OS 500 ANOS DA PEDRA DE
DIGHTON
MISSA SOLENE E “DIA DA
SAUDADE”

O Altar e o Cadeiral estão prontos para o começo da Missa Campal Histórica

Antes de principiar a Missa o Presidente e Diretor do nosso Museu-Biblioteca, Pedro Laranjeira, apresentou os dois Sacerdotes Celebrantes: do lado esquerdo o Padre Louis Diogo dos Estados Unidos da América e do lado direito o Padre Joaquim Martingo das Freguesias de Castelõs e de Cepelos, Vale de Cambra

A cerimónia começou quando o Presidente Pedro Laranjeira leu a Mensagem do Dr. Manuel Luciano da Silva que foi apresentada na Primeira Missa Campal que o Padre Louis Diogo celebrou em frente ao Museu da Pedra de Dighton, em 22 de Agosto de 1982, em Berkley, Massachussetts, EUA.

Os dois Sacerdotes inciando a celebração da Missa...

Celebrando a Missa no Pátio da Associação desfrutando
o vasto panorama virado
para Atlântico, a 550
metros de altitude, ao nível de Ovar e do Furadouro...

Primeira Missa Campal celebrada pelo Padre Louis Diogo
no domigo
22 de Agosto de 1982 em frente ao Museu da Pedra de Dighton
A Associação Dr. Manuel Luciano da Silva e o Museu Biblioteca em Cavião foram a única Instituição em todo o Mundo que festejou a passagem de meio milénio sobre a inscrição que Miguel Corte Real gravou na superfície do monólito que ficou conhecido como “Pedra de Dighton”, no ano 1511, deixando assim para a História a prova de terem sido os Portugueses os primeiros europeus a colonizar aquilo a que hoje se chama “Estados Unidos da América”.
A efeméride foi recordada com uma Missa Campal nos Jardins do Museu em Cavião, a primeira cerimónia religiosa que ali aconteceu.
A fazer uma ponte entre dois continentes, a Associação valecambrense encontrou e chamou à sua Sede o sacerdote que há 29 anos, em Agosto de 1982, celebrou outra Missa Campal, aquela para inaugurar outra das grandes obras que se ficam a dever ao Dr. Manuel Luciano da Silva, o Museu da Pedra de Dighton nos Estados Unidos.
O Padre Luís Diogo, que há três décadas evangelizava na América, veio a Cavião e concelebrou com o Padre Joaquim Martingo, uma figura histórica da nossa região após 50 anos de apostolado, a Missa Campal que festejou a união de todas estas datas.
Os jardins do Museu encheram-se de povo que ouviu atentamente uma extensa homilia do Padre Martingo sobre a grande saga portuguesa dos Descobrimentos e o testemunho do sacerdote portuguêsque inaugurou o Museu do outro lado do Atlântico.
De toda a cerimónia ressaltou a expressão que o Museu tem usado como ex-líbris, sobre “
A IMPORTÂNCIA DOS PORTUGUESES NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE”.
O Grupo Coral de Nossa Senhora das Necessidades, de Cavião, enriqueceu a tarde ao longo de toda a celebração.
Pedro Laranjeira, o Presidente da Associação e Diretor do Museu, iniciou as comemorações com aleitura de uma mensagem do Dr. Manuel Luciano da Silva, em que o ilustre cavionense recordou o encontro marcado, há 500 anos, entre três caravelas que deveriam regressar juntas a Portugal e a que apenas compareceram duas, ficando Miguel Corte Real e os seus companheiros para sempre em terras das Américas.
O Dr. Luciano da Silva enfatizou que só os navegadores e os emigrantes conhecem bem “a dor de partir e a dor de ficar”, pelo que este dia, para sempre, passou a ser “
O Dia da Saudade”!
FESTA DA ALDEIA
O povo reuniu-se em Cavião para a liturgia, mas depois prolongou a convivência até quase à meia-noite, numa Festa que não teve um fôlego de intervalo durante mais de seis horas.
Uma enorme fila de mesas quase não chegou para as comidas e bebidas que todos trouxeram e todos partilharam.
O Hipermercado Continente-Modelo de Vale de Cambra quis associar-se aos festejos e contribuiu com carnes para churrasco, sumos e acepipes, que fizeram os grelhadores quase não dar vazão.
Foi um longo Piquenique recheado com música, poesia, teatro, anedotas, danças e festejos. Jorge Costa, Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro de Castelões, que assistiu às cerimónias religiosas, também ficou para a Festa e foliou durante horas.
O altar transformou-se em palco e por lá passaram Magalhães dos Santos, Sara Sousa, António Pinho, Tiago Moita, Quim Joaquim, Pedro Laranjeira e Patrícia Barreiro. O dia foi caindo, o feérico pôr-do-sol de Cavião deu a todos a magia do seu momento e a noite instalou-se na Festa, com um convívio que só existe entre gentes que se gostam.
Os mais jovens deram horas de uso à nova Videoteca, enquanto os relvados recebiam os intervalos de descanso de quem logo a seguir entrava outra vez na folia.
Quando o fresquinho da noite começou a fazer-se sentir, o acordeão resolveu a coisa com um “apita o comboio” que criou de imediato uma fila a serpentear por entre as gentes que se lhes foram juntando e percorrendo os jardins numa alegria contagiante. Depois disso, a dança pegou moda.
Partes da Festa foram transmitidas por vídeo-telefone ao Dr. Manuel Luciano da Silva, que dos Estado Unidos acompanhou emocionado os momentos mais marcantes do dia.
O povo gostou e está já marcado um Magusto para 12 de Novembro. Ficou feita a promessa desta Festa todos os anos em Agosto, na semana a seguir à Senhora da Saúde, com Missa Campal e convívio popular
.
Depois da Missa Campal começaram o comes e os bebes... e toda a gente se deliciou!

Houve também muito convívio entre todos os participantes que já prometeram voltar no próximo ..,

A temperatura estava boa e agradável e ambiente tornou-se muito alegre

Dançar ao som do "Apita o Comboio.....

Três dos atores com variedades poéticas e
humoristicas...
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Os vários atores e tocadores durante a Festa da Aldeia. |
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