Jogadores Açorianos
da marca merda!

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

A América é o país mais invejado do mundo!  É o mais rico,  o mais potente e o mais odiado  mundialmente! O terrorismo de 11 de Setembro demonstrou isso  tragicamente!

Mas todos querem vir para cá  para gozar as vantagens da vida americana, mesmo dizendo mal da América!

E esta grande nação continua sempre com as portas abertas, para receber de braços abertos, mesmo  aqueles que são verdadeiros Judas!...

Artistas, profissionais, desportistas, todos querem vir à América! 

Por causa das Festas do  Senhor  Santo Cristo em Ponta Delgada, São Miguel,  Açores, muitos milhares de emigrantes vão de  avião para ver a procissão ou fazer promessas ao  Santo favorito dos Açorianos, mas depois os aviões regressam vazios.

Assim alguém  pensou que se podia aproveitar  esta oportunidade dos aviões regressarem vazios à América trazendo jogadores de futebol (soccer), por  um preço muito especial e depois regressarem aos Açores do mesmo modo quando os aviões  que trazem os forasteiros de volta á América   e regressariam  vazios,   mais uma vez podiam usufruir de passagens especiais.

Para que  isto pudesse acontecer  ainda houve  que fazer um grande esforço para mobilizar muita gente aqui na Nova Inglaterra para acomodar os jogadores e para os alimentar bem. Para isso vários restaurantes luso-americanos e clubes  tiveram que aguentar com a despesa  da comida e das bebidas e  mobilizar muito do seu pessoal. Tudo para receber bem, como príncipes, os atletas do desporto rei.

Pois também me tocou a mim contribuir por bem,  para receber os atletas vindos de São Miguel. Pediram-me para eu mostrar o Museu da Pedra de Dighton aos jogadores visitantes. 

Para isso pedi ás autoridades do Estado de Massachusetts,   por especial favor,   para abrir,   gratuitamente, o Museu da Pedra de Dighton,  na sexta-feira,  às 3 horas da tarde. Como se tratava duma hora de fim de semana um oficial teve render ao outro para assim podermos acomodar a hora que os jogadores iam  passar na auto-estrada 24,   a duas milhas de distância do Museu.

Eu e o Oficial do Estado esperamos  no Museu mais de uma hora  e meia por suas excelências  e quando o autocarro chegou ao estacionamento do parque, dois dos dirigentes do grupo de futebol vieram à porta do Museu dizer a mim e ao Oficial de Estado que “os jogadores estavam atrasados e por isso  já não queriam visitar  o Museu”!  São mas é atrasados mentais!...  Iam fazer compras ao centro comercial 'Silver City' que fica apenas a 4 milhas ao norte da Pedra de Dighton. Trazem as malas vazias para as levar cheias quando regressarem...

Vi  logo que se tratava de jogadores da marca merda, que não têm respeito por ninguém,  a começar pelo  seu  próprio presidente.

Quando cheguei a casa  contei à minha mulher o que se passou e ela disse logo: “Isso são garotos que só sabem dar pontapés na bola!”

É  uma pena se a juventude açoriana  é assim de tão baixo nível de civilidade e de cultura.

As inscrições originais portuguesa da Pedra de Dighton têm muito mais que ver com os açorianos do  que com os continentais: (1)  Miguel Corte Real era açoriano,  da Terceira;  (2)  Edmundo Dinis que  conseguiu a aprovação do Estado de Massachusetts para se criar o Parque Estadual, nasceu em Ponta Delgada;  e o (3)  José  Dâmaso Fragoso que descobriu 3 Cruzes da Ordem de Cristo,  gravadas na Pedra de Dighton,  nasceu na Lagoa, em São Miguel.

Ainda o fim de semana passado, no sábado e no domingo, mostrei  o Museu detalhadamente, aos  142 membros das Academias do Bacalhau de Lisboa, Costa do Estoril, de Aveiro e de Toronto e todos ficaram maravilhados com o Museu e com o significado histórico da Pedra de Dighton para a História de Portugal.

No próximo sábado, dia 11  deste mês, ao meio dia,  mostrarei  o mesmo Museu ao membros da “New England Antiquities Research Association”, uma organização de Arqueologistas da qual sou membro desde 1963. Gente civilizada e culta, quer americana, quer portuguesa  que aprecia realmente muito o conteúdo e significado do Museu da Pedra de Dighton. Assim dá gosto lidar com pessoas deste género.

O comportamento dos  jogadores  da marca merda  mostra-nos bem que  já não há mais patriotismo, nem respeito pelos valores históricos açorianos.  Camões disse  e muito bem no  seu imortal poema  “Os Lusíadas” – “Dizei-lhe que também dos portugueses  alguns traidores houve algumas vezes”.

Peço aqui, publicamente,  aos Açores para não mandaram para cá mais desta canalha reles. Tudo se paga neste mundo. Estes atletas,  como homens,   irão ter um lindo enterro!  Oxalá venham a  adquirir  pela vida fora  aquilo que realmente  merecem!

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