O
maior e mais importante
Palácio dos
Corte Reais, em Portugal!
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Na Baixa de Lisboa, Portugal - O Palácio da esquerda com quatro torres com os 4 cata-ventos era Palácio dos Corte Reais. O Palácio da direita com vários andares era o Palácio Real e a Casa da Índia. Hoje esta área é a zona dos Ministérios do Governo. |
O Palácio
da direita com vários andares era o Palácio Real que
foi também parte da famosa Casa da Índia onde
O
Palácio da Ribeira, no coração de Lisboa, com quatro torres encimadas por
cata-ventos, sempre me intrigou desde o meu inicio da minha investigação dos
descobrimentos Portugueses (há mais de 50 anos) e
mais especificamente relacionado com os famosos navegadores Corte
Reais. Pensei até que tal palácio, pela sua aparente grandeza, pertencesse aos
Reis de Portugal.
Só
mais tarde é que vim a saber que foi propriedade da Família
dos Corte Reais. Mas só agora é que vim a saber também os pormenores da
odisseia do mesmo Palácio e a sua relação
com a destruição do terrível terramoto de 1755, que arrasou toda a baixa de
Lisboa.
Fiz a pergunta ao Dr. João Emanuel Moniz Campos Gomes, descendente directo dos Corte Reais, na qualidade de neto em 14a geração de João Vaz Corte Real, Navegador e Donatário de Angra.
Aqui
está a minha pergunta:
"Eu
pensei que o Palácio dos Corte Reais na Ribeira tinha sido destruído
totalmente pelo terramoto de 1755. Foi restaurado e por
quem?"
Aqui
está a reposta dele:
Explicação
do Dr. Emanuel João Moniz:
Segundo
me consta, após a Restauração da Independência em 1640,
todos os bens de D. Margarida Corte Real e de Dom Christovão de Moura,
foram-lhes confiscados, todos os bens,
incluindo o Palácio Corte Real na Ribeira, a Quinta de Queluz, onde hoje
está o Palácio Real
de Queluz, e que nesse tempo era a grande Casa de Campo dos Corte Reais, à
semelhança das lindas e famosas casas de campo que existem nas corte europeias
pertencentes às mais notáveis famílias nobres. A Quinta de Queluz ficou
integrada nos bens da Casa do Infantado e nunca mais saiu da Coroa Portuguesa.
D.
Pedro III, marido de D. Maria I, é que transformou na quinta de Queluz, o Palácio
e jardins ao gosto e estilo de Versalhes.
Quanto
ao Palácio dos Corte Reais na Ribeira, foi moradia de D. Pedro II, que subiu
ao trono em 1683 e faleceu a 9 de Dezembro de 1706.
Depois
de ser moradia de D. Pedro II, voltou à posse dos descendentes de Christovão
de Moura, que o venderam a D. Pedro III, marido de D. Maria I.
D.
Pedro III nasceu a 5 de Julho de 1717, e faleceu a 25 de Maio de 1786.
O
grande incêndio que destruiu, quase por complete, o Palácio Corte Real na Ribeira,
ocorreu no ano de 1781.
Portanto uma vez que D. Pedro II faleceu em 1706, a reconstrução do Palácio Corte Real após o terramoto de 1755, só pode ter sido feita por D. Maria I, cujo reinado se estende ate 20 de Marco de 1816, ou pelos descendentes de Christovão de Moura a quem o Palácio foi devolvido depois de ser moradia de D.
Pedro
II.
Os descendentes de Christovão de Moura venderam mais tarde o Palácio Corte Real na Ribeira a D. Pedro III.
São estes os poucos conhecimentos que tenho sob o tema referenciado no seu supra citado e-mail.
Um
grande abraco,
Dr.
João Emanuel Moniz Campos Gomes