Onde Nasceu Cristóvão Colombo? |
Luis A. Cruz Fernandes |
As
dúvidas que envolvem o local onde está sepultado Cristóvão Colombo
(divulgadas no PÚBLICO de 13 de Agosto sob o título "Desvendado o local
onde descansa Cristóvão Colombo") também persistem em relação ao seu
nascimento.
Há
uns meses tive conhecimento das investigações do Dr. Manuel Luciano da
Silva (http://www.apol.net/dightonrock/artigos_sobre_colombo.htm
), onde se questiona o local de nascimento do navegador.
Durante
décadas, Luciano da Silva, a par da medicina, desenvolveu pesquisas originais
sobre a descoberta da América do Norte pelos portugueses. Emigrado nos Estados
Unidos desde 1946, depois de várias investigações, publicou, em 1989, as edições
americana e portuguesa de "Colombo era 100% Português!".
Este
estudioso reconhece que até 1989 pensava "como toda a gente, que Colombo
era genovês", e acrescenta: "foi assim que fui ensinado nas escolas
em Portugal. Foi o livro de Mascarenhas Barreto 'Cristóvão Colombo, Agente
Secreto do Rei Dom João II' que me estimulou a investigar directamente os
documentos originais do navegador".
Entre
as suas investigações, Luciano da Silva refere as efectuadas no Vaticano.
"Durante muitos séculos, a Biblioteca do Vaticano foi considerada a maior
e mais importante do mundo e ainda hoje merece essa distinção. Por este facto
parece-me lógico que toda a pessoa que queira investigar a História dos
Descobrimentos tenha que ir à Biblioteca do Vaticano examinar directamente os
documentos lá existentes! Mas os chamados historiadores profissionais não tem
feito isso!...
O
Papa Alexandre VI, durante o ano de 1493, publicou, em latim, quatro Bulas
Papais, todas relacionadas com a descoberta da América. Somente as duas
primeiras Bulas incluem o nome do navegador. Mas o nome que aparece em ambas
Bulas não é Colombo, mas sim, COLON.
Na
Primeira Bula, na segunda página, na linha décima primeira, nós podemos ler
em latim - dilectum filium Crhistophom Colon - 'meu ditoso filho Cristovão
Colon'. É preciso notar que o nome que aparece nesta Bula não é Colombo, mas
sim, COLON.
A
Segunda Bula repete o nome COLON que podemos ver na primeira página, trigésima
primeira linha. Mas desta vez o nome do navegador aparece totalmente em português,
à CRISTOFÕM COLON.
Devemos
notar que o nome CRISTOFÕM é composto por duas partes: CRISTO, sem a letra
'h', como se escreve em português, mais FÕM, que é a forma antiga ou arcaica
de VÃO, em português. Devemos notar bem que FÕM tem um til por cima do 'O'. Não
existe nenhuma outra língua no mundo que use um til sobre o 'O' a não ser a
portuguesa!".
Luciano
da Silva sente-se injustiçado pelos historiadores portugueses por não
mostrarem interesse por esta questão. Tentando divulgar as suas investigações,
participou em 28 de Maio deste ano numa conferência em Cuba (Alentejo), onde
foram apresentados documentos históricos e se lamentou o alheamento da comunicação
social e das universidades em relação ao evento (http://amigosdacuba.no.sapo.pt/paginas/cubaframes.htm
).
Nesta
conferência foram apresentados, por Luciano da Silva, vários documentos, como:
slides das duas Bula Papais, que revelam o nome do navegador claramente em
português antigo; explicou os significados da palavra Cólon; decifrou o
monograma do navegador que aparece em 15 documentos ao lado esquerdo da sigla,
mas nenhum historiador mundial foi capaz de o diagnosticar, confirmando assim o
nome de Salvador Fernando Zarco; mostrou slides das cópias das 12 últimas
cartas que Cristóvão Cólon escreveu ao seu filho Fernando; fez a análise
comparativa do brasão do navegador no qual aparecem as quinas de Portugal; e
indicou os mais de 40 nomes, ou topónimos, nas ilhas das Caraíbas, todos nomes
portugueses, depois das quatro viagens que o navegador fez àquela parte do
mundo. (...)
Considerou
o conferencista que, "entre os 40 vocábulos, nem um nome italiano aparece,
como Roma, Génova, Florença, Pisa ou Palermo! E o Colombo italiano nunca
falou, nem escreveu em italiano! Os genovistas dizem que ele esqueceu o
italiano!... Que tese tão estúpida!".
A
palestra foi finalizada considerando que chegou o momento de nos concentrarmos
nos estudos científicos do DNA, quer nos antepassados do navegador ou nos
descendentes dos Zarcos. (...)
Depois de ter conhecimento destes dados, acho lastimável que os agentes responsáveis pela Educação não reconheçam que são as interrogações que fazem progredir a humanidade e, neste particular, continuem a educar os nossos alunos sem introduzir a dúvida sobre o local de nascimento do navegador. Por exemplo, a Porto Editora, na sua "Infopédia", continua a ser peremptória: "Cristóvão Colombo - Nascido no ano de 1451 em Génova, cidade da costa italiana".