|
João Gonçalves Zarco,
o primeiro
|
Sobrevoando a Ilha de Porto Santo vendo-se na parte central o aeroporto um dos mais compridos da NATO |
Estátua ao navegador João Gonçalves Zarco no centro da cidade de Funchal, Madeira |
Quem
era João Gonçalves Zarco?
Era um judeu português convertido ao catolicismo, membro
da Casa do Infante D. Henrique, quando este passou a ser o Administrador da
Ordem de Cristo, em Tomar, no centro de Portugal. Zarco distinguiu-se como um
militar muito valente nas campanhas de Ceuta e Tanger e tornou-se também um
marinheiro perito nas navegações no sul de Portugal e nas costas nortenhas
ocidentais do continente africano. Por esta razão o Infante D. Henrique
incumbiu-o e ao Tristão Vaz Teixeira de irem à procura de “algumas ilhas em
frente à costa africana que já apareciam em mapas antigos”.
|
|
|
|
Ilha do Porto
Santo de origem vulcânica |
A
minha esposa, Sílvia, junto à praia |
|
|
|
|
No
hotel junto à praia, comemos uma deliciosa espetada, acompanhada
dum |
Eu
e minha esposa na extremidade |
Em 1418, navegaram ao longo da costa norte
ocidental de Africa, mas a sua caravela foi apanhada por mau tempo,
andando à deriva vários dias, até que aportaram a uma nova ilha à qual deram
o nome de Espírito Santo que depois mudaram para Porto Santo por a considerar
um porto de salvamento!
Regressaram a Portugal para darem a boa nova ao Infante D.
Henrique que ficou
deveras muito entusiasmado com tal descoberta
e por isso enviou-os novamente para o Porto Santo
com a finalidade de a começarem a colonizar, no ano seguinte, ou seja
1419. Mas desta vez seguiu
na mesma viagem um outro membro da Casa do Infante D. Henrique chamado
Bartolomeu Perestrelo.
Levaram com eles também uma
coelha que pariu vários coelhinhos durante a viagem e
depois os novos colonos
largaram a família completa em
terra na Ilha de Porto Santo, para se
amarem e se multiplicarem… E foi o que os coelhos fizeram. Em pouco tempo
tinham uma família numerosíssima comendo todas as pastagens da ilha!...
Da ilha de Porto Santo observaram que para sudoeste “havia no horizonte
grandes nuvens escuras, mas constantes,
que os marinheiros pensavam
ser o inferno mostrando o fumo das almas penadas a arder… ou o sítio onde os
barcos cairiam num abismo, para fora do mundo!”
No princípio do Verão de 1419, num dia mais límpido,
João Gonçalves Zarco encheu-se de coragem e foi ver o que seriam aquelas
“nuvens escuras” e ficou deslumbrado, maravilhado,
porque encontrou um paraíso, uma
ilha de sonho! Com tanta arborização decidiu pôr-lhe o nome de Madeira!
Onde
nasceu?
Os historiadores variam na terra onde o João Gonçalves
Zarco teria nascido. Uns dizem Tomar, outros apontam para Lisboa e ainda outros
para Matosinhos ou o Porto. Há quem
diga que a família dos Zarcos vem do século XII mesmo antes da nacionalidade
de Portugal. Além disso há documentos legais no reinado de D. Dinis
que atestam que o nome Zarco já existia em Portugal
naquela altura, portanto não foi o João Gonsalves Zarco que inventou o
seu próprio nome!
Era
Zarco ou Zargo?
Outra batalha que tem preocupado os historiadores tem sido
concluir-se se o nome do navegador
era Zarco, com C de cão ou K ou
Zargo com G de gato.
Os historiadores antigos praticamente coevos do tempo do
navegador, tais como Gomes
Eanes de Azurara, João de Barros e Damião de Góis
usaram sempre o nome de
Zarco, com C. Há quem diga que o nome Zarco
é uma alcunha derivada do nome de um mouro muito valente, nas campanhas no
norte de África, que só o
João Gonsalves Zarco foi
capaz de matar. Eu nunca vi um vencedor adoptar o nome do vencido em qualquer
batalha. Esta lenda é verdadeiramente estúpida.
Uma coisa muito simples que historiadores não revelam ou
não sabem é que o nome Zarco é judaico, mas também pode ter derivação do
árabe. E porque não? Os judeus viveram na península Ibérica, mais
de dois mil anos, no território
onde se veio a estabelecer
Portugal e ainda hoje mais de cinquenta por cinquenta por cento
dos
portugueses têm sangue judaico. Por outro lado os árabes viveram na
península Ibérica desde 711 até
à conquista de Granada em 1492,
isto é 781 anos. Em Portugal os árabes
viveram até 1249 quando o Rei
Afonso III conquistou o Algarve. Portanto estiveram na Lusitânia 538 anos e deixaram uma influência muito grande não
só nos nomes, nos topónimos, mas também na nossa linguagem. Curioso que o
nome Algarve é
derivado do árabe = “Al-Gharb” que quer dizer “Ocidental”. Os
judeus também usam um termo para “Ocidental” que é “sefárdico”.
Mas foram os gregos quem primeiro nos começaram a chamar “ocidentais”,
usando o termo “iberos” ou “ibérico”. Devemos notar que o
judaico e o árabe são de certa maneira línguas semelhantes, talvez como o
português e o espanhol.
Se consultarmos o dicionário judaico verificamos que
existem as palavras “Zakhar” que quer dizer “órgão masculino” e
“Zarkor” que significa “projectar”
ou “ejacular”. É por isso que “Zarkor” tem o mesmo significado que
“Colon” em grego! Esta afirmação
é muito importante na análise
da
verdadeira Sigla do navegador Cristovão Colon.
Zargo
é escaravelho!
Com respeito ao nome Zargo com
G devemos esclarecer que
existe na Ilha da Madeira um parasita, um insecto
da fauna madeirense, chamado
zargo e que pertence ao género dos
coleópteros entre os quais, o
escaravelho é o melhor exemplo. “Coleópteros”
é uma palavra científica composta
por dois termos gregos
“Koleos” = “vagina”, mais “pteron” = “asa”, porque as
larvas dos escaravelhos parecem-se com uma “vagina com asas”…
Depois desta explicação científica,
não me parece justo, nem decente, chamarmos ao grande navegador
Zargo com G de gato !!!
Mas mais
importante ainda será
analisarmos a assinatura Zarco, com C de cão,
feita pelo punho do próprio navegador, onde podemos
notar que a letra que se parece
um G
de gato é,
no alfabeto judeu a letra K, portanto com o valor
sonoro de um C de cão.
Se fosse a
letra hebraica de um G, de
gato, teria o formato de um Y
invertido! Portanto o nome correcto
do navegador TEM QUE SER
Zarco com um C de cão! Espero
que os madeirense deixem, de uma vez
para sempre, de considerar que
o herói João Gonsalves Zarco, era
um escaravelho!...
Porque
foi um herói dos descobrimentos?
João Gonçalves Zarco foi o primeiro herói dos
descobrimentos portugueses. Foi ele que fez a primeira
e mais importante descoberta marítima: Porto Santo e Madeira,
representando a primeira grande conquista dos navegadores no domínio de todos
os mares. É pena que a História
de Portugal não lhe tenha dado o relevo que ele realmente merece. O Zarco foi
para os descobrimentos marítimos mundiais o
que o Yuriy Gagarin, russo e John Glenn, americano, fizeram
para a exploração do Espaço Exterior! Infelizmente nem o Governo
Central de Lisboa, nem o Governo Regional da Madeira
têm colocado João Gonsalves Zarco no pedestal
de que ele é digno
para ser transmitido às gerações actuais e futuras.
Onde
está a obra de Zarco em Porto
Santo?
A minha mulher e eu fomos visitar Porto Santo em Maio de
2005. Ilha deslumbrante!
Praia magnífica! Perguntamos
onde estava a casa de João Gonsalves Zarco, mas ninguém
nos soube dizer se tal coisa existe na
ilha. Visitamos a Casa do Colombo, mas não apresenta absolutamente nada sobre a
descoberta da ilha nem sobre os seus descobridores. É uma pena!
Os responsáveis histórico-culturais do arquipélago deviam usar a Casa
do Colombo para exporem, numa forma didáctica para os visitantes,
em inglês e português, seis
dioramas:
(1) Primeiro sobre a Escola de Navegação em Sagres
demonstrando o objectivo principal da descoberta do caminho marítimo para a índia;
(2) Segundo a chegada dos navegadores à Ilha de Porto
Santo com um modelo da praia e da caravela e salientar o significado de primeira
descoberta;
(3) Terceiro o princípio da colonização com os coelhos,
com os cereais e com os homens;
(4) A
descoberta da Madeira e a chegada ao ilhéu hoje de São José e a história do
nome de Madeira e seu futuro
desenvolvimento;
(5) Comparação dos descobrimentos portugueses com as
explorações do Espaço Exterior, demonstrando com cartografia e fotos que as
explorações do Espaço Exterior são a continuação do espírito descobridor
da Humanidade que inspirou os portugueses nos séculos XV e XVI
e que Portugal foi a primeira
nação no mundo a iniciar a globalização que agora está tanto em moda!;
(6) E
finalmente um diorama sobre as relações históricas do Colombo com os seus
familiares nas ilhas de Porto Santo e da
Madeira.
Mas infelizmente a exposição que existe agora na Casa de
Colombo menospreza a história marítima portuguesa e glorifica apenas que
Colombo nasceu em Génova!...
![]() |
|
"Casa do Colombo" na Ilha do Porto Santo, Museu dedicado ao navegador onde, infelizmente, informam que ele nasceu em Génova!... |
|
|
![]() |
|
Contra a vontade da "menina" que estava a tomar conta da "Casa do Colombo" ainda consegui obter esta foto para todos verem que esta Sigla está INCORRECTA quando comparada com a Sigla verdadeira. |
Esta é a Firma ou Sigla VERDADEIRA de Cristovão Colon.
Reparem nos pontos e nas vírgulas porque todos têm os seus significados
e têm que ser lidos revelando o nome Cristovão Colon
|
A
Casa de Colombo não salienta
referência relevante à Escola Náutica de Navegação
de Sagres fundada pelo Infante D. Henrique, da qual resultou a força motriz que
deu o primeiro impulso para os
descobrimentos do Porto Santo e da
Madeira. É ali em Porto Santo que devia existir um Grande Museu da Epopeia dos
Descobrimentos Portugueses como há um Museu do Espaço Exterior no Cabo
Kennedy, na Flórida,
a explicar e a honrar todos os astronautas
americanos que dali partiram
para as suas viagens no espaço até chegarem e voltarem da superfície da lua.
Pelo contrário os painéis da Casa de Colombo em Porto Santo só servem para
confundir os visitantes, não têm sequência cronológica e falta-lhes uma
mensagem simples, mas verdadeira, sobre o que Portugal fez para a Humanidade
descobrindo dois terço do globo e afirmar convictamente que foi ali com o
descobrimento da Ilha do Porto Santo que a grande odisseia portuguesa teve o seu
começo! A Casa do Colombo querendo
ser escolástica, não tem nada de didáctico para o grande público e não
revela nenhum patriotismo histórico português. Os visitantes que entram
naquela Casa do Colombo com grande
expectativa saem de lá com uma sensação
amarga e de vazio. É deveras lamentável!
As Autoridades locais e regionais poderiam fazer muito melhor e com pouca
despesa.
Onde está a obra de Zarco na Madeira?
Deveras impressionante sobrevoar Funchal e arredores antes de aterrar no aeroporto Internacional
Em Maio de 2005, a minha mulher e eu passamos seis dias deslumbrantes na ilha da Madeira. Ficamos encantados com o seu povo, com as suas paisagens, com tantos milhares de flores variadas, com os seus monumentos e as suas obras de arte maravilhosas.
No último dia da nossa estadia, visitamos o lugar mais
sacrossanto da Ilha da Madeira: no porto marítimo do Funchal fomos ver
o pequeno ilhéu a sudoeste, actualmente chamado Forte ou Praça de São
José da Pontinha.
Foi nosso cicerone o professor liceal
Devido à densidade da floresta da Ilha da Madeira, com
receio do que pudessem encontrar no seu interior, foi neste pequeno ilhéu
que estes primeiros colonos e os seus marinheiros fizeram uma fortaleza
construindo degraus e até um refúgio dentro da rocha.
Durante muitos anos foi este ilhéu que passou a funcionar como o porto
de entrada e saída dos produtos do
Funchal, incluindo imigrantes e turistas.
Ao contemplar este ilhéu de João Gonçalves Zarco e de
Tristão Vaz Teixeira, imediatamente, o meu cérebro deu a volta ao mundo para
me relembrar de outros ilhéus e lugares históricos famosos e semelhantes onde
o Homem pôs o pé:
(1)
- 550 anos depois dos
navegadores portugueses, João Gonçalves Zarco e Vaz Teixeira, o
astronauta americano Neil Armstrong pôs o seu pé na superfície da lua,
no dia 20 de Julho de 1969 e disse: “Este é um pequeno passo para o Homem,
mas um salto gigante para a Humanidade!”
(2) - 79 anos mais tarde, em 20 de Maio de 1498,
Vasco da Gama pôs os pés em Calcutá na Índia, realizando, finalmente,
o sonho do Infante D.
Henrique de ligar por via marítima Portugal à Índia.
(3) – 81
anos mais tarde, em 1500, Pedro Alvares Cabral pôs os seus
pés em Porto Seguro, a 14
graus de latitude sul, quando descobriu oficialmente o Brasil.
(4) – 92 anos mais tarde, em 1511, o navegador Miguel
Corte Real gravou na Pedra de Dighton localizada na Nova Inglaterra, E. U. A., o
seu nome e os Escudos Nacionais Portugueses assim como
quatro Cruzes da Ordem de Cristo iguais à que aparece na parte central
da Bandeira actual da Madeira.
(5) –
201 anos depois, os Pioneiros Ingleses, puseram os seus pés em 1620,
na Pedra de Plymouth, no
Estado de Massachusetts, E. U. A.,
cujo significado originou o maior feriado dos Estados Unidos, chamado
“Thanksgiving” ou Dia
de Graças.
(6) – Mas outros ilhéus são famosos devidos ás suas
edificações históricas tais como
o Castelo de Almoural construído numa
ilha no meio do rio Tejo, depois de
1160 pelos Templários Portugueses.
(7) – A Torre de Belém, monumento nacional,
construída num ilhéu na Baía do Tejo
entre 1516-1521, rendilhada de Cruzes da Ordem de Cristo com as
extremidades em 45 graus.
(8) – A ilha de Bedloe na grande
Baía de Nova Iorque onde foi
colocada a famosa e mundialmente
admirada Estátua da Liberdade em 1886.
(9) – As Pedras de Yellala gravadas pelo Diogo Cão, nas
margens do Rio Congo em 1488. As Pedras de São Lourenço em Sri-Lanka gravadas
pelos portugueses em 1518. Os Padrões de Diogo Cão nas costas ocidentais da
Africa setentrional. E tantos outros monumentos por esse mundo
fora a marcar os
descobrimentos portugueses!
(10) – Na Ilha
da Cidade, em Paris, na capital francesa, onde foi construída a famosa Catedral
Norte Dame, existe na sua frente no pavimento uma circunferência de cobre, com
3 pés de diâmetro, a marcar o
epicentro de toda a França. É a partir daquele local que se medem todas as
distâncias geográficas em França.
|
|
|
|
No patamar do Forte de São José, no porto do Funchal, o professor Renato Barros proprietário do forte e minha esposa Sílvia, no dia 20 de Maio de 2005 |
Na rocha do ilhéu os primeiros navegadores cavaram uma caverna grande onde se protegiam. Aqui está o o Prof. Renato Barros à entrada do portal |
Dentro
da caverna é preciso usar lampiões.
O Epicentro da Madeira

Aqui
está a âncora triangular construída na rocha marina por
João Gonçalves
Zarco e as sua tripulação, depois 1 de
Julho de 1419.
Em
Conclusão:
O triângulo de pedra no Ilhéu
de São José que o João Gonçalves
Zarco e Tristão Vaz Teixeira construíram há
586 anos, para servir de âncora às
suas caravelas, devia tornar-se
agora o SÍMBOLO DO
EPICENTRO GEOGRÁFICO DA MADEIRA , à semelhança da Notre Dame de Paris.
Segundo o matemático Buckminster Fuller, inventor da cúpula
geodésica, o TRIÂNGULO
é a figura geométrica mais forte que existe na terra.
Os madeirenses não podiam arranjar melhor
ícone e mais próprio para
simbolizar as suas qualidades excelentes de determinação
e de vivência!