Médico famoso português visitou o Museu da Pedra de Dighton
Por Manuel Luciano da Silva, Médico

Dr. Pais Clemente com a Esposa, Dra. Laudelina Pais Clemente, quando visitaram o Museu da Pedra de Dighton

  O Professor-Doutor Manuel Pais Clemente, Professor e Director dos Serviços de Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Hospital Escolar São João naquela cidade do norte de Portugal, veio,  acompanhado  da Esposa, Dra. Laudelina Pais Clemente, também otorrinolaringologista, aos Estados Unidos da América,  para participarem no Congresso Internacional da Academia Americana de Otorrinolaringologia que se realizou em Orlando, Florida,  nos dias 21-23 de Setembro de 2003.

O Professor Pais foi agradavelmente surpreendido com  uma Condecoração de Mérito (Merit Award)  pela Direcção da Academia  de Otorrinolaringologia Americana  pelos serviços que o Dr. Pais Clemente tem prestado  não só no ensino médico mas também no desenvolvimento de técnicas operatórias dentro do foro de Otorrino, mas também na  cabeça e no pescoço. Esta condecoração  certamente  que  honra a medicina portuguesa internacionalmente.

O Dr. Pais Clemente está muito ligado à  medicina americana porque ele especializou-se em Otorrinolaringologia na Faculdade de Medicina de Boston entre os anos de 1972-1977, chegando a levar para Portugal as primeira técnicas de cirurgia usando o Laser. O Dr. Pais Clemente considera  e com razão a Faculdade de Medicina de Boston a sua segunda “Alma Mater”. Por isso todas as vezes que vem a América  para assistir a conferências médicas arranja sempre tempo para visitar os muitos amigos e colegas que continuam a trabalhar naquela famosa Universidade  Americana.

Desta vez ainda dispôs de tempo para visitar com a Esposa o Museu da Pedra de Dighton. Eu fui o cicerone deles. Gostaram muito dos artefactos  marítimos dentro do Museu, mas ficaram  muito mais impressionados com as inscrições portuguesas  gravadas na face da Pedra de Dighton. Viram e apalparam as inscrições!  Assim é que se deve fazer, não  é como,  infelizmente,  certos  palermas,  aqui na América, na Inglaterra e  até em Portugal emitem as suas opiniões a respeito das inscrições gravadas na face  Pedra de Dighton SEM NUNCA  as terem examinado no local como fez o  idiota do Gavin Menzies no seu livro “1421-- Ano em que os chineses descobriram a América”. 

 

Centro de Ciências  e Tecnologias do Porto

O Dr. Pais Clemente é Presidente do Centro  de Ciência e Tecnologias do Porto. Este Centro Científico é composto por  vários cientistas das várias instituições universitárias daquela cidade.

O Dr. Pais Clemente quer que uma equipa destes cientistas venha aos Estados Unidos  estudar a Pedra de Dighton no LOCAL  para confirmar as inscrições portuguesas.

Aqui está a carta  que enviei para Portugal sobre este assunto intitulada:

 A Quem Interessar:

           The Friends of Dighton Rock Museum, Inc.
(Non-Profit Organization)
16 Brooks Farm Drive, Bristol, RI 02809-2717, U. S. A. 
Tel. & Fax (401) 253-5326
 

2 de Dezembro de 2003

A Quem Interessar:

No dia 21 de Setembro de 2003, o Professor-Doutor Manuel Pais Clemente veio  a Orlando, Florida, E. U. A., receber, da Academia Americana de Otorrinolaringologia, uma Condecoração de Mérito (Honor Award)  pelos relevantes serviços científicos e cirúrgicos  que tem prestado no ensino médico e na investigação da área da Otorrinolaringologia mundial. Esta distinção prestigia muito a Medicina Portuguesa, internacionalmente.

Da Florida  e acompanhado da sua Esposa, Dra. Laudelina Pais Clemente, também otorrinolaringologista, resolveram visitar a Faculdade de Medicina da Universidade de Boston,  onde  o Dr. Pais Clemente se especializou em Otorrinolaringologia entre 1972-1977  e levou para Portugal as novas técnicas de  cirurgia com o laser.  O Dr. Pais Clemente é muito estimado e considerado pelos colegas no Departamento de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina de Boston por causa das suas qualidades excelentes de  diagnosticador, mas também por ser um pesquisador com um grande entusiasmo por tudo que  esteja relacionado com o campo da investigação científica.

Aproveitando a estadia na Nova Inglaterra, estes dois especialistas portugueses deram-nos  a grande satisfação e alegria de visitarem comigo o Museu da Pedra de Dighton. Ficaram encantados com os artefactos  marítimos  deste Museu,  mas muito mais entusiasmados se revelaram  com as inscrições portuguesas  gravadas na face da Pedra de Dighton. Tiveram ocasião de  ver e apalpar as inscrições  feitas por Miguel Corte Real em 1511. Assim verificaram gravadas na  Pedra de Dighton: (1) o nome do Capitão, Miguel Corte Real; (2)  os Escudos Portugueses em forma de um ”V” e um “U”;   (3)  quatro Cruzes da Ordem de   Cristo; (4) e a data de 1511, com o algarismo 5  em forma dum S maiúsculo usado no século XVI,  em Portugal. 

O Professor Pais Clemente, sendo Presidente do Centro de Ciências e Tecnologias Ópticas do Porto,  ao examinar as inscrições,  in LOCO, imediatamente – devido ao seu grande entusiasmo pela investigação científica --  pensou que as inscrições portuguesas, que estavam perante os seus olhos,  deviam ser CONFIRMADAS pelos novos métodos  de Processamento Digital  que tem sido usado na  Metrologia Dimensional e na Análise de Padrões, pelos técnicos e peritos que fazem parte do Centro de Ciências e Tecnologias Ópticas  do Porto.  Nós abraçamos este projecto cem por cento, porque infelizmente até à data ainda não veio  de Portugal nenhum Epigrafista do século XV, nem qualquer outro técnico  examinar a Pedra de Dighton no LOCAL   e a Teoria Portuguesa  já nasceu há  mais de 85 anos e  desde essa altura  ainda não foi contestada  seriamente por ninguém.

A Pedra de Dighton pesa 40 toneladas. É uma pedra imigrante. Está de pernas para o ar. Foi trazida para este local, na margem esquerda do Rio Taunton, (50 milhas ao sul de Boston), durante o último período  glacial, há  onze mil anos.  Tem uma face lisa,  com uma área de cinquenta e cinco pés quadrados, onde estão gravadas as inscrições portuguesas.    Esteve  durante séculos exposta ao vandalismo. Hoje está devidamente protegida por uma redoma de vidro octogonal.  Se a Pedra de Dighton  hoje é  um monumento  americano temos que a considerar,  irrefutavelmente, como  um Padrão dos Descobrimentos Portugueses na América do Norte.

Com o poder científico e com o entusiasmo de excelente diagnosticador do Professor Doutor Pais Clemente começamos a acreditar  que os técnicos do Centro de Ciências e Tecnologias Ópticas  do Porto a que ele preside, possam vir à Pedra de Dighton para CONFIRMAR  as inscrições portuguesas  nela gravadas para maior glória  da História de Portugal.

Respeitosamente,
Manuel Luciano da Silva, Médico
Presidente

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