Morrreu
o Adamastor de Portugal!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
Publicado
no "Portuguese Times" de New Bedford, Massachusetts, E. U. A.,
em 25 de Fevereiro de 1992.
Este artigo originou várias cartas ao Editor. Ver nota depois do final deste artigo.
Aqui está o artigo
O Dicionário Português diz-nos que: "Adamastor é um gigante: pessoa ou coisa muito grande. Plantas que, crescent no Cabo da Boa Esperança "
Foi
o maior poeta de Portugal, Luís Vaz de Camões, quem primeiro exaltou, na sua
imortal obra "Os Lusíadas", a figura mitológica do gigante
Adamastor... O episódio do Adamastor, em 23 estâncias do canto V de "Os
Lusíadas", a parte culminante do poema épico, porque põe frente a
frente a violência e o horror das tempestades marítimas, representadas pelo
gigante Adamastor e a audácia e a coragem dos navegadores portugueses ao
quererem desbravar os oceanos desconhecidos. Camões estabeleceu um diálogo
com coriscos e trovões entre Vasco da Gama a caminho da India e o terrível
Adamastor personificando o Cabo das Tormentas.
O Adamastor (Canto V, Estância 39):
"De disforme e grandíssima estatura
O rosto carregado, a barba esqualida,
Os olhos encovados, e a postura
Medonha e má, e a côr terrena e pálida
Cheios de terra e crespos os cabelos
A boca negra, os dentes amarelos".
O Adamastor na História de Portugal passou a ter um significado medonho e de terrível tragédia. O Adamastor foi o causador da História Trágico-Marítima de Portugal. Mas, apesar do Adamastor causar tanta tragédia ao povo português, o heroismo da nossa gente conseguiu, flnalmente, atirar o maligno gigante para as profundezas do Inferno!
Vem a propósito relembrar o giganle Adamastor, porque Portugal está a celebrar continuatum os Quinhentos Anos dos Descobrimentos, tendo começado pelo feito heróico de Bartolomeu Dias, que dobrou o Cabo das Tormentas, em Dezembro de 1488 e também porque morreu há poucos dias o “Adamastor moderno de Portugal”: Luís de Albuquerque!
AUTÓPSIA DE ALBUQUERQUE
Nasceu em Lisboa a 6 de Março de 1917. Diplomou-se em engenheiro geógrafo e obteve o doutoramento honoris causa em História. Nunca defendeu tese, nem conseguiu doutoramento em nenhuma universidade sobre História dos Descobrimentos. No entanto considerava-se uma grande barra em Descobrimentos, quando afinal nunca passou de um plagiador, um Iadrão de ideias... Nunca descobriu nada de original! Um enganador nacional!
Era 100 por cento comunista, um ferrenho leninista-marxista internacional. Mas ainda bem que o comunismo finalmente foi pelo sifão abaixo! Apesar de 100 por cento comunista soube muito bem ser tachista, acumulando os salários de professor universitário da Universidade de Coimbra, de director das cinco bibliotecas da mesma universidade e ultimamente açambarcou mais o tacho de chefe científico da Comissão Nacional dos Descobrimentos. Safa, tanto parasitismo! Uma acumulação de tachos, pior que no tempo de Salazar! Mas em Portugal é moda a acumulação de tachos. Fazem que desconhecem o conceito legal de conflito de interesses!
CERTIDÃO DE ÓBITO
Nunca bati num morto e não tenciono fazê-lo agora. Tenho, sim, assinado, com muito respeito, muitas certidões de óbito.
Em 1990 quando fui a Portugal comprei um exemplar do livro de Luís de Albuquerque intilulado "Navegadores, Viajantes e Aventureiros Portugueses". Verifiquei que Luís de Albuquerque tinha publicado na página 155 do mesmo livro, a fotografia original das inscrições portuguesas da Pedra de Dighton, tirada por mim e coberta pelas leis do "copyright", mas ele não disse a origem da referida foto. Publiquei-a nos Estados Unidos no meu livro "Portuguese Pilgrims and Dighton Rock" (1971) e em Portugal no livro "Os Pioneiros Portugueses e a Pedra de Dighton", (1974).
Eu desmascarei Luís de Albuquerque, enquanto ele ainda era vivo! Chameio-o "plagiador ou ladrão de ideias", numa entrevista publicada nas páginas centrais do "Jornal de Coimbra" de 27 de Junho de 1990 e em vários programas radiofónicos em Portugal Continental e aqui nos Estados Unidos, quando regressei, em artigos e programas de televisão em inglês e português, com muita acerbidade!
O CANTO DO SUÍNO
Luís de Albuquerque, que nunca visitou a Pedra de Dighlon, fazendo chacota, diz na página 156 do mesmo livro acima mencionado a respeito das inscrições da Pedra de Dighton: « sem grande esforço até nela conseguimos encontrar escrito o nosso próprio nome!”
De Portugal, a três mil milhas de distância, o Albuquerque para escrever o nome dele na face da Pedra de Dighton, devia ter um lápis muito comprido...
Querem ver -- a estudidez do homem culpado-- como é que o Luís de Albuquerque explica, no mesmo livro, publicamente, como ele me roubou a fotografia da Pedra de Dighton que eu obtive, in loco, em 2 de Novembro de 1959?
No seu ultimo livro - o Canto do Suíno - inlitulado "Dúvidas e Certezas na História dos Descobrimentos Portugueses", Luís de Albuquerque na página 159 escreveu assim, confessando o roubo que fez da minha fotografia:
"E foi então que estabeleci um minucioso plano para me apoderar do negativo de uma das fotos: aliciei um neto de Al Capone, que anda Iá pelas Américas na penúria e ele prontificou-se a assaltar a casa do médico luso-americano. Fê-lo exactamente no dia sete de Novembro de 1986, sexta-feira, quase à meia-noite; o Dr. Manuel Luciano da Silva tinha acabado de descobrir na Carta d Zuane Pizzigano a prova irrefutável de os Portugueses terem chegado a América antes de 1424, usando nisso os métodos da medicina e entrara em transe; Al Capone bi-Jr. quando penetrou subrepticiamente em sua casa e o viu, apanhou um grande susto; mas depois recompôs-se por notar que o nosso invejável "descobridor" passava por uma fase de total alheamento, normalíssimo em seguida à assombrosa conclusão indesmentível a que chegara; o jovem ladrão subalterno surripiou-lhe o negativo, nas barbas dele! Usei-o, pois, fraudulentamente!"
Eis a explicação tão palerma dum homem que foi considerado um grande historiador em Portugal!
E é a um indivíduo deste péssimo calibre que nos útimos dias em Portugal Ihe tem traçado tantos e exagerados elogios.
Luís de Albuquerque conhecia a Carta Náutica de 1424, desde 1954, quando trabalhava com o Prof. Armando Cortesão.
Tinha muita inveja de mim porque fui eu que descobri as linhas de latitude no referido mapa, -- e ele não -- demonstrando que as "Verdadeiras Antilhas" são a Terra Nova e a Nova Escócia, provando assim que foram os Portugueses os descobridores da América, 68 anos antes de Cristóvão Colon ter chegado às Caraíbas em 1492.
Foi um grande falhanço para a História de Portugal quando o mesmo mapa esteve exposto, em 1990, na Biblioteca Pública de Nova lorque -Exposição Portugal-Brasil - e o Albuquerque, como chefe científico da Comissão Nacional dos Descobrimentos, ENCOBRIU a veracidade da Carta Náutica de 1424, que dá a primazia da descoberta da América do Norte aos navegadores Portugueses!
O ESTALINE DA COMISSÃO DOS DESCOBRIMENTOS
Luís de Albuquerque foi o ditador, o Estaline, o cancro maligno, da Comissão Nacional dos Descobrimentos. Nunca permitiu "perestroika" nos estudos dos descobrimentos, nem nenhuma opinião diferente da dele. Para ele era muito mais importante os seus amigos do que os próprios documentos históricos. Interessava-se mais pela sua vaidade pessoal do que pelo património histórico de Portugal.
Se os motivos principais dos Descobrimentos eram "dilatar a Fé e o Império" como é que se admite ter estado à frente da secção científica da Comissão Nacional dos Descobrimentos um indivíduo ateu e 100 por cento comunista?! Porque é que não se nomeiam elementos da Igreja Católica Portuguesa para a Comissão Nacional? E se foram os marinheiros de Portugal que fizeram a página mais gloriosa da História Portuguesa onde é que estão os almirantes na Comissão Nacional? Porque é que os elementos actuais da Comissão publicam livros com a chancela da Comissão Nacional só com o propósito de insultar investigadores dos descobrimentos? Que pouca vergonha! Que miséria nacional. O meu coração, emigrante há mais de 46 anos, chora de profunda mágoa ao ver tanta falta de patriotismo em Portugal! A Comissão dos Descobrimentos devia estimular discussões, fomentar congressos. Mas não, o Luis de Albuquerque, o Adamastor, só quís entravar, obstruir, o progresso da investigação histórica dos descobrimentos para ele continuar a ser o reizinho!
Luís de Albuquerque não é um morto qualquer! Ele deixou muitos livros e artigos e por isso a sua obra tem que ser criticada e dissecada. É necessário que o povo português saiba a verdade para que não continue a acreditar e a repetir as asneiras dele.
Era um ignorante que não soube analisar as latitudes da Carta Náutica de 1424 e não sabia sequer interpretar correctamente a Sigla, o monograma, a Benção, e o Brasão do navegador português e toda a sua vida teimou em obstruir a glória de Portugal em terem sido os navegadores Portugueses os primeiros a descobrir a América!
Morreu com 74 anos, em 22 de Janeiro de 1992, em Lisboa, o "Adamastor modemo de Portugal". Foi juntar-se ao amigo íntimo dele, o gangster Al Capone! Agora cabe ao Primeiro Ministro e ao Ministro da Educação Nacional mudar, totalmente, os elementos da Comissão dos Descobrimentos para que as Celebrações dos Descobrimentos Portugueses passem além do Cabo da Boa Esperança!
Nota Actual:
Ainda bem que o Primeiro Ministro Durão Barroso acabou, já há anos, com Comissão dos Descobrimentos que só serviu para comer muitos MILHÕES de dólares ao povo português, como eu tinha prognosticado há vários anos! Os parasitas ainda protestaram, porque lhes faltou o tacho, mas tiveram que arranjar outro trabalho.
Quando este artigo foi publicado originou 4 quatro cartas ao editor do “Portuguese Times”. Claro que não respondi a nenhuma delas. O despreso é sempre a melhor resposta. Nem sequer menciono agora os nomes daquelas cavalgaduras. Nunca mais se ouviu falar dessas bestas. São autênticos zeros. Nunca contribuiram NADA DE POSITIVO para a nossa Comunidade, nem para Portugal. São uns miserabilis!