de 1509, confirmado por outra carta de 22 de Outubro de 1528. Deste matrimónio nasceram: Manoel D’ Utra Corte Real, primogénito de quem falaremos depois de sua única irmã; D. Francisca D’ Utra Corte Real, que casou com Heitor Rodrigues, sem geração.
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Nau
"São
Gabriel" usada por Vasco da Gama na sua primeira viagem a India
em 1497 .
Notar
as Cruzes da Ordem de Cristo nas velas com as extremidades terminando em 45
graus.
Manoel
D’ Utra Corte Real,3º Capitão Donatário das Ilhas do Faial e Pico,
casou com D. Maria Vicente, e tiveram:
Gaspar
D’Utra Corte Real, casado em Lisboa com D. Elisa ou Helena
Nunes Homem, que por sua
vez tiveram uma única filha,
que veio
a falecer sem geração, e de
seu nome
D. Luiza D’ Utra Corte Real; Jerónymo
D’ Utra Corte Real, 6º Capitão Donatário das Ilhas do Faial e Pico, ( o
4º e 5º Capitães Donatários foram D. Álvaro de Castro e D. Francisco de
Mascarenhas, estranhos a esta família), casou em Lisboa com D. Margarida de
Azevedo. Tiveram uma
única filha, D.Luiza D’Utra Corte Real, que casou com Pedro Coelho
da Silva, que por sua vez tiveram um
único filho, que faleceu na Índia, sem geração; Salvador
e D. Antónia D’Utra Corte Real faleceram
sem deixar descendência; D.
Catharina de S.Salvador, fundadora do Convento da Glória, na Horta; D.
Barbara Corte
Real, fundadora da capela de Nossa Senhora
doRosário,
na igreja de S. Francisco.
Tendo
já falado de todos os filhos de João
Vaz Corte
Real e sua desdência,
falta-nos fazer referência à descendência de Vasco Annes Corte
Real, seu filho primogénito.
(17) Dr.L.S.– Quem foram então, os filhos de Vasco Annes Corte Real, filho primogénito de João Vaz Corte Real, e de D. Maria Abarca?
J.M.
–Vasco Annes Corte Real, Primeiro filho de João Vaz Corte Real,
teve de D. Joana da Silva oito filhos. A saber: Manoel Corte Real, filho primogénito,foi senhor das saboarias das Ilhas Terceira e São Jorge, conforme carta d’el-rei D.
Manoel I, 2 de Abril de 1518; 3º Capitão Donatário de Angra e Ilha de São
Jorge, confirmado por carta régia de 3 de Agosto de 1538; Senhor da Terra
Nova, por carta de 6 de Agosto de 1538; Alcaide Mór do Castelo de S.
Sebastião de Angra, por carta de 25 de Outubro de 1576.
Dicidiu em 1567, mandar à Terra Nova uma expedição de três navios
com povoadores da Ilha Terceira, para lá se estabelecerem, tendo obtido
d’el-rei D. Sebastião o auxílio solicitado como consta da carta de 4 de
Maio de 1567 transcrita a pag. 537 do IV volume do Arquivo dos Açôres.
Manoel
Corte Real casou com D. Brites de Mendonça, Dama da Rainha D. Catharina,
filha de D. Inigo Lopes de Mendonça, fidalgo Castelhano de Valhadolid, e de
sua mulher D. Maria de Baçam.
Deste
matrimónio nasceram seis filhos. Ao
primogénito foi-lhe dado o nome de seu avô chamando-lhe Vasco Annes Corte
Real.Foi 4ºCapitão Donatário de Angra e Ilha de São Jorge, conforme
carta de el-rei o Cardeal D. Henri que,
datada de 28 de Novembro de 1578, e senhor da Terra Nova, em que foi
confirmado por carta do mesmo rei, datada de 26 de Maio de 1579. Casou
com D. Catharina da Silva, filha de D. João de Mascarenhas, Capitão de
Ginetes e Comendador de Mértola e de sua mulher D. Margarida da Silva
Coutinho, filha de D. Vasco Coutinho, Conde de Borba, e de D. Catharina da
Silva, filha de D. João de Menezes, senhor de Cantanhede, e de D. Leonor da
Silva, filha de D. Martim Pires da Charneca, Arcebispo de Braga. Vasco
Annes Corte Real e D. Catharina da Silva tiveram cinco filhos: Manoel
Corte Real, filho primogénito de Vasco Annes Corte Real e de D. Catharina
da Silva, morreu na batalha de Alcácer Quivir a 4 de Agosto de 1578,
acompanhando el-rei D. Sebastião.
Sucedeu-lhe sua irmã D.Margarida Corte Real, herdeira de seu pai, Vasco Annes Corte Real, pela morte de seu irmão primogénito Manoel Corte Real.
D. Margarida Corte Real foi Marquesa de Castelo Rodrigo pelo seu casamento com D.Cristóvão de Moura,1º Marquês de Castelo Rodrigo, membro do Conselho de Estado, Vedor da Fazenda e Gentil
Homem da câmara d’el - rei D. Filipe II de Castela e I de Portugal, Comendador de Alcântara, Grande de Espanha e Vice-Rei de Portugal. Pelo seu casamento com D.Margarida Corte Real foi 5º Capitão Donatário de Angra e Ilha de São Jorge,por carta régia de 27 de Junho de 1582.
Deste matrimónio nasceram três filhos e quatro filhas: D. Vasco e D.Luiz, que faleceram crianças; D.Manoel de Moura Corte Real, de quem falaremos a seguir; D.Maria de Moura Corte Real, Condessa de Vimioso; D. Brites de Moura Corte Real, Duquesa de Alcalá; D. Margarida de Moura Corte Real, Condessa de Portalegre; D. Catharina de Moura Corte Real, que faleceu criança.
D. Manoel de Moura Corte Real, 1º Conde de Lumiares, em vida de seu pai, foi 2º Marquês de Castelo Rodrigo, por morte deste. Foi Mordomo Mór e Veador da Fazenda de D. Filipe IV de Castela, 6º Capitão Donatário de Angra, Praia e Ilha de São Jorge. Casou com D. Leonor de Mello, Dama da Infanta D. Ana d’Aústria, e filha de D. Nuno Álvares Pereira, 3º Conde de Tentúgal, e da Condessa D. Mariana de Castro Osório Moscozo, avós de D. Nuno Álvares Pereira de Mello, que veio a ser 5º Conde de Tentúgal e 1º Duque de Cadaval. Após a Revolução de 1640, os seus bens em Portugal, incluindo a Quinta do actual Palácio de Queluz, foram-lhes confiscados. D.Manoel de Moura Corte Real deixou geração ilustre em Espanha. D. Maria de Moura Corte Real, filha de D. Margarida Corte Real e de D.Cristóvão de Moura, foi Condessa de Vimioso e Marquesa de Aguiar, pelo seu casamento com D. Afonso de Portugal, 5º Conde de Vimioso,1º Marquês de Aguiar e Capitão Donatário de Machico na Madeira. Por este matrimónio estabelece-se a ligação dos Corte Reais com os Condes de Vimioso, Marqueses de Aguiar. D. Afonso de Portugal, 5º Conde de Vimioso,1º Marquês de Aguiar, e sua mulher D. Maria de Moura Corte Real, filha de D. Margarida Corte Real e de D. Christóvão de Moura, tiveram: D. Luiz de Portugal, 6º Conde de Vimioso, que casou duas vezes, mas sempre sem geração; Christóvão de Portugal, que faleceu solteiro e sem geração; D.Miguel de Portugal, 7º Conde de Vimioso, Capitão, Donatário de Machico na Madeira, casou com D. Maria Margarida de Castro e Albuquerque, sem geração legítima; D. Joana de Mendonça, freira em Santa Catarina de Évora; D. Margarida e D. Brites, freiras do Convento do Sacramento em Lisboa; D. Brites de Moura Corte Real, filha de D. Christóvão de Moura, e de D.Margarida Corte Real, casada com D. Hermano Henriquez de Ribera, 3º Duque de Alcalá, com geração em Espanha, estabelece a ligação dos Corte Reais com os Duques de Alcalá; D. Margarida de Moura Corte Real, 1ª mulher de D. Henrique da Silva, 6º Conde de Portalegre e 1º Marquês de Gouveia, sem geração, une os Corte Reais aos Condes de Portalegre e Marqueses de Gouveia; D. Catharina de Moura Corte Real, que faleceu criança.
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Sr. Ivo Azevedo, Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, Canadá, junto do sinal da estrada, indicando o local chamado Canadá , perto de Tavira, no Algarve, que foi propriedade de João Vaz Corte Real. |
Encosta da "Canada", no Algarve, perto de Tavira, nas terras pertencentes ao João Vaz Corte Real. |
Caminho ligando a "Canada" nas terras dos Corte Reais perto de Tavira. |
Foi
este local chamado "Canada" que deu origem a todas as
"Canadas" nos
Açores
e tambem
o nome do pais da America do Norte denominado ainda
hoje Canada, ou Terra dos Corte Reais
(18)
Dr.L.S.
- Falámos já de dois filhos
de Vasco Annes Corte Real e de D. Catharina
da Silva, quem são os três que faltam?
J.M. – Falta-nos citar:
D.
Maria da Silva Corte Real, que faleceu solteira.
(19)
Dr.L.S.
– Vimos a descendência de Vasco Annes Corte Real e de
D.Catharina da Silva, mas quem foram os outros seus filhos de Manoel
Corte Real e de D. Brites de Mendonça?
J.M.
– Os outros filhos de Manoel Corte Real, e de D.Brites de Mendonça
são:
Jeronymo
Corte Real, Capitão Mór duma armada da Índia, homem culto
de seu tempo, distinguiu-se na pintura, música e poesia, sendo de destacar
o Cerco de Diu e o “Naufrágio e lastimoso sucesso da perdição” de
Manoel de Sousa de Sepúlveda, etc.
Almeida
Garrett, na sua “ História da língua e da poesia portuguesa, apreciou
estes dois poemas escrevendo: “…Já no Cerco de Diu há muito
boas descripções; mas no Naufrágio de Sepúlveda, há d’ellas sublimes. Entre muitos devaneios de imaginação e de mau gosto, entre aquelles
insípidos requebros de Pan e de Protheyu, aparece todavia a morte
de Leonor, que é um trecho da mais bela poesia, da mais fina
Jerónymo
Corte Real nasceu em 1540, segundo uns em Lisboa,e segundo outros em Évora,
onde faleceu em 1596. Casou com D. Luiza da Silva de quem não teve geração.
Fora do matrimónio teve duas filhas: D.
Brites Corte Real, que casou com António de Sousa; D.
Antónia Corte Real, freira no Salvador. João
Vaz Corte Real, sucedeu a seu tio Jerónymo Corte Real no morgadio
de Vale de Palma, sem geração. D.
Filipa de Mendonça, que casou com João Nunes da Cunha, filho de Nuno
da Cunha, Governador da Índia, tiveram:D.Luiza
de Vilhena de Mendonça, que casou com Manoel de Vasconcellos, herdeiro
dos morgadios de
Esporão e
Vila Nova de Foscôa, filho de João Mendes de Vasconcellos e de D.
Ana de Atayde, filha dos primeiros Condes de Castanheira.
(20)
Dr.L.S.
– Analisada a descendência de Manoel Corte Real, 1º filho de Vasco
Annes Corte Real e de D. Joana da Silva, cabe-nos perguntar Quem
foram os outros seus filhos?
J.
M. – Vasco Annes Corte Real e D. Joana da Silva tiveram ainda:
|
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MANOEL
IGNÁCIO MARTINS PAMPLONA ( CORTE REAL )
CONDE DE SUBSERRA
|
(21)
Dr.L.S.
– Com que famílias nobres os Corte Reais se uniram pelos laços do matrimónio,
ao longo dos tempos? J.
M. – Para responder, basta lembrar quem foram, e a que famílias pertencem
as esposas e maridos, dos filhos e filhas de João Vaz Corte Real, bem como
de seus descendentes.
Vasco
Annes Corte Real, ao casar com D. Joana da Silva, filha de D. Garcia de
Mello, Alcaide Mór de Serpa, estabelece uma ligação à família dos
Mellos.
D.
Margarida Corte Real, ao casar com D. Christóvão de Moura, 1º Marquês de
Castelo Rodrigo, uniu os Corte Reais aos Marqueses de Castelo Rodrigo.
D.
Manoel de Moura Corte Real, 1º Conde de Lumiares, 2º Marquês de Castelo
Rodrigo, pelo seu casamento com D. Leonor de Mello, filha de D. Nuno Álvares
Pereira de Mello, 3º Conde de Tentúgal, e 2º Marquês de Ferreira, uniu
os Corte Reais aos Pereiras de Mello, Condes de Tentúgal, Marqueses de
Ferreira, e a partir do 5º Conde de Tentúgal, Duques de Cadaval.
D. Brites de Moura Corte Real, filha de D. Christóvão de Moura, e de D. Margarida Corte Real, casou com D. Hernando Henriquez de Ribera, 3º Duque de Alcalá, unindo os Corte Reais aos Duques de Alcalá.
|
Clique na foto para aumentar Olhando para a foto, do lado esquerdo de pé vemos meu avô Olympio Moniz Borges de Lemos, ao lado de sua mãe Adelaide Moniz de Sá Corte Real, igualmente sentada, e logo a seguir a sua mãe, está sua filha Maria Ludovina Moniz Borges Pamplona,casada com Rufino Martins Pamplona,que vemos sentado ao lado de sua mulher. Os três cavalheiros atrás de pé,da esqerda para a direita são sobrinhos de meu avô Olympio,a saber: Marcelo Borges Pamplona,tendo á sua direita sua mulher Rosa Santos; Marino Borges de Sá Corte Real Pamplona; e António Martins Pamplona. Os dois pequenos à frente são filhos de Marcelo o único dos sobrinhos de meu avô então casado. |
D.
Maria de Moura Corte Real, filha de D. Christóvão de Moura , e de D.
Margarida Corte Real, pelo seu casamento com D. Afonso de Portugal, 5º
Conde de Vimioso, e 1º Marquês de Aguiar, uniu os Corte Reais aos Condes
de Vimioso e Marqueses de Aguiar.
D.
Margarida de Moura Corte Real, filha ainda de D. Christóvão de Moura, e de
D. Margarida Corte Real, pelo seu casamento com D. Henrique da Silva, 6º
Conde de Portalegre e 1º Marquês de Gouveia, uniu os Corte Reais aos
Silvas.
Miguel
Corte Real, 3º filho de João Vaz Corte Real, pelo seu casamento com D.
Izabel de Castro, filha de D. Garcia de Castro, irmão do 1º Conde de
Monsanto, ligou os Corte Reais aos Castros.
Quando
falámos de D. Joana Vaz Corte Real, filha de João Vaz Corte Real, e de D.
Maria Abarca, vimos pormenorizadamente, que pelo seu casamento com Guilherme
Moniz Barreto, uniram-se os Corte Reais aos Monizes e aos Barretos. Estes últimos
descendentes dos Duques de Spoleto e Condes da Toscana.
Sebastião
Moniz Barreto, 2º Morgado Moniz Corte Real, ao casar com sua prima D. Joana
Menezes da Silva, descendente da mais alta nobreza de Portugal e Castela,
uniu os Corte Reais aos Menezes e Gomes da Silva.
Seus
descendentes como vimos são netos de D. Fernando Magno, Rei de Castela , Leão
e Astúrias, netos de D. Afonso Henriques, D. Sancho I, e D. Diniz, reis de
Portugal.
Diogo
Moniz Barreto, 5º Morgado Moniz Corte Real, pelo seu casamento com D.
Margarida da Silveira Pamplona de Miranda, estabeleceu a aliança dos
Monizes Corte Reais com os Pamplonas, merecendo neste ramo particular
destaque, Manoel Ignácio Martins Pamplona, Conde de Subserra, Primeiro
Ministro de D. João VI.
António Moniz Barreto Corte Real, 7º Morgado Moniz Corte Real, casou com D. Maria Josepha da Câmara de Sá Salazar,filha de Francisco de Sá Salazar e de D. Anna da Câmara de Bettencourt de ilustres antepassados, sendo: neta em 6ª geração de Ruy Gonçalves da Câmara, Donatário da Ilha de São Miguel; neta em 7ª geração de João Gonçalves Zarco, descobridor da Madeira, e 1º Donatário do Funchal desde 1419; neta em 8ª geração de Jhean IV de Bethencourt, Senhor de Bethencourt, Barão de Saint - Martin- de Gaillard, Rei das Ilhas Canárias.
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Cabeca
do Padrão
da Pedra de Dighton, no Estado de Massachusetts, E. U. A.
D.
Adelaide Moniz de Sá Corte Real, filha de João Moniz de Sá Corte Real, 11º
Morgado Moniz Corte Real, e de D. Anna Augusta de Bettencourt, pelo seu
casamento com Joaquim Borges de Lemos Fagundes, neto em 11ª geração de
Rodrigo Affonso Fagundes, dos antigos Fagundes de Merufe, do extinto julgado
da Feira, estabeleceu a ligação dos Monizes Corte Reais com os Fagundes.
Olympio
Moniz Borges de Lemos, meu avô, filho de D. Adelaide Moniz de Sá Corte
Real e de Joaquim Borges de Lemos Fagundes, neto de João Moniz de Sá Corte
Real, 11º Morgado Moniz Corte Real, e de D. Anna Augusta de Bettencourt,
casou com D. Maria das Mercês Pinto Campos, unindo assim os Monizes Corte
Reais aos Campos.
Esta
minha avó, D. Maria das Mercês Pinto Campos é filha
de Alfredo Luís de Campos, professor de português da Escola Madeira Pinto
em Angra do Heroísmo, jornalista e escritor, autor entre outras obras da
“ Memória da visita Régia à Ilha Terceira”, e de sua mulher D.
Carlota Augusta de Sousa Pinto.
Este
meu bisavô Alfredo Luís Campos, terceirense, é filho de Frederico
Ferreira de Campos, e de D. Maria Carlota Martins, nascido a 21 de Janeiro
de 1809, na Freguesia de Nossa Senhora do Amparo, Benfica, em Lisboa. Feita
a sua carreira literária em França, seguiu para a Ilha Terceira, com o
posto de alferes, acompanhando D. Pedro IV, onde foi nomeado Delegado da
Real Companhia dos tabacos. Foi presidente da Câmara e Governador Civil de
Angra. Faleceu em Angra a 9 de Dezembro de 1892.
Este
Frederico Ferreira de Campos, meu trisavô, por parte de minha avó, é
filho de João Ferreira de Campos, nascido na 2ª metade do século XVIII,
na cidade de Lisboa, na Freguesia de São Julião. Em 1809 temos notícia
que residia na sua Casa de Alfarrobeira, sita em Benfica, Freguesia de Nossa
Senhora do Amparo, com sua mulher D. Victorine de Couvreur, nascida a 10 de
Janeiro de 1775, na Freguesia das Mercês, em Lisboa, filha de Diegue
Louis Le Couvreur e de Geneviève Anne Françoise.
Deste
casamento de João Ferreira de Campos e de D.Victorine de Couvreur, procede
numerosa e ilustre geração que em Portugal continental se ligou a antigas
casas titulares, designadamente à dos Marqueses de Belas, Condes de
Pombeiro e Viscondes de Villa Mayor, e na Ilha Terceira com as ilustres famílias:
Moniz, Borges, Fourniers, Pereiras, Sieuves e Teixeiras de Sampaio. Além
de Frederico Ferreira de Campos, nasceram deste matrimónio mais dois
filhos, João Ferreira de Campos e D. Emília Ferreira de Campos.
João
Ferreira de Campos, General, Professor de Matemática, formado na
Universidade de Coimbra, Oficial de Marinha e depois do Exército. Marechal
de Campo, Lente da Real Academia da Marinha, Professor de Matemática dos
Reis D. Pedro V e de D. Luís I . Comendador da Ordem de Avis. D.
Emília Ferreira de Campos, foi Viscondessa de Cartaxo pelo seu casamento
com Luís Teixeira de Sampaio, 1º Visconde de Cartaxo. Sua sobrinha, D.
Maria Luiza de Noronha e Sampaio, filha de seu cunhado, Henrique Teixeira de
Sampaio, Barão de Teixeira e Conde da Póvoa, foi Duquesa de Palmela pelo
seu casamento com Domingos António Maria Pedro de Sousa Holstein, 2º Duque
de Palmela. Foi
esta sobrinha de D. Emília Ferreira de Campos, minha tia trisavó, que
herdou pela morte de seu pai, Henrique Teixeira de Sampaio, Barão de
Teixeira e Conde da Póvoa, o Palácio, hoje conhecido como Palácio de
Palmela, onde está instalada a Procuradoria Geral da República. Este Palácio
só passou a Chamar-se Palácio de Palmela, após o casamento de D. Maria
Luiza de Noronha e Sampaio com o 2º Duque de Palmela.
(22) Dr. L. S. -- Muito obrigado, Dr. João Moniz, pela sua tão pormonorizada infomação histórica a respeito duma das familias mais importantes da História de Portugal.