O meu adeus à Pedra de Dighton!
 

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

 

Cara Amiga Pedra de Dighton:

É muito doloroso dizer  adeus aos nossos  ente queridos. Recordo com muita emoção as dezenas de vezes que  abracei ternamente a minha querida Mãe, antes de regressar à América. Abraçava-a com as lágrimas a correr-me  pela face abaixo sem poder  dizer uma palavra! Apesar da despedida ser assim tão comovente,  a minha Mãe sempre disse. “A ficada dói mais do que a Partida!”  É verdade: quem fica vai sentir mais tristeza pela  falta do ente querido que vai partir. Se assim é,  tu,  Pedra de Dighton,  vais sentir mais  a ficada! Mas podes  ficar tranquila porque  doravante  estarás protegida dentro duma redoma de vidro. Agora passaste a ser uma Pedra Preciosa. Orgulha-te!

Somos ambos imigrantes

Lembra-te que tu e eu somos imigrantes. Tu viestes há onze mil anos de algures da América do Norte, empurrada pelos  enormes pedaços de gelo durante o último período glacial  quando a terra começou a aquecer e rolastes inúmeras  vezes  até parares  na margem esquerda do Rio Taunton e ficaste de barriga para o ar!  Tornaste-te imigrante contra a tua vontade.  A mim também sucedeu o mesmo! Eu não queria ser imigrante!  Mas eu vim de muito mais longe, do outro lado do Atlântico, a mais  de três mil milhas! E o navio, um “Liberty”,   que me trouxe também rolou muito, no mar bravo de Janeiro,  durante  16 dias que demorou  a atravessar o grande Oceano Atlântico de Lisboa a New York em 1946! 

Quarenta e quatro dias depois de eu chegar a Brooklyn, New York, em 1946,  classificaram-me oficialmente  de “Deficiente Mental”, por eu não saber inglês, mas a ti trataram-te muito pior. Abandonaram-te, deixaram os vândalos apedrejar a tua face, urinar-te, defecar-te e borraram-te toda com os esgotos da Cidade de Taunton  durante séculos! Malvados!

Quando ouvi falar de ti

Soube  da  tua existência em 1943, antes de eu vir para a América em 1946.  Foi o meu  saudoso Professor de História Mundial,  João Santos,  que me alertou para ti.  Em 1918,  o Professor Edmund Delabarre, Chefe do Departamento de Psicologia na Universidade de Brown em Providence, Estado de Rhode do Island,  E. U. A.  que possuía uma casa de verão perto de ti,  apaixonou-se  pelas tuas inscrições  e ao fim de vinte anos  de as pesquisar  anunciou ao mundo que tinhas  na tua face gravados a data de  1511, o nome de Miguel Corte Real  e também o Escudo Português  em forma de  um triângulo dentro de outro triângulo. Todos os  jornais  mundiais e em Portugal deram essa notícia e o meu Professor João  Santos  tomou nota desse facto histórico e passou a transmiti-lo aos  seus alunos.  Como era do conhecimento geral  em Oliveira de Armeis, que o meu pai já vivia  em New York,  o Professor Santos pediu-me, em frente da classe,  para  quando eu emigrasse  para  a América te fosse fazer uma visita e  te tirasse  uma fotografia  para lhe enviar.

Eu quis saber onde é  que estavas localizada e vim a verificar que éramos muito “vizinhos” nas latitudes.  A latitude de Oliveira  de Azeméis  é de 40 graus  e 50 minutos  Norte no lado oriental  do Atlântico. A tua  latitude em Berkley, Massachusetts,  no  lado  ocidental do Atlântico,   é  41 graus e 48 minutos Norte. Menos de um grau de diferença entre as nossas  latitudes!   


Hotel "Rock of Dighton" em Oliveira de Azeméis, Portugal

 

As nossas personalidades

Pedra de  Dighton,  tu nasceste há dois biliões de anos duma parcela de vapor para depois te condensares   em pedra dura.  Pesas 40 toneladas e tens  uma  composição arenosa, muito rica em feldspato, mica, cálcico e ferro, por isso apresentas  uma cor cinzento-avermelhado. A tua cara  é  plana e enorme,  com 55 pés quadrados, fazes lembrar a  Esfinge do Egipto! Porque possuis muitas gravações começavam  a chamar-te a   “Dighton Writing Rock”, ou seja,  a “Pedra da Escrita”, como  se fosses um quadro de lousa numa escola!  Muita gente quis escrever na tua cara  as suas iniciais e outras garatujas. O que te valeu  foi o facto de teres o teu rosto coberto pela água da marés,  vinte horas por dia!  Estas condições físicas, ainda bem,  contribuíram para diminuir  os danos causados pelos  vândalos. Apesar dos maus  tratos que tens sofrido  durante tantos anos,  tens-te mantido  sempre impávida e  serena! Fantástico!

Eu sou incomparavelmente muito mais novo que tu. Nasci numa aldeia pequenina,  no norte de Portugal Continental,  no principio de Setembro de 1926, às cinco  horas da manhã, num Domingo muito  quente,  “de fritar ovos ao sol”, como dizia a minha bondosa Mãe!

Eu não queria, como já te disse,  ser emigrante. Comecei a sentir, desde pequenino, uma atracão pelo mar porque o meu Pai era marinheiro nos navios  americanos.  No Liceu  a disciplina que mais me cativou foi a dos Descobrimentos Portugueses. Aprendi de gosto as técnicas de navegação, as correntes marítimas e também  os vários  tipos de marcos, ou Padrões,  que os navegadores portugueses deixaram  nas novas terras que descobriram. Por este facto podes compreender a  atracão especial  que desenvolvi para contigo,  considerando-te o Marco  do Descobrimento da América do Norte.  

Se aparento uma “cara angélica”,  quero que saibas  que tenho uma personalidade forte e quando decido assumir a responsabilidade  de um objectivo, nunca mais desisto até  que o desiderato seja alcançado. Foi o que fiz contigo.  Demorou 63 anos,  desde 1948 quando te vi pela primeira vez, de  persistência e perseverança, mas valeu a pena! “Vale sempre a pena quando a alma não é pequena!” , como disse o grande poeta,  Fernando Pessoa.   Toda a minha vida tenho sido intelectual,  mas muito pragmático!

Os diagnosticadores das tuas inscrições

Pedra de Dighton:

Tu tens tido muitos admiradores de várias partes do mundo. Mesmo sem nunca te terem visto,  nem apalpado,   nem te ter examinado no lugar onde tens estado há   tantas centenas de anos, todos eles  te têm feito   “declarações de amor”  afirmando  que descobriram  o segredo das tuas inscrições.    Aqui tens a lista  dos teus “apaixonados” por ordem alfabética:  

 

(1) Cartagineses  

(2) Cintianos

(3) Chineses

(4) Cristo

(5) Diabo

(6) Egípcios

(7) Escoceses

(8) Fenícios

(9) Gregos

(10) Índios Americanos

(11) Japoneses

(12) Judeus

(13) Libaneanos

(14) Persas

(15) Piratas

(16) Portugueses

(17) Romanos

(18) Sibérios

(19) Tirianos

(20) Verrazzano

(21) Vikings

(22) Welcheanos

Como podes ver à primeira vista a maioria esmagadora destes grupos não têm nada  que ver com as tuas gravações, não só por estarem muito longe de ti, mas também por não terem gravados nenhuns ícones nacionais  deles que se possam comparar com  os ícones que estão  gravados nas tuas inscrições originais. Praticamente todos eles quiseram ver os seus nomes ligados a ti por seres muito famosa e até misteriosa!  Mas não é assim que se deve proceder  na investigação epigráfica científica. Temos  que fazer como na  medicina.  Temos que  examinar completamente o doente e usarmos os métodos científicos da medicina  para  alcançarmos  o diagnóstico certo.  Coisa que eles não fizeram.

Panorâmica das Teorias

Peço-te licença para te apresentar  agora uma panorâmica  como é  que  os vários  diagnosticadores apresentaram   os seus pareceres sobre as tuas inscrições.

(A) - Reverendo John Danforth -  No Outono de 1680  o povo da aldeia de Taunton andava a cortar o capim alto à tua volta para os currais do gado  e esbarraram com a tua face  coberta de gravações.   Ficaram muito surpreendidos  e chamaram o Reverendo  John Danforth para desvendar o teu mistério!

Este sacerdote protestante fez um desenho das tuas  inscrições, mas só cuidou  da  metade superior da tua face, talvez por as marés não  lhe permitirem  mais.

Baseado numa tradição dos Índios Wampanoag  da região  que “uma casa de madeira tinha vindo pelo rio acima”,   o Reverendo Danforth disse que as tuas gravações  significavam “um barco sem mastros e um cabo”, talvez em referência ao Cabo dos Bacalhaus.

 

   O Reverendo Danforth em 1680 neste primeiro documento desenhou

     as extremidades da Cruz de Cristo mas não a reconheceu como tal! 


(B) - Reverendo Cotton Mather

– O desenho  feito por John Danforth teve um  enorme impacto  noutro padre protestante,  Director Religioso da  “Old  North  Church”  (Igreja  Velha do Norte de Boston).  Este sacerdote tinha  a mania de escrever muito  sobre várias  coisas.  Mesmo sem nunca te ter visto,  quando apanhou  um exemplar do desenho feito por Reverendo Danforth,  Cotton Mather emitiu logo a sua opinião  dizendo que as inscrições da Pedra de Dighton foram feitas  por  Jesus  Cristo! Mas passados dois anos, Mather mudou o sermão e  disse que tinha repensado melhor  e que afinal quem tinha feito as inscrições na tua face tinha sido o Diabo!  Repara o ridículo deste historiador!


(C) - Ezra Stiles

 – Mais outro padre protestante. Mas este era  considerado um dos maiores eruditos da Nova Inglaterra. Chamava-se Ezra Stiles, foi advogado e também muitos anos foi pastor da Igreja Congregacional  da Cidade de Newport  em Rhode Island e chegou anos mais tarde  a ser  Presidente da famosa Universidade de  Yale em Connecticut. Quando lhe mostraram um desenho das gravações da Pedra de Dighton ele emitiu  a sua opinião desta maneira: “Acredito que o seu diagnóstico nunca  será alcançado!” Tanta omnipotência e petulância!  Isto é a mesma coisa, se eu,  como médico,  dissesse que a cura do cancro nunca será alcançada!

 


(D) - Antone Court de Gebelin

  Mais outro padre protestante, mas este é  muito pior. Viveu em Paris, França e preocupava-se com as ciências esotéricas,   com o ocultismo e  com a  etimologia das palavras. Descobriu que a palavra fálus ou pénis era originária do   povo  da Fenícia,  hoje Líbano. Gebelin sem nunca ter visto a Pedra de Dighton,  quando ele recebeu  da América um  desenho das gravações  da Pedra arranjou logo maneira de lhe adicionar um fálus, ou pénis   e criar  assim  a teoria de que foram os  Fenícios que gravaram na tua face as inscrições!   Este é um caso claro  de fraude histórica!

 

 


(F) - Carl Christian Rafn

 Este não era padre, mas cometeu também  uma fraude histórica.   Tinha mais  responsabilidade porque era Director da Sociedade Histórica de Copenhaga na Dinamarca.  Recebeu uma cópia das gravações que  a Sociedade Histórica de  Providence, Rhode Island lhe enviou em 1834, mas porque segundo a “Sagas dos Vikings” um navegador dinamarquês de nome  Thorfinn veio para a América do Norte  no ano 1000, o  Sr.  Carl  Christian Rafn acrescentou no centro do desenho,   que tinha  recebido da América,  três letras   FIN para coincidir com o nome Thorfinn. Fraude!  Isso nunca se deve fazer. Isto é criminoso! 

 

Cambada de burlões

Cara Amiga Pedra de Dighton:  Como podes ver claramente tens sido muito  infeliz com a cambada  de cortesãos que se tem interessado por ti. Egoístas, oportunistas,  fantasistas, aldrabões e até  fraudulentos! Mas a parte mais triste de tudo isto é que há ainda historiadores que continuam a escrever, a  repetir  e a prestar atenção às “teorias” que estes malvados inventaram. Porque será?  Por bairrismo étnico? Quando é que esta pouca  vergonha  irá  a acabar?

 

A Teoria Portuguesa

Tu tens me ouvido muitas vezes  dizer, em inglês e português,   em frente à tua cara,  aos visitantes que para  qualquer pessoa  ter a  grande satisfação de poder ler as tuas inscrições  originais,  terá  que saber  apenas os rudimentos  da História  dos Descobrimentos Portugueses  e dos famosos  Navegadores  Corte Reais. 

Tu  já sabes até  de cor o formato dos Símbolos Nacionais portugueses: Os Escudos em forma de um “U” e um “V”; assim como a Cruz da Ordem de Cristo com as extremidades em 45 graus; a data de 1511 com o algarismo  5 em foram de S maiúsculo e ainda o feitio  das letras do nome Miguel Corte Real.

Os Navegadores da Família  Corte Real  eram da estirpe mais alta dos nobres de Portugal   e eram também Cavaleiros da Casa Real do Rei D. Manuel I.

No século XV  os navegadores portugueses foram os campeões  dos descobrimentos marítimos navegando todos os Oceanos mesmo contra o vento porque  foram eles que descobriram a vela latina  (triangular) que usaram nas suas caravelas .  Nenhuma outra nação há quinhentos anos conseguiu alcançar tantos avanços na construção naval, nas correntes marítimas, os ventos e nas marés, na astronomia, na cartografia,  e até no armamento naval e nas  fortificações nas terras descobertas e conquistadas por Portugal.    Nós, americanos,  para compreendermos  bem   como é que os portugueses foram,  há quinhentos anos,  os pioneiros da ciência  náutica,  devemos compará-los às conquistas actuais  dos nossos compatriotas americanos  na conquista do Espaço Exterior.

 

Os teus  amigos verdadeiros

    Delabarre            Fragoso               DaSilva

Minha boa Amiga, continuas muito misteriosa  com as tuas inscrições, mas eu consegui desvendar o teu segredo. Usando uma pilha eléctrica com luz tangencial na tua face,  de noite,  revelas duma foram impressionante todos os símbolos  que compõem  a Teoria Portuguesa.

Sobre a Teoria Portuguesa  de Miguel Corte Real,  tivestes TRÊS  devotados amigos sinceros que  te dedicaram   mais de trinta anos, CADA UM,   gastando inúmeras horas e dólares para desvendar os teus segredos contidos nas   gravações portuguesas. Foram eles o Professor Psicólogo Edmund Burke Delabarre, o Instrutor de Português  José Dâmaso  Fragoso e o Médico  Manuel Luciano da Silva.  

Quero assegurar-te  que desde 1918 ainda  NINGUÉM  refutou a Teoria Portuguesa. Dentro de 7 anos poderemos celebrar o primeiro centenário da descoberta da Teoria Portuguesa.

          Conclusão das  inscrições portuguesas

Bandeira No. 1 - Escudo Português em forma de um "U"

Bandeira No. 2 - Cruz da Ordem de Cristo

Bandeira No. 3- Escudo Português em forma de um "V"

Nome do Capitão: Miguel Corte Real

Data - 1511 com o 5 em forma de um S  maiúsculo

 

 

Os teus vizinhos de Berkley, Massachusetts

      O Emblema de Berkley  apresenta o teu ícone.

                                Parabéns! 

Agora que o teu Museu Marítimo  da Pedra de Dighton está completo (Junho de 2011), antevejo  que doravante as tuas  relações para com  os teus vizinhos na Vila de Berkley  se vão tornar cada vez mais amistosas e optimistas. Durante muitos anos tem havido uma  certa  animosidade do povo de Berkley  para contigo devido ao teu nome continuar a ser  Dighton.  Mas a culpa  nunca foi tua!  Foi o povo da aldeia de Berkley que se tornou independente de Dighton  no dia 18 de Abril de 1735. Sabes porquê? Já te esquecestes?!  É que o Rio Taunton no Inverno de 1735 esteve muitas semanas congelado e as pessoas de Berkley não  puderam atravessar o rio para ir  à missa em Dighton e  por isso  individualidades  de Berkley arranjaram serviços religiosos e daí nasceu o  movimento para se tornaram  independentes.  Mas eles não tiveram o cuidado de te trocar o nome para Pedra de Berkley. Também com tantos anos passados – 276 -  até à  data o povo de Berkley nunca celebrou o dia   da sua Independência!  Mas isso irá  acontecer   e tenho até um palpite que vai ser  no teu Museu!

O Professor Delabarre que morava em Berkley nunca procurou chamar a atenção do povo da tua Vila para o  teu significado histórico. Eu não quero cometer o mesmo erro.

s vamos procurar envolver as Autoridades de Berkley, os Polícias, os Bombeiros, as Escolas, os Professores,  os Profissionais, os Estudantes, o Agricultores,  os Clubes, os Jovens  e os Idosos, para passar a ter muita consideração por ti, para  compreender o teu  significado histórico verdadeiro e   ter muito orgulho por  ti como o  Monumento mais importante de Berkley, do Estado de Massachusetts, e até nos  Estados Unidos da América.   Passarás a ser considerada na Pedra Roseta da América do Norte!

Serás Eterna!

Já andam por aí a dizer que a terra já começou  a aquecer mais uma vez e que ambas as carapaças de gelo nos pólos norte e sul  irão derreter completamente. Se essa tragédia vier realmente a acontecer,  os  níveis  de todos os mares irão  subir  mais de duzentos pés de altura.  O teu Museu  e milhares de grandes cidades pelo mundo irão também ficar  submersas.  O mesmo irá acontecer às tuas Réplicas  feitas de fibra de vidro que já são monumentos  em Lisboa,  junto aos Jerónimos,  Portugal, no Funchal, Ilha da Madeira e na  Vila da Lagoa, São  Miguel  nos Açores.  Mas não desanimes porque ainda  há mais duas Réplicas em Portugal  que irão ficar fora da água.  A Réplica que tem estado  exposta no Museu  de Oliveira de Azeméis  que tem uma altitude de  606 pés e ainda outra  muito mais  segura no pátio do Museu-Biblioteca com o meu nome,  na aldeia onde eu  nasci  de Cavião, Vale de Cambra que tem  a uma altitude 1564 pés. Estás  lá muito bem situada  entre o espaço da casa onde eu um nasci e  a  minha Biblioteca a revelar toda informação sobre a tua célebre  história.  

Todas as Réplicas foram feitas cientificamente de tal maneira que até podemos notar os teus poros nas Réplicas. E como foram feitas  de fibra de  vidro terão uma duração de mais de um milhão de anos.  Portanto Pedra de Dighton,  vais viver muitos e muitos anos. Parabéns!

 

Réplica No. 3 no  the Pátio  entre a casa onde eu nasci e a Biblioteca
como meu nome. Foi inaugurada em 12 de Junho de 2001.
Está a uma altitude de 1564 pés. Aqui o nível do mar nunca chegará.

 

A nossa despedida

Querida nossa Amiga: 

O teu tamanho enorme faz-nos lembrar a dedicação e o amor que sempre tivemos por ti. Nesta hora da nossa despedida os nossos  braços não são  capazes de te abraçar, mas damos-te, eu e a minha mulher,  dois  beijos cada,  à portuguesa,  um de cada lado da tua face,  com as lágrimas a correr pelos nossos rostos abaixo!..

Boa Sorte, querida!

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Escrito em 20 de Junho de 2011