Não fazem em Portugal diagnósticos do ADN
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
Dezembro 21, 2004 

Infelizmente não existem em Portugal, Açores e Madeira,  técnicos cientistas para extrair o ADN (ácido desoxirribonucleico) dos ossos antigos guardados em  mausoléus nos mosteiros, nas igrejas e  nas catedrais.

O ADN é o elemento genético essencial da vida, cuja fórmula foi descoberta  por três  cientistas:  dois   ingleses,  Dr. M. H. F. Wilkins (radiologista) do King’s College, em Londres, Dr. Francis H. C. Crick da Universidade de Cambridge  e um  americano, Dr. James D. Watson, da Universidade de Indiana, E. U. A,  há cinquenta anos e ganharam o Prémio Nobel da Medicina em 1962.

O ADN é o elemento humano (ou de qualquer espécie animal ou vegetal) mais exacto com o qual  se  pode identificar  geneticamente um determinado indivíduo.

O ADN é uma molécula, ou unidade da vida, composta por adenina,  tiamina, guanina e citosina,  todas entrelaçadas  entre si  de tal maneira que no seu conjunto parecem-se como um  saca-rolhas ou uma hélice com   características únicas para cada individuo.

 

 

 

 

Molécula típica do  ADN

A = Adenina ; T = Tiamina; 

G = guanina ;  C = Citosina

 

 

Ainda hoje se usam as impressões digitais nos cartões de identidade e  outros documentos para confirmamos a nossa  pessoa. É por  isso  que continuamos a borrar  o  polegar ou indicador como prova da nossa identificação pessoal.  

Mas é do conhecimento geral que nos países mais avançados o uso científico do ADN, nos tribunais, como identificação criminosa está a ser cada vez mais usado para confirmar ou não a cumplicidade de  determinado indivíduo.  O  exemplo mais flagrante é  confirmação do ADN do líquido espermático.

Mas, infelizmente, em Portugal esta técnica científica ainda não está a ser usada rotineiramente. E fala-se tanto em falta de Justiça, nos casos de Pedofilia e ninguém fala nos estudos do ADN!  Paciência!

Mas se os cientistas e os juristas em Portugal não exigem a rotina dos testes do ADN nos vivos, muito menos iremos esperar que o façam entre os  mortos….Mortos  parecem  que estão os oficiais responsáveis em Portugal pela ordem social e judicial!  Nem os Presidentes da República, nem os Deputados das várias Assembleias da República, nem os Ministros da Justiça, da Ciência e da Educação têm revelado o mínimo interesse nos estudos do ADN  como uma arma essencial e  moderna  para o bom funcionamento da ordem judicial e social em Portugal!  É uma atitude igual a zero!

Laboratórios de ADN

Todos os anos quando vou com a minha mulher a Portugal tenho perguntado a inúmeras pessoas para me informarem onde é que existe um laboratório que faça os estudos do ADN. Nunca consegui obter uma informação certa.

O meu interesse no diagnóstico  do ADN é por causa de se determinar, irrefutavelmente, se o pai biológico do navegador  Cristóvão Colon  é o Duque de Beja, Dom Fernando.

Só por meio da Internet, é que vim agora a  saber a resposta certa.    Foi por troca de correspondência com dois  Professores Universitários em Portugal.  Aqui está a troca de e-mails sobre este assunto:  

 Prezado Dr. Luciano:

 Perguntei a uma colega minha, antropóloga, cuja colaboração solicito habitualmente no âmbito das nossas actividades arqueológicas, o que me perguntou. Aqui vai a resposta que ela me deu:

(a)

Resposta:

Conheço bem a  equipa de Granada, com quem colaboro, e o Lorente (Dr. José Lorente, Medicina Legal da Universidade de Granada,  Espanha)  esteve inclusivamente aqui em Portugal a apresentar esse tema em Novembro no congresso de  Medicina Legal.
De qualquer modo, não há, em Portugal, laboratórios que estejam a fazer
extracção de ADN antigo. Tenho feito essas análises no estrangeiro.

(a)

Estou muito grato a estes dois professores pela gentileza de responderem à minha pergunta:  se existe ou não algum laboratório em Portugal que seja capaz de extrair o ADN antigo em ossos com mais de 500 anos.

  comecei a  indagar do Instituto Nacional de Medicina Legal em Portugal se fazem diagnósticos do ADN em pessoas vivas nos casos de paternidade ou crimes em Portugal. Quando souber qualquer resposta irei expô-la-ei  nesta website.

Os historiadores portugueses são os culpados

Em Espanha os estudos  do ADN antigo nos ossos contidos nos  mausoléus,  na  Catedral de Sevilha,   atribuídos a Cristóvão Colon e ao seu  segundo filho Fernando,  foram iniciados e estimulados  pelo Professor de  História,  Dr.  Sanches da Universidade de Sevilha, conjuntamente com o médico José Lorente, Director de Medicina Legal  da Universidade de Granada. 

Esta decisão resultou  em levantar a opinião publica em Espanha  para se seguir com as investigações para  a frente. Infelizmente,  em Portugal os meios de comunicação preocupam-se mais com os arrotos que os lidadores da Rússia ou da  China produzirem  do que com os interesses históricos de Portugal. 

Em Portugal devia-se formar  uma equipa com elementos de professores de História  de Portugal e  médicos de Medicina  Legal em Portugal para se poder chegar à verdade histórica da paternidade do navegador Cristóvão Colon.  

Mas,  em Portugal os chamados grandes historiadores universitários,   como têm um trabalho vitalício, ganhando o mesmo salário não fazendo nada, primeiro não estão para maçadas  e segundo não querem que se façam descobertas epigráficas,  nem sobre o ADN, porque,  com estes dados à vista de toda a gente,  vão perder aquelas regalias de “fazerem história  à sua  maneira” usando uma variedade de adjectivos  para poderem inventar  e criar uma nova história “como lhes der na real gana!”...   

Epigrafistas.

Há vários anos escrevi ao Reitor da Universidade de Coimbra ( minha alma mater ),  sugerindo-lhe a criação dum Curso de Epigrafia dos Séculos XV e XVI, visto não haver nenhum Epigrafista desta época  em Portugal, sendo estes dois séculos os maiores da epopeia portuguesa não só em Portugal mas pelo mundo fora. 

O tal Reitor naquela altura devia ser analfabeto porque nem sequer respondeu á minha carta.

Os 46 Cromossomas Humanos ou 23 pares

 

 

Cada célula humana contem 23  PARES  de cromossomas,

os quais podem ser  identificados pelo seu  tamanho e pelos  seus contornos característicos.

 

 

O par do cromossoma 23  contem os cromossomas sexuais. 

 

Nas mulheres existem  no cromossoma 23  dois X X.

 

Nos homens existe  um cromossoma X e outro Y,

como podemos ver no esquema acima

 

O cromossoma  dos homens NUNCA se modifica de geração em geração.

 

É  por isso nos estudos do ADN em ossos antigos convém isolar sempre o cromossoma Y porque assim o cientista pode ver  as características deste cromossoma Y que se mantêm SEMPRE IGUAIS,  de homem para homem, há mais de dois milhões de anos!

É  por isso que convém fazer os estudos do ADN antigo nos ossos dos  descendentes machos do Rei D. João I, como parentes do Duque de Beja, D. Fernando, para  se encontrar o tal cromossoma Y, que nunca se modifica nos machos da mesma família.

 

 

 

 

Esquema dum Cromossoma Y.

Cada andar tem cor diferente e

a ordem destes andares  é que dá  as características

         ÚNICAS  a  CADA cromossoma Y.

 

 

 

 

 

 

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