A
Pedra de Dighton é o monumento mais
açorianíssimo fora dos Açores!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
25
de Outubro de 2004
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Mesa de Honra na abertura do VII Conselho Mundial das Casas dos Açores realizado na Nova Inglaterra: Cônsul de Portugal, Dr. Fazendeiro; Prof. Mariano Alves, Presidente; Dra. Alzira Silva e Dr. Lopes Araújo da RTPi |
De todos
os Padrões que existem no mundo a Pedra de Dighton é monumento que mais símbolos
açorianos possui.
(1) A
Pedra de Dighton está intimamente ligada ao navegador Gaspar Corte Real que
nasceu em Angra do Heroísmo e que se perdeu na segunda viagem que fez para a América
do norte, em 1501.
(2) A
Pedra de Dighton está intimamente ligada ao navegador Miguel Corte Real que
nasceu em Angra do Heroísmo e que veio para a América do Norte em 1502 à
procura do irmão Gaspar. O nome de Miguel Corte Real está gravado na parte
central das inscrições da pedra.
(3) Outro
açoriano que está intimamente ligado à Pedra de Dighton é José Dâmaso
Fragoso, que nasceu na Lagoa, ilha de São Miguel e que chegou a ser instrutor
de Português na Universidade de Nova Iorque.
Foi ele que descobriu três
Cruzes da Ordem de Cristo gravadas na face da Pedra de Dighton.
(4) Mais
outro açoriano também muito ligado à Pedra de Dighton
é o advogado Edmundo Dinis, dono da Estação Radiofónica WJFD de New
Bedford, que nasceu em Ponta Delgada, São Miguel, Açores
e que em 1954 consegui a aprovação das autoridades legislativas
do Estado de Massachusets para a criação do Parque Estadual da Pedra de
Dighton.
(5) Na
face da Pedra de Dighton estão gravadas quatro Cruzes da Ordem de Cristo, com
as extremidades em 45 graus, iguais
à
da Cruz de Cristo que faz parte da Bandeira dos Açores!
(6) Ainda
outro açoriano ligado ao Museu da Pedra de Dighton é José Silva, marceneiro,
nascido em Porto Formoso, São Miguel, Açores e que
construiu a
maravilhosa vitrina que
guarda o modelo da “Caravela Victória” de Fernão de Magalhães, oferecida
pelo Rei de Espanha,
Dom Juan Carlos.
(7)
Na direcção da organização, não lucrativa, “Os Amigos do Museu da
Pedra de Dighton, Inc.” existem dois açorianos: Raul Benevides, director dos
programas radiofónicos “Despertar” e “Açores-Madeira”
e Frederico Pacheco,
ex-presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Condado de Bristol, Rhode
Island e Presidente
da Academia do Bacalhau da Nova Inglaterra.
(8) Na feitura e colocação dos painéis dentro do museu trabalharam José Sousa, Henrique Medeiros e Humberto Carreiro, todos naturais de São Miguel, Açores. E na feitura das três Réplicas da face da Pedra de Dighton, feitas de fibra de vidro, que já estão em Portugal, trabalharam o Eduardo Medeiros, capataz e mais uma dúzia de luso-americanos, todos naturais dos Açores.
(9) Foi o desenhador Francisco José Dias quem desenhou o esquema arquitectónico do Padrão dos Descobrimentos.
Devemos notar que a Teoria Portuguesa das inscrições foi apresentada pelo Professor Edmund Delabarre da Universidade de Brown, Providence, Rhode Island, E. U. A., no dia 2 de Dezembro de 1918 -- já lá vão 86 anos ! -- e desde aquela data ainda NÃO HOUVE NINGUÉM que refutasse a Teoria Portuguesa!

A Pedra de Dighton com as inscrições decalcadas a giz para melhor didáctica:
Bandeira No. 1 - Escudo em forma de "U"
Bandeira No. 2 - Cruz da Ordem de Cristo com extremidades em 45 graus
Bandeira No. 3 - Escudo em forma de "V"
Ao centro - O nome de Capitão, Migvel Corte Real
Data de 1S11 - com o algarismo 5 e forma de S maiúsculo
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Compare as inscrições nesta foto, SEM giz, apenas com luz rasante, com a foto em cima |
Pormenor da face da Pedra de Dighton com os braços da Cruz da Ordem de Cristo e do Escudo Português em forma de um V |
Pergunta Pertinente
Com estes dados todos, concretos e verdadeiros, porque é que os políticos de vários partidos, professores universitários e liceais e outras personalidades interessadas na cultura açoriana, madeirense e continental, quando vêem à Nova Inglaterra -- e a maioria deles passam na auto-estrada 24, a apenas duas minhas do Museu da Pedra de Dighton -- não têm a curiosidade nem o interesse histórico e patriótico de fazerem uma vista ao Museu da Pedra de Dighton? Só vêem aqui para os comes e os bebes! Quais são as conclusões finais dos comes e dos bebes? Defecar e urinar!
Ou esta indiferença e desdenho pela Pedra de Dighton será devido à influência dum açor-americano, que vive na Nova Inglaterra há cerca de 30 anos, mas infelizmente NUNCA teve coragem de visitar a Pedra de Dighton e anda para aí a dizer aos quatro ventos e até já escreveu que as letras COR do nome Corte Real querem dizer CORisco! Que grande sabichão! Malvadez, menosprezando até a terra que o viu nascer! “Dizei-lhe que também dos Portugueses alguns traidores houveram algumas vezes”, Luís de Camões, “Os Lusíadas”, Canto IV , Estância 33.
As “Casas das Açores” no
mundo visitaram Pedra de Dighton!
Dr. Luciano da Silva explicando ao grupo de 27 componentes das Casas dos Açores espalhadas pelo mundo quando visitaram o Museu da Pedra de Dighton
(Foto de Augusto Pessoa do "Portuguese Times")
O Parque
Estadual da Pedra de Dighton e o próprio Museu deviam ser o orgulho de todos os
imigrantes portugueses que vivem na América do Norte, muito especialmente para
todos os açorianos e ainda mais especificamente para os terceirenses e para os
micaelenses. A Pedra de Dighton é o ícone da História e da Emigração
Portuguesa para a América do Norte!
Os
participantes vindos de Portugal Continental, Canadá
e Brasil, para o VII
Conselho Mundial das Casas dos Açores, que se realizou em Fall River,
Massachusets, no fim de semana de 22-24
de Outubro de 2004, visitaram comigo, no domingo, 24 de Outubro, 2004, o
Museu da Pedra de Dighton
e verificaram, com muita
surpresa e satisfação, as inscrições
portuguesas gravadas na face da Pedra!
Fiquei
muito satisfeito com a visita de todos estes delegados porque levaram consigo a
lembrança histórica que fora dos Açores o monumento mais açorianíssimo,
em qualquer parte do mundo, é,
sem dúvida, a Pedra de Dighton. Bem
hajam a todos. Boa viagem e boa
sorte!
Com
o grupo dos Delegados das Casas dos
Açores esteve também a visitar o
Museu a Dra. Alzira Silva, Directora
Regional das Comunidades Açorianas.
O Dr. Lopes de Araújo, presentemente director a RTPi, -- que
foi o orador principal deste Conselho Mundial das Casas dos Açores,
-- devido
aos seus compromissos profissionais não teve tempo livre para fazer parte
da comitiva que visitou o Museu, mas
pelo grande brio que ele tem
por tudo que é açoriano, certamente iria ficar contente em apreciar
a história da Pedra de Dighton tão
intimamente relacionada, há
quinhentos anos, com
a odisseia das gentes dos Açores.

Os
Delegados das Casas dos Açores presentes no Conselho Mundial das Casa dos Açores:
Fernando
Faria ( Toronto ), Damião Sousa (Quebec), José Santos (Winnipeg), Raimundo
Borges (Rio de Janeiro), José Luís Arruda (São Paulo), Leopoldo Silva (Santa
Catarina), Regis Gomes (Rio Grande do Sul), João Pacheco (Nova Inglaterra),
Eduino de Jesus (Lisboa), José Tavares Rebelo (Porto), António Pessoa
(Algarve), Mariano Alves (Nova Inglaterra) e ainda José Lopes de Araújo,
Director da RTPi e convidado de honra ao Conselho e Alzira Silva, Directora
Regional das Comunidades do Governo Regional dos Açores.
(Foto Augusto Pessoa, do “Portuguese Times”

Os Onze Representantes das Casas dos Açores que participaram no VII Conselho Mundial, na Nova Inglaterra com os seus diplomas: Belo Horizonte, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil; Faro, Nova Inglaterra, Porto, Montreal, Lisboa, Toronto e Winnipeg, Canadá. (Foto de Virgílio Marcos.)