Caro leitor, onde estava no dia 8 de Setembro de 1960?
Os velhacos do Congresso dos Descobrimentos em 1960!
Artigo publicado na revista cultural da Embaixada Americana,
em Lisboa, Outubro de 1960.
Os Estados Unidos da América e o Congresso de História
dos Descobrimentos, em 1960,Lisboa,Portugal.
Pelo Professor Robert Smith da Universidade de Filadelfia
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Eu sou o da extrema esquerda
Integrado nas Comemorações oficiais do 500.° Aniversário da Morte do Infante D. Henrique, o Governo Português organizou um Congresso International de História dos Descobrimentos, que se realizou em Lisboa de 5 a 11 de Setembro de 1960. Este Congresso atraíu para cima de 500 ilustres professores de mais de 80 nações e teve a participação de 15 norte-americanos, vindos especialmente dos Estados Unidos para o acontecimento.
Francis M. Rogers, professor de línguas e literaturas Românicas na Universidade de Harvard, Presidente do Primeiro Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros, realizado na Biblioteca do Congresso, em Washington, em 1951, foi especialmente convidado para este Congresso pelo Governo Português. 0 dr. Rogers foi escolhido para falar em nome dos delegados estrangeiros na sessão de encerramento do Congresso. É uma autoridade em literatura portuguesa dos Descobrimentos e trabalha, presentemente, mum livro sobre o Infante D. Pedro, a ser incluído numa série de estudos de línguas modernas, publicada pela Universidade de Harvard.
Esteve também presente o dr. Lewis Hanke, do Departamento de História da Universidade do Texas e, até há pouco, redactor da Hispanic-American Historical Review, que organizou o Primeiro Golóquio de Estudos Luso-Brasileiros. 0 dr. Hanke é autor de diversos e importantes estudos sobre o Padre Bartolomé de las Casas, (que, no século XVI, defendeu os direitos dos Índios) e está a estudar a história da cidade de Potosi, na Bolívia, um dos centros mais ricos do mundo de língua espanhola, durante os séculos XVII e XVIII, pelo que passou grande parte do último Verão a trabalhar em arquivos Portugueses, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Outro ilustre historiador americano que participou no Congresso de História dos Descobrimentos foi Donald F. Lach, da Universidade de Chicago, que está a escrever uma História de seis volumes àcerca de “O Impacto da China na Civilização Ocidental” assunto sobre que se dirigiu ao Congresso. O dr. Ernesto da Cal, professor de Espanhol e Português da Universidade de Nova Iorque e membro do Instituto Brasileiro daquele estabelecimento, também esteve presente. O Instituto Basileiro, inaugurado em 1957, está a transformar-se rapidamente num importante centro do estudo da cultura luso-brasileira nos Estados Unidos. Já ali pronunciaram conferências e deram cursos alguns ilustres professores Portugueses. A Biblioteca do Congresso, a maior do Hemisfério Ocidental, esteve representada em Lisboa por Arch Gerlach, chefe da Divisão de Mapas e por Robert C. Smith, professor de História de Arte da Universidade Pensylvania, e também consultor da-quela Biblioteca para os Estudos Luso-Brasiileiros. 0 dr. Raul d'Ega, de origem portuguesa e funcionário da USIA em Washington, foi espe-cialmente convidado pelo Governo português.
Entre outros professores america-nos presentes, contavam-se Baily W. Diffie, do College of the City of New York, Gary Dunbar, da Universidade de Virginia, Miss Ena Yonge, da American Geographic Society, dr. Manuel Luciano da Silva, médico da Clinica Lahey, de Boston, que fez uma comunicação sobre o discutido problema da Pedra de Dighton, encontrada em Massachusetts e cujas inscrições podem fornecer a prova de que os navegadores Portugueses chegaram a América antes de Cristovão Colombo, e o professor Vsevolod Slessarev da Universidade de Minnesota que apresentou um estudo intitulado «A contribuição de Raphael Maffei para a história das Descobertas portuguesas».
Este grupo de americanos, embora paqueno, representava uma gama extraordinariamente vasta de interesses e de realizações, no campo dos estudos Luso-Americanos e sentiu-se que a sua presença contribuiu consideravelmente para o êxito do Congresso que, graças a admirável organização do Governo português, mostrou ter o maior significado.
Nota Actual
Os velhacos do Congresso dos Descobrimentos em 1960!
Já todos estes professores americanos morrerem. Eu sou o único que estou vivo e que continuo a lutar pela primazia da História de Portugal.
O grande f.d.p. do Rogers pediu aos organizadores deste Congresso para NÃO incluir o meu nome como congressista, nem a comunciação que fiz ao Congresso, nos SETE volumes das Actas do mesmo Congresso!!!
Apesar do “Diário de Notícias” de Lisboa, 9 de Setembro de 1960, publicar num artigo que a minha comunicação recebeu “a maior salva de palmas do Cogresso”, os directores do mesmo Congresso satisfizeram o pedido do Rogers! Foram eles: Caeiro da Matta, Luiz de Albuquerque, Damião Péres e Moreira de Sá. Mas também já estão todos a arder no inferno com o Rogers, há vários anos!
O Rogers foi durante toda as sua vida profissional um parasita do Governo Português e da Fundação Gulbenkian e portou-se sempre como um ambivalente a respeito das coisas portuguesas! Infelizmente continua a haver nos E. U. A. , ainda hoje, professores universitários semelhantes ao calibre do Rogers!... que não defendem Portugal, mas sim o “tacho” deles....
Para ler a reportagem do "Diário de Notícias" de 9 de Setembro de 1960, clique no título abaixo:
Há mais de 40 anos que os historiadores de Portugal continuam a menosprezar as minhas investigações! Porquê? Leia o artigo todo para saber a resposta