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Os
nórdicos NUNCA tiveram |
Quando nós falamos dos nórdicos
ou vikings referimo-nos aos habitantes que viveram nos territórios que são ocupados
modernamente pelos países da
Dinamarca, Noruega e da Suécia. A
Finlândia não faz
parte do território dos vikings.

O
período dos vikings começou por volta do século VIII e durou cerca de 300
anos. Os antropologistas dizem que os vikings são derivados dos celtas. Na
maior parte dos casos os nórdicos eram lavradores, mas alguns tornaram-se
artesãos e comerciantes. Chegaram a
construir barcos compridos e
alguns tornaram-se até piratas
temerosos. Chegaram
a estabelecer colónias nos terrenos que
hoje fazem parte da Inglaterra. Os seus sucessos históricos estão
relatados nas chamadas
“Sagas Nórdicas” que são um conjunto de factos verdadeiros e também
fantasias ou lendas.
Alguns
historiadores, especialmente
descendentes dos nórdicos que vivem na
América do Norte, acreditam que
foram os vikings que descobriram a América no ano 1000 da Era de Cristo—isto
é, 500 anos antes de Cristóvão Colon , mais conhecido por Colombo – ter
chegado à América Central.
Vou
mostrar-lhes numa forma muito simples a razão porque é que os nórdicos NUNCA
tiveram NADA a ver com as inscrições gravadas na Pedra de Dighton.
Qualquer
pessoa pode apresentar uma teoria sobre as inscrições da Pedra de Dighton. Porém
se não existir NENHUMAS inscrições
gravadas na face do Pedra de Dighton para TESTEMUNHAR a
sua teoria, Você
não terá nenhuma teoria! Você
terá que mostrar EVIDÊNCIA EPIGRÁFICA
que na face da pedra existem gravações
a ATESTAR os símbolos ou as letras
que definem a sua teoria, por que senão a sua teoria tem que ser considerada
FALSA! Cientificamente, esta conclusão
é muito simples.
A TEORIA NÓRDICA OU VIKING NA PEDRA DE DIGHTON
A teoria nórdica apareceu pela primeira vez em 1837. Foi apresentada
por Christian Rafn, um erudito dinamarquês, o qual NUNCA visitou a Pedra
de Dighton no local. De Copenhaga, a MAIS
DE TRÊS MIL MILHAS DE DISTÂNCIA, ele baseou-se na sua
análise do desenho das inscrições que recebeu em 1835, enviado pela
Sociedade Histórica de Rhode Island, em Providence, Rhode Island, Estados
Unidos da América.
Rafn, juntamente com o seu
assistente, Finn Magnusen, interpretaram
as inscrições como relatando uma mensagem
das “Sagas Nórdicas” que um marinheiro viking,
de nome Thorfinn Karlsefni, tinha
vindo para a América. Mas eles
cometeram um erro muito grande: ADICIONARAM
três letras FIN no centro do desenho
que receberam da América, para coincidir com o nome Thorfinn. ORA ISTO É UMA
FRAUDE HISTÓRICA IMPERDOÁVEL!
(1)
Não existem NENHUNS símbolos nacionais dos países nórdicos gravados na face
da Pedra de Dighton.
(2)
Se os nórdicos usaram o alfabeto rúnico, NÃO
EXISTE nenhuma letra rúnica gravada na face da Pedra de Dighton.
Aqui está uma cópia das letras do alfabeto rúnico:
Alfabeto rúnico dinamarquês

Alfabeto rúnico Sueco-norueguês

Alfabeto rúnico norueguês

(3) Se repararmos bem nas bandeira dos três países nórdicos – Dinamarca, Noruega e Suécia -- todas três têm na parte central uma cruz. Mas as extremidades destas três cruzes terminam todas em linha recta. Nenhuma delas têm as suas extremidades em 45 graus, como acontece com a Cruz da Ordem de Cristo Portuguesa que está nitidamente gravada na face da Pedra de Dighton!
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As bandeiras da Dinamarca, Noruega e Suécia: |
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| Dinamarca | Noruega | Suécia |
Compare as extremidades destas três cruzes nórdicas com
os símbolos nacionais portugueses gravados na face da Pedra de Dighton:
o Escudo Português em forma triangular
e a Cruz da Ordem de Cristo com as
extremidades em 45 graus.
Secção da Pedra de Dighton com os símbolos nacionais portugueses:

Face da Pedra de Dighton com o Brasão
Português em forma
de “V” e a Cruz da Ordem de Cristo com as extremidades em 45 graus.
CORRENTES MARÍTIMAS E VENTOS
Infelizmente, muitos chamados “historiadores” continuam a escrever sobre os descobrimentos marítimos, sem primeiro analisarem as duas FORÇAS DOMINANTES que movem os barcos à vela que são as correntes marítimas e os ventos. Esta atitude é a mesma coisa que apreciar as explorações do espaço exterior sem primeiro analisar os foguetões e as cápsulas que transportam os astronautas.
Se quisermos estudar as viagens marítimas dos nórdicos
há mil anos, temos que PRIMEIRO analisar
as correntes marítimas e os ventos na parte MAIS NORTE do Atlântico.
As correntes do Atlântico são hoje as mesmas que eram há milhões de
anos! No Atlântico Norte as correntes
DOMINANTES das águas e dos ventos oceânicos são no SENTIDO DOS PONTEIROS DO
RELÓGIO.
No
Atlântico Sul as correntes DOMINANTES
são no sentido CONTRA RELÓGIO.
No
Atlântico norte a corrente
dominante chama-se CORRENTE DO GOLFO—de água quente – e corre DA América
PARA a Europa. A Corrente
do Golfo é considerada a corrente oceânica mais
forte dos mares.

É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO compreender as correntes DOMINANTES das águas e dos ventos do Atlântico ANTES de se escrever sobre as navegações marítimas
Mas
na parte MAIS NORTE
do Atlântico existe outra corrente que
corre DA Europa PARA a América.
Chama-se CORRENTE DA GRONELÂNDIA. É
uma corrente de água fria, muito mais fraca que a Corrente do Golfo.
Foi a Corrente da Gronelândia que levou os primeiros vikings para a América
do Norte.

AS
MESMAS CONDIÇÕES LABORATORIAIS
Ainda hoje temos as mesmas condições
laboratoriais na parte MAIS a NORTE do Atlântico que
existiram há mil anos e há milhões de anos.
Portanto se temos as mesmas correntes marítimas e os mesmos ventos,
só temos que construir um barco igual
aos barcos nórdicos de há mil anos com uma vela QUADRADA
e observarmos cientificamente o que é que vai acontecer a este navio.
Qual será a direcção que este barco viking vai seguir movido pela Corrente da
Gronelândia? Só tem um caminho a
seguir: seguir para a parte EXTREMA da América
do Norte, isto é, a parte
extrema norte da Terra Nova e da
Terra do Labrador, no Canadá. E
não poderá ir para mais lado
nenhum!
Navio dos vikings SEM velas triangulares ou latinas
É totalmente
impossível a um barco de vela do tipo
viking apenas com uma vela QUADRADA poder
navegar CONTRA a FORTE Corrente
do Golfo.
Só um barco com velas do triangulares
ou latinas, é que pode navegar contra a Corrente do Golfo. Os portugueses foram os primeiros europeus a usar a vela
latina e portanto foram os primeiros a
navegar os altos mares.
Caravela
portuguesas com as velas triangulares:

Caravela portuguesa com as três velas triangulares ou latinas. A caravela foi o primeiro barco capaz de navegar contra o vento. Não precisa de remos. É manobrada por meio das velas. Notar a altura do casco em relação ao nível do mar.
Caravela típica portuguesa com três velas triangulares ou latinas. Este foi o único barco que primeiro foi capaz de navegar contra
os ventos oceânicos, Não precisa
de remos para ser manobrado. A manobra do barco é feita por meio das velas
latinas. Notar que as bordas da caravela em relação ao nível do mar são
muito mais altas que as dos barcos nórdicos.
COMO
É QUE UM BARCO SE MOVE CONTRA O VENTO?
O
formato dum barco e a altura do seu casco são muito importantes para que se
possa manobrar um barco à vela contra o vento,
por meio das velas latinas ou triangulares.
Há mil anos, portanto no
tempo dos vikings, os barcos europeus
usavam as velas QUADRADAS. Com
a vela quadrada os barcos só podiam mover-se quando
o vento estava favorável e
NUNCA podiam navegar contra o sentido do vento.
“
A vela triangular permite a navegação contra o vento orientando o barco a 90
graus na direcção do vento,
e mesmo em porto consegue-se manobrar o barco para sair para o alto mar e
nessa altura o piloto poder usar com
mais vantagem a vela quadrada”.
É
por isso que os navios à vela usam velas triangulares à frente e à ré
para melhor poder manobrar o
barco quando há necessidade de
o retirar dum porto para entrar no
oceano onde depois se poderá usar os ventos favoráveis
com maior vantagem.
Quando um barco à vela necessita de navegar contra o vento as suas
velas triangulares são reguladas a 90 graus contra o sentido do vento e nesta posição o
navio faz
ziguezagues
contra o vento, o seu percurso será numa curva, mas desta
maneira o barco anda para a frente. Com
a vela quadrada nenhum barco é
capaz de navegar contra o vento, como acontece com o tipo nórdico.
As “Sagas Nórdicas”descrevem que Leif
Eriksson, por altura do ano mil da Era de Cristo, numa viagem de
regresso da Gronelândia PARA a Europa foi apanho por uma tempestade na Corrente da Gronelândia e o seu barco foi levado para OESTE pela
Corrente da Gronelândia, porque ele não teve outra alternativa e por isso foi parar
à parte mais extrema do Atlântico Norte.
Este
episódio marítimo foi confirmado pelos achados arqueológicos encontrados na
parte mais extrema norte da ilha da
Terra Nova, num lugar chamado L’Anse aux Meadows, no Canadá.
A evidência arqueológica
foi confirmada pelo carvão radioactivo 14 como tratando-se do ano
900, mais ou menos, da
Era Cristã.
Nós
aceitamos esta evidência de que os nórdicos chegaram à parte mais extrema da
América do Norte em L’Anse aux Meadows, mas REFUTAMOS, VEEMENTEMENTE,
qualquer referência que os vikings foram capazes de navegar ABAIXO
da latitude de 50 graus, porque
com a sua vela QUADRADA NUNCA seriam
capazes de navegar contra a FORTE CORRENTE
DO GOLFO e portanto NUNCA
poderiam ter atingido a
Baía de Narrangansett, em
Rhode Island.
Quem disser que os vikings construíram a Torre de Newport na cidade de Newport e
que gravaram as inscrições na Pedra de Dighton, é um simplório, um
imbecil e um indivíduo
que revela ideias preconcebidas e
também que que não sabe nada da ciência
de navegação marítima.
Devemos
ser francos e dar o seu a seu dono. Os nórdicos tem direito ao L’Anse aux
Meadows, mas os nórdicos não têm NADA a
ver com as inscrições gravadas na face da Pedra
de Dighton. Chegou a altura
dos chamados nordistas revelarem coragem para admitirem que não têm direito
absolutamente nenhum, na feitura nestes
dois monumentos americanos: Torre de Newport e Pedra de Dighton.
PAINEL
DENTRO DO MUSEU
Dentro
do Museu da Pedra de Dighton
existe um painel dedicado
à teoria nórdica, conforme os Srs. Rafn e Magnusen
a idealizaram. Muitas pessoas
quando visitam o Museu
têm perguntado: “ Porque é que têm
exposta a teoria nórdica que
é fraudulenta e não faz sentido
nenhum?” A minha resposta tem sido esta: “Para
que toda e qualquer pessoa possa fazer um diagnóstico diferencial com as outras
teorias. Desta maneira provamos que não queremos esconder nada aos visitantes.
Os responsáveis pelo Museu respeitam a inteligência de todos os visitantes
para que cada um possa escolher, à
sua vontade, a teoria que
preferir”.
O
MITO NÓRDICO
O Professor Edmundo Delabarre, que investigou as inscrições por mais de 30 anos, e tinha até uma casa cerca de uma milha da Pedra, escreveu no seu livro intitulado “Pedra de Dighton” (publicado em 1928 pela Walter Neale, Nova Iorque, na página 86:
“A
controvérsia nórdica esteve muito em voga
a respeito da Pedra de
Dighton, mas agora (1928) podemos
afirmar que este capítulo está encerrado.
Todas as pessoas de bom senso afirmam que os nórdicos não têm dados
nenhuns a seu favor no que diz respeito à Pedra de Dighton, ao esqueleto com
armadura próximo de Fall River, nem
tão pouco em relação â Torre de Newport”.
Apesar desta afirmação ter sido feita há mais de três quartos de século pelo Professor Delabarre, o qual não tinha uma gota de sangue português a correr-lhe nas veias, os nordistas continuam a escrever e a falar em várias reuniões históricas e arqueológicas, insistindo que os seus antepassados é que fizeram tudo nesta região da Nova Inglaterra. Os nórdicos fazem o mesmo com o Mapa de Vindland, apesar das técnicas super-modernas terem demonstrado que tal mapa é FALSO. Quando é que os nordistas vão deixar de ser ridículos?