DIFERENÇA ENTRE MARMELADA  E COITO!

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

  Os políticos no Congresso Americano, com tanta  esperteza, não sabem a diferença entre marmelada e coito e por isso estão a gastar  muitos milhões de dólares, ao "Zé Povinho Americano".

Têm-se consumido  montões  de toneladas métricas  de papel e tinta e  também muitos  milhares de horas na televisão e na rádio, até  fartar e  aborrecer toda a gente,   por causa das aventuras amorosas do Presidente  Clinton!

MARMELADA 

Qual é a origem da  palavra marmelada? Marmelada é derivada de marmelo ou "melimelus"  em latim. Marmelo é o nome  do fruto produzido pelo marmeleiro. Esta árvore  é oriunda da Ásia  Ocidental e foi trazida para o Mediterrâneo há 4 mil anos. Foram os gregos quem primeiro lhe atribuíram  um significado mitológico. Passaram a usar a flor do marmeleiro como símbolo  sagrado da Deusa do Amor, Afrodita. O pedido de casamento fazia-se  oferecendo um marmelo à noiva em vez dum anel de diamante como hoje... Muito mais barato!   Do mesmo modo começou-se  a tradição das noivas levarem  no dia do casamento um ramo com a flor de marmeleiro, como símbolo  da virgindade... 

Os romanos quando conquistaram os gregos adoptaram  os mesmos simbolismos da Deusa do Amor, mas só lhe mudaram o nome para Vénus.

Com os marmelos,  tantos os gregos como os romanos criaram perfumes e até corantes para os cabelos. Os marmelos tem um forte odor muito  característico e porque são muito ricos em pectina, prestam-se para se fazer gelatina e marmelada, depois de cozidos,  quando ralados e misturados com açúcar. 

Além das  flores, os marmelos propriamente ditos passaram a simbolizar os seios  das donzelas e como estes são as partes do corpo da mulher mais atraentes para o homem, não foi preciso muito esforço para se generalizar a expressão romântica de "fazer amor ou fazer marmelada",  quando o homem acaricia as partes erógenas (muito sensíveis)  da mulher, incluindo os seis e os mamilos. 

É com a "marmelada" que a mulher fica excitada sexualmente  devido  à electricidade  do amor que se gera!

ELECTRICIDADE DO AMOR

O que é a electricidade do amor?

Todos nós sabemos que a electricidade é uma força física invisível que se transmite ao longo de  um fio eléctrico em forma de corrente eléctrica.

As aplicações práticas da electricidade são numerosas e variadas. Com ela acendemos lâmpadas eléctricas, ouvimos rádio, vemos televisão, usamos telefone, obtemos radiografias, pomos máquinas de comboio a andar, etc.

Há uma semelhança extraordinária entre a electricidade  humana gerada pelos nossos cinco sentidos - olfacto, visão, audição, paladar e tacto -- e pelos nossos músculos e orgãos.

A electricidade humana é transmitida através  dos nervos -- que são fios eléctricos -- até ao nosso cérebro (computador) que lhe dá todas as interpretações  específicas. Deste modo a electricidade humana pode ser interpretada pelo nosso cérebro  em vários tipos de amor: amor maternal, amor paternal, amor filial, amor divino, amor patriótico, amor do próximo, amor platónico e até amor sexual.

Infelizmente a electricidade do amor sexual é de todas a menos entendida no mundo inteiro! E porquê? Porque praticamente toda a gente  desconhece o significado de intercurso.

INTERCURSO

Qual é o significado de intercurso?

Intercurso é uma palavra derivada do latim "inter" (no meio) + "currere" (correr) e que quer dizer " correr no meio ou juntos".

No tempo dos romanos a palavra intercurso tinha um significado genético e queria dizer: comunicação, --> conversação., --> colóquio, --> congresso, --> e relações comerciais entre as nações. Com o andar dos tempos o significado de intercurso passou a ser muito mais íntimo: convívio,--> comunhão, --> contacto, --> coito, --> copulação ou relações sexuais.

É interessante notarmos  que todas as palavras que são significados de intercurso têm o mesmo prefixo "co" que quer dizer "companhia ou juntos".

A própria palavra COITO  é composta por "co" (companhia" + "ire" (correr) e tem por isso o significado de "correr juntos", isto é igual ao significado original de intercurso! 

A palavra COPULAÇÃO é composta por "co" (companhia) + "apio" (atar, ligar) que quer dizer "ligados ou atados juntos". De facto se observarmos um homem e uma mulher no acto sexual facilmente constatamos que se trata realmente  de uma "corrida entre os dois", a empurrar um ao outro, como se estivessem numa "luta" acesa...

Os nossos órgãos sexuais não são capazes de funcionar sem  a electricidade produzida pelos nossos cinco sentidos. É por isso que para haver produção normal de electricidade do amor, temos que COMEÇAR SEMPRE pelo significado original de intercurso (comunicação, --> conversação, etc,) e seguir a SEQUÊNCIA TODA  da evolução do significado de intercurso antes de chegarmos  às relações sexuais, ou coito.

Todo o homem que vai directo ao último significado de intercurso (copulação) não sabe o que está  a fazer em electricidade do amor, nem nunca poderá satisfazer completa e  sexualmente a sua mulher!

É óbvio que  com esta explicação pormenonizada,  "marmelada" e coito são coisas diferentes. "Marmelada"   consiste em beijar, acariciar, apalpar, etc., mas sem penetração sexual.  No coito ou copulação tem que haver penetração sexual.  É a este acto que se chama: relações sexuais.  

Foi dentro desta difinição correcta  que o Presidente Clinton, no quintal da Casa Branca, usou  enfaticamente o indicador direito,  apontando para o mundo inteiro que:  "nunca tive relações sexuais com essa mulher"!

É obvio  que a maioria do povo americano  sabe que o Presidente Clinton só fez "marmelada" com a Mónica. E se a maioria do povo americano não quer ver  o Presidente impugnado,  é porque  sabe  distinguir muito melhor a diferença  entre "marmelada" e coito,  matéria   da qual os políticos em Washington  são ignorantes e maléficos.

Ou será que os mesmos políticos, membros da rádio, da  televisão  e da imprensa têm  cadastros sexuais e querem empurrar as porras todas para o Presidente?

E o mundo inteiro a rir-se destas  americanices!!!

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Este artigo foi escrito muito antes do julgamento pelo Senado

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