Os meus inimigos estão todos a morrer!

Por Manuel Luciano da Silva, Médico

 

Há mais de sessenta anos  que eu tenho vindo a defender, com muito entusiasmo e energia, os valores da História de Portugal, principalmente os feitos gloriosos dos navegadores, evangelizadores  e emigrantes portugueses para as Américas.

 

Apesar de eu ser graduado em Ciências Biológicas pela grande Universidade de New York em 1952 e em Medicina pela Clássica Universidade de Coimbra, com distinção, -- portanto  muito conhecedor dos métodos científicos de se  fazer diagnósticos --  os chamados historiadores  universitários  têm usado todas as artimanhas para bloquear as minhas pesquisas e os meus sucessos.    

Mas tudo se paga neste mundo! Os meus inimigos estão quase todos a desaparecer, a esticar o pernil! A maioria deles têm morrido de vários tipos de cancro ou de hemorragia cerebral. Já foram para a eternidade! Que descansem em paz! Ainda restam dois ou três, mas estes também tem o  seu destino marcado…Vão  morrer de morte macaca, pela inveja que  continuam a sentir pelos meus triunfos que eu tenho conseguido  alcançar para maior  prestígio luso-americano nos Estados Unidos da América!

 

           A lista dos meus inimigos

A lista dos meus inimigos é grande e vai aparecer no fim deste artigo que foi publicado no “Jornal de Coimbra”   no dia 27 de Julho de 1990 --  já lá vão quase 18 anos.

Em 1990 fui com a minha mulher Sílvia participar no Congresso International da Associação de Lusitanistas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e deram-me oportunidade de  realizar lá  uma palestra com diapositivos coloridos demonstrando a minha maior  descoberta original  das linhas de latitude na Carta Náutica de 1424.  O meu trabalho foi publicado depois  nas Actas  do Congresso e  esse volume existe  na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. 

 

Ultimamente tenho estado a organizar os meus artigos, Vídeos, DVDs e CDs  que contêm  os programas que tenho realizado em  várias  décadas,  na rádio e na televisão nos Estados Unidos, para enviar para  a   Biblioteca com o meu nome em Cavião, Vale de Cambra e  esbarrei com  este artigo que  ocupou  as duas páginas centrais do “Jornal de Coimbra” usando letras garrafais para o título e subtítulo.  

Está ainda tão fresquinho,  que parece que foi escrito ontem!  Aqui está o referido artigo. Saboreai-o bem!

 

 

Médico Autodidacta Afirma, Historiadores Desmentem!

 

Foram os Portugueses que descobriram a América!

   

Escrito pelo Jornalista Rui Augusto

 

[ Explicação -- Eu fui ao Congresso dos Lusitanistas no Verão de  1990,  que se realizou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e fiz lá  uma conferência com diapositivos coloridos sobre a minha descoberta original das Linhas de Latitude na Carta Náutica de 1424 ].  

 

Rezam as crónicas e os livros de estudo que foi Cristóvão Colombo quem descobriu a América. Manuel Luciano da Silva, médico e estudioso da coisa histórica, afirma sem pejo que não foi assim. Diz que foram os portugueses. Que foi Miguel Corte Real. E apresenta uma série de documentos para suportar a sua teoria, que nós reproduzimos. Os especialistas negam a validade da teoria do autodidacta e desmentem a qualidade das conclusões retiradas dos documentos… Luciano da Silva acusa-os de ocultarem a verdade histórica em favor do seu culto de personalidade e dos controlos cruzados. Uma história que já vem de 1960…

 

O médico Manuel Luciano da Silva, cidadão norte-americano de origem portuguesa,  é peremptório: não foi Colombo o descobridor das Américas.

É um autodidacta. Não tem – nem quer –  graus académicos   que não sejam o seu canudo de Medicina. Esse empunha-o com orgulho. Mas fez da História o seu passatempo. Mais do que isso, uma paixão. E diz ter feito uma descoberta. Os meios académicos negam-lhe o mérito, a comunicação social e público interessam-se. Sobretudo nos ‘States’.

 

                                As Latitudes da Revelação

Foi pelas latitudes, ou melhor, pela sua ausência na Carta Náutica de 1424  (ver mapa -1)  que Manuel Luciano da Silva  descobriu a sua “pólvora".

 

 

 

Era dia  7 de  Novembro de 1986. Pouco faltava para a meia-noite

E quase toda a gente dormia.  Na sua biblioteca Luciano da Silva olhava para a Carta. Tinha sido estudada pelo Professor  Armando Cortesão – que segundo afirma o médico – “julgava que as quatro ilhas que aparecem eram uma representação das Antilhas da América Central”.

 

Sentado no murinho do estacionamento do Palácio  de São Marcos, atrasado para o jantar da Associação de Lusitanistas, vai recordando:

“Usei os métodos da medicina no estudo da cartografia: quando examino um doente começo por medir a pressão arterial, depois a auscultação cardíaca e os pulmões. Quando olhamos para um mapa, começamos por determinar latitudes e longitudes” Et voilá!

“Não havia linhas de latitude, assim, tirei uma fotografia desta carta e determinei as latitudes”.

 

Se olharmos  para a Carta de 24, podemos verificar que existem quatro ilhas  na parte central ocidental: Saya, Satanazes, Antilia e Ymana.  “Tudo nomes portugueses” aponta o médico.

Aparecem também os arquipélagos dos Açores, Madeira, Cabo Verde  e a costa do continente europeu, -- com uma precisão extraordinária --  e África”.

Recordaremos algumas latitudes (ver mapa – 2) o paralelo 50 graus Norte passa pelo sul da Inglaterra (Landsend).   40 graus situa Filadélfia e Coimbra. 23 graus apanha o Norte de Cuba  e o deserto do Saará; a latitude  dez graus passa pelo sul de Trindade,  Ora as Antilhas que hoje conhecemos, nas Caraíbas, ficam entre o paralelo 23 e o paralelo 10.

 

Sobreposição  das Verdadeiras Antilhas no Atlântico Norte

 

 

E o que  fez  Manuel Luciano da Silva?

“Muito simples, as maiores descobertas são sempre as mais simples”. Comenta. E explica:

“Tirei uma  fotografia da Carta Náutica de 1424 e depois, com o negativo, fui para a câmara escura e sobrepus um mapa mundial da National Geographic Magazine da mesma escala. Sobrepondo o contorno do Continente Europeu.  A projecção destas quatro ilhas dão entre 47 e 35 e não entre 23 e 10. Há uma diferença de duas mil milhas.

A conclusão do médico é que as quatro ilhas com nomes portugueses estão colocadas a Nordeste dos Açores  e nunca podem ser  as Caraíbas.

Na sua opinião. “Os navegadores de há 500 anos sabiam determinar as latitudes: basta colocar a mão esquerda  ao nível do mar  e a mão direita ao Sol de meio dia.    O ângulo dá-nos  a latitude  e o nosso povo sabe há muito determinar a latitude”.

A longitude não sabe. Prova-o  a confusão de Colombo que pensava ter atingido  a Índia quando atracava na América.

 

“A maior descoberta dos portugueses…”   

E Luciano da Silva  chama ainda a configuração geográfica  e condições climatéricas  da Terra Nova e Nova Escócia. Nevoeiros serrados, icebergs (basta lembrar que foi ao largo  desta costa que o Titanic se afundou). 63 pés de variação das marés --  a maior do mundo. A Peninsular Saya tem recorte similar à Península de Avalon. O inferno das condições do meio físico justificaria o nome  de Satanazes.

“A Nova Escócia que  compara  com esta ilha a que chamamos Antilha e não Antigla, á moda dos castelhanos – sustenta  Manuel Luciano da Silva -- e a ilha de Príncipe Edward. Temos aqui uma, duas , três ilhas com a mesma configuração. Podemos juntar-lhes o Ângulo de Inclinação, que é calculado pelo maior prolongamento da ilha e  relação a um paralelo. E vamos ver que o ângulo da Terra Nova é  60 graus e o da ilha de Satanazes é  de 57 graus. Cá em baixo a diferença é maior, mas penso que isso tem a ver com as variações geométricas. Estou presentemente  a estudar isso com especialistas nessa matéria.”

Para o médico, não restam dúvidas: “A descoberta  explícita na Carta Náutica de 1424, 68 anos  antes de Colombo descobrir as falsas Antilhas, é a maior descoberta dos portugueses. Este documento prova que os nossos navegadores descobriram a América muito antes dos  espanhóis.”

E há a Pedra de Dighton, um documento gigantesco, com 40 toneladas de peso e 55 pés quadrados.  Mas ainda restam  dúvidas sobre a sua autenticidade ( ver caixa,  na parte final deste artigo).

Manuel Luciano da Silva não  partilha das dúvidas e diz que “há historiadores portugueses que nunca  a viram e querem fazer o diagnóstico das suas inscrições sem  as conhecerem que é o mesmo eu diagnosticar  um doente pelo telefone”.  Começou a estudar  as várias teorias da Pedra de Dighton  e veio  a concordar com o Professor Edmundo Delabarre, o primeiro a levantar  a teoria  de que  Miguel Corte Real  teria feito as inscrições.

“As inscrições tem no centro o nome de Miguel Corte Real, nas partes laterais quatro Cruzes da Ordem de Cristo, com as extremidades em 45 graus. O escudo português e um triângulo dentro de outro triângulo, com uma pontinha no centro -- abreviatura das Quinas de Portugal -- e tem ainda as cinco quinas de Portugal”.

O Estado de Massachusetts já gastou mais de três milhões de dólares na aquisição do terreno para formar o Parque Estadual da Pedra de Dighton (com 52 hectares) aí construindo um Museu onde a Pedra foi colocada numa redoma de vidro. 

 

   Refutação Académica

A notoriedade que o Dr. Manuel Luciano da Silva conseguiu  durante estes  anos de conferências e entrevistas, restringe-se  à comunicação social e ao público.  (Ver caixa).

O médico diz compreender  a razão dessa atitude. Para ele  “quando se estuda  história em Portugal, presta-se muito mais atenção às personalidades que à verdade  histórica, estando mais preocupados com  as suas relações   com professores estrangeiros  e os controlos cruzados”.

“Mas  -- sublinha – na América as minhas  investigações  são muito mais consideradas que em Portugal”.

À Comissão Nacional dos Descobrimentos , põe-a na sua linha de fogo. Acusa, pedindo citação literal: “Luiz de Albuquerque, Vasco Graça Moura, os homens da Comissão, estão a bloquear  todas as minhas pesquisas em desprestígio da verdade e da honra que  pertence a Portugal”.

“Os indivíduos que estão à frente da Comissão  Nacional dos Descobrimentos preocupam-se mais com as suas personalidades e só eles  é que sabem…  Põem o seu penacho acima da verdade da documentação”.

 

           “Ministro deve ser analfabeto”

Até o Ministros da Educação, Roberto Carneiro, é alvo das críticas do médico.

“Escrevi ao Ministro quatro cartas sem resposta. Nem ele, -- nem nenhum dos membros da Comissão – a quem também escrevi – teve  a cortesia de responder às minhas cartas”, frisa Manuel Luciano da Silva.

“O Ministro deve ser analfabeto – enfatiza – porque eu escrevo uma carta ao Presidente dos Estados Unidos  e dez dias depois tenho uma resposta. Aqui em Portugal estão a fazer-me  uma guerra tremenda, assim como à documentação que apresento como garantia de veracidade.”

Os historiadores não reconhecem os amadores  (ver caixa,  na parte terminal deste artigo), mas Luciano da Silva contra argumenta:

“A maiores descobertas da História do Mundo foram feitas por  amadores. Schlimann descobriu Tróia, Champollion decifrou  a Pedra de Roseta e Michael Ventris descobriu a linguagem Minóica. As maiores  figuras da História não tinham curso universitário. Os amadores não tem motivos secundários de tacho.    Só se guiam, exclusivamente, em procurar a verdade histórica”.

 

“Luís de Albuquerque roubou-me uma  foto”

 Manuel Luciano da Silva sustenta que “o Professor  Luiz de Albuquerque  tem uma inveja extraordinária das minhas investigações porque trabalhou com Armando Cortesão -- viu o mapa muitas vezes --  mas não   descobriu nada nele”.

 E  acrescentou que “um verdadeiro  cientista estuda qualquer nova análise fundamentada que lhe apareça e se tal se justificar, admite os seus erros.”

As acusações ao historiador  matemático Luís de Albuquerque  vão mais longe.  Diz que “escreveu centenas  de trabalhos,  sem uma única  descoberta original”.

O caso agudiza-se quando refere a  última obra de Luís de Albuquerque , publicada pelo  Círculo de Leitores e intitulada “Marinheiros, Navegadores a descobrir o mundo” Acusa-o de plágio:

“Na pag.155 há uma fotografia da Pedra de Dighton, que foi   roubada pelo Albuquerque. Essa foto foi feita por mim em 2 de Novembro de 1959 e está coberta por copyright (direitos de cópia) na língua portuguesa e  na inglesa até ao ano de 1998.”

A possibilidade de questão ver a barra do tribunal está a ser estudada. Manuel Luciano da Silva diz  que não lhe perdoará. “Ele publica a minha fotografia sabendo muito bem que é minha, sem mencionar de onde a tirou”.

 

As caixas que faziam parte deste artigo são mostradas a seguir

(Depois destas caixas, vamos aos caixões…)

 

 

Primeira caixa

Primeira Luís de Albuquerque

“Sem Comentários”…

O Professor Luís de Albuquerque, contactado  pelo jornalista Rui Augusto do “Jornal de Coimbra”   recusou-se a fazer  qualquer comentário.

”Não quero entrar em polémica na comunicação social”, justificou o catedrático,  dizendo que no momento próprio responderá. E mais  não quis adiantar. 

História feita por amadores, aceita desde que cientificamente  conduzida, e “desde que não  se vá fazê-la com  ideias pré-concebidas.”

Luís de Albuquerque admite que alguém se possa informar sem ter uma preparação  universitária, mas recusa  estudos apressados.

 

Segunda caixa

Alfredo Pinheiro Marques

“Não  respondemos ao chauvinismo com chauvinismo”

Além da questão  das  Antilhas, outro tema gerou controvérsia  neste Congresso: a nacionalidade de Cristóvão Colombo. Na acesa polémica estiveram de um lado a professora  polaca Janine Klawe e Mascarenhas Barreto ( autor do livro “Cristóvão Colombo, Agente Secreto do rei D. João II)  e do outro lado o docente  de História  da Expansão na Faculdade de Letra de Coimbra,  Alfredo Marques. Este último prestou ao “Jornal de Coimbra” declarações sobre o assunto  que tem algum paralelismo com a outra questão tratada nesta página. Começou por dizer “ Presentes no Congresso  de Lusitanistas estiveram  Janine Klawe e Mascarenhas Barreto que querem provar que Cristóvão Colombo era português. Ninguém  rejeita a possibilidade de essas pessoas  expressarem a sua opinião  -- a aprova é que estiveram  neste congresso.  Inacreditável é  que tenham opiniões incorrectas a nível de historiografia”.

“Acusam ainda a Universidade  e a Comissão  dos Descobrimentos de serem  de uma conspiração para silenciar  a sua teoria. Acusam o Prof. Luís de Albuquerque  de ser um agente dos italianos e os responsáveis portugueses de estar a colaborar com os italianos. Não é possível que isto possa ser dito sem resposta. O que eu fiz neste congresso foi precisamente rebater estas afirmações.”   

Sublinhou:

“O livro em causa não é uma obra séria. Qualquer aluno do primeiro ano  da Faculdade sabe que o livro não prova nada. Não se trata de negar a ninguém o direito de afirmar a sua opinião. Mas foram feitas afirmações  graves por parte  de pessoas que não estão  ligadas ao meio universitário de que há  “corrupção moral e não só”  por parte dos responsáveis  das Universidades e da Comissão dos Descobrimentos e que há milhões  de escudos por parte da comissão italiana para os colaboradores no estrangeiros… Afirmando ainda que  sempre houve, desde o século passado, a maior  subserviência em relação aos espanhóis  e italianos…”

Alfredo Marques concluiu:

“Não  tem sentido responder ao chauvinismo com chauvinismo. Os homens de ciência não  têm fronteiras, O Sr.  Mascarenhas Barreto não é sequer historiador. A resposta a esse senhor já foi dada pelo Prof. Luís de Albuquerque.”

 

Terceira caixa

Vitorino Magalhães Godinho

“História de hoje é para especialista”

“Não há que possa garantir a ideia de que a América já era conhecida pelos Portugueses antes de Colombo e os argumentos aduzidos  baseiam-se  numa leitura hipotética”,  sustenta  Vitorino  Magalhães Godinho,  um dos maiores especialistas internacionais em Descobrimentos Portugueses.

Godinho diz conhecer bem a Carta Náutica de 1424 e garante que “o conteúdo nela descrito pode  não corresponder  a uma viagem real mas, provavelmente, a uma série de  designações  tradicionais de origem náutica.”

Quanto à Pedra de Dighton “o professor  considera-a  insuficientemente aceitável “para escurar  qualquer  teoria, porque as interpretações  que se têm feito à sua volta são infantis e precipitadas”.

Vitoriano Magalhães  Godinho recusa a ideia das latitudes defendidas por Manuel Luciano da Silva e, mais que isso , duvida que  a ciência náutica de  quatrocentos estivesse  suficientemente  evoluída para se determinarem, sem exactidão, as latitudes antes de 1480,  "quando sabemos  que Duarte Pacheco Pereira foi à costa africana  fazer um levantamento de Latitudes.” 

"Recuso em toda a linha  a História  feita por amadores” afirmou  o professor  universitário. Apesar  de ser partidário  da História para ao grande público, Godinho defende  que “esta deve ser feita por especialista”. Na sua opinião “O tempo em que amadores faziam as maiores descobertas já acabou”.

 

Agora depois das caixas…vamos aos caixões  destes chamados especialistas:  

 

- O Luiz de Albuquerque  já morreu há vários  anos.

 

- O mesmo aconteceu ao Vitorino Magalhães Godinho. Morreram sem NUNCA terem examinado,  cara-a-cara, a Pedra de Dighton. Emitiram as suas ignorantes e estúpidas opiniões a respeito das inscrições epigráficas, sem nunca terem examinado o “doente”!...

 

- O Alfredo Pinheiro Marques,  que foi assistente do Luís de Albuquerque,  foi demitido da Universidade de Coimbra, mas ninguém sabe porquê !  

 

- O Professor Damião Péres  que ensinou História  dos Descobrimentos Portugueses  na Universidade de Coimbra   também já morreu há muitos anos. Este foi o chefe do grupo dos grandes f. d. p.,  organizadores do Congresso Internacional dos Descobrimentos,  que se realizou na Universidade de Lisboa, em 1960, onde eu fiz a minha comunicação  sobre a História da Pedra de Dighton  e apesar de eu  ter recebido  “a maior salva de palmas do Congresso”, os organizadores bastardos do mesmo Congresso  eliminaram o meu nome e  a minha comunicação dos sete volumes das Atas do mesmo Congresso!

 

Aqui está  lista dos caixões deles:  

- Caeiro da Matta

- Damião Péres  

- Luiz de Albuquerque

- Moreira e Sá

- Francis Rogers

 

Ainda há muitos  mais, nas universidades portuguesas,  mas não vale a pena gastar mais espaço  com eles, porque não o merecem.

 

Os poucos inimigos que ainda tenho --  dois ou três --  também vão ter um lindo enterro… Infelizmente os chamados historiados profissionais  em Portugal têm  estado filiados  ou  no partido fascista ou partido comunista. Têm que morrer todos para que possa  aparecer e se desenvolva uma nova camada INDEPENDENTE  de pesquisadores e educadores da História em Portugal. 

 

       “O doente é que  está sempre certo!”

Eu tive a felicidade profissional, quando estive a especializar-me em Medicina Interna na  famosa Lahey Clinic de Bóston,  (1959 a 1963), de lidar com vários  médicos que foram galardoados com o Prémio Nobel da Medicina. Uma das características de todos estes sábios que mais me impressionou foi a sua modéstia e sua compaixão para com os doentes.

O doente é que está sempre certo. Temos que prestar  muita atenção porque o doente  acaba por nos dar os sintomas  certos da doença”.  Outro dizia: “Se quisermos saber a verdade temos que perguntar a uma criança”.

 

Estas atitudes tão simples deviam ser adoptadas pelos chamados historiadores profissionais em Portugal. Quando qualquer aluno, ou qualquer amador apresentasse  uma ideia  nova,  devia  ser  considerado ESTIMULANTE  e pôr-se  à  prova a nível universitário e não lhes fazer, logo de início,  uma guerra destruidora.

 

Felizmente que eu  pertenço a uma profissão extraordinária -- Médica.

Em Medicina  NUNCA coramos  quando temos que mudar de diagnóstico  para o bom tratamento o doente. Nas Histórico-Filosóficas, infelizmente,  continuam a viver no BOLOR  e no CARUNCHO,  armando-se em grandes sabichões, vivendo à  custa do erário Português, isto é, ganhando o mesmo e  não fazendo NADA e claro  quem perde e Portugal. Quando é que esta doença  crónica vai acabar na nossa Pátria de Origem?   Talvez  NUNCA!