O
ano de 2001 foi para a Associação um ano de grande relevância. Ficou concluído
o edifício e instalada a Biblioteca e a Casa Museu.
No
dia 12 de Junho procedeu-se à inauguração com grandes festas que se
realizaram no local, em Cavião, e ainda no EUROPARQUE de Santa Maria da
Feira.
Na
referida inauguração estiveram presentes várias individualidades, civis,
militares, religiosas e muitos convidados que honraram com a sua presença esse
grande evento que é inaugurar uma Biblioteca. Refira-se que entre sócios
fundadores, convidados e individualidades reuniu-se um número de
aproximadamente 500 pessoas.
Destaque-se
a presença dos Senhores Governador Civil de Aveiro, dos Presidentes da
Assembleia Municipal, e da Câmara Municipal de Vale de Cambra, do Presidente da
Associação Empresarial de Portugal, do Senhor Comendador Álvaro Pinho da
Costa Leite, grande Benemérito, dos representantes de Sua Excelência o
Ministro da Educação, do Embaixador dos Estados Unidos em Portugal e de tantos
outros.
Usaram
da palavra o Presidente da Direcção, o Eng.º. Damião de Castro, o
homenageado Sr. Dr. Manuel Luciano Silva, o Sr. Presidente da Câmara
Municipal Dr. António Fonseca e o Sr. Governador Civil de Aveiro Dr. Antero
Gaspar e ainda o Sr. Frederico Pacheco, em representação dos vários
profissionais que vieram propositadamente dos Estados Unidos da América.
Foram
pronunciadas palavras de grande apreço em homenagem ao nosso conterrâneo Dr.
Manuel Luciano Silva, que vive há mais de meio século nos Estados Unidos da América,
e quis oferecer o seu espólio original e valioso à Biblioteca de Cavião,
terra onde nasceu.
O
seu gesto tão nobre foi compreendido pelo Benemérito Sr. Comendador Álvaro
Pinho da Costa Leite, assim como pelo Presidente da Câmara Municipal de Vale de
Cambra, pelo Presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro de Castelões, e
ainda pelos Sócios Fundadores da Associação e por todos aqueles que já
aderiram ao desígnio maior que é dar vida a uma Biblioteca.
Com
a cooperação de todos o futuro da Biblioteca está assegurado para que futuras
gerações, nascidas e vividas na nossa terra, possam vir a beneficiar das ciências
humanas gozando ao mesmo tempo o ambiente salutar da nossa aldeia serrana.
As
pessoas criadas numa aldeia, onde a vida é tão simples e circundada pelas
belezas da natureza e a poluição é diminuta, por vezes aspiram a viver numa
cidade grande onde a vida é sofisticada, buliçosa, barulhenta, poluída e
nocturna. Na cidade existem teatros, cinemas, universidades, instituições de
alta cultura e até bibliotecas que são cofres onde se guardam os livros com o
saber da humanidade.
Mas
quando se vive numa cidade desejamos e até invejamos a vivência da
aldeia, o contacto com o labor da terra e dos animais domésticos e com os
panoramas deslumbrantes do nascer e do pôr do sol.
Oh!
Se tivéssemos na aldeia o saber intelectual das grandes cidades! Assim poderíamos
até saborear muito mais e melhor a sapiência, os avanços científicos e filosóficos
dos grandes pensadores mundiais. Isso seria o ideal.
E
é nesta dicotomia cidade versus aldeia que se pretende inserir o
objectivo da Biblioteca, ou seja proporcionar às pessoas que vivem no interior
condições de bem estar, pelo menos em parte, em comparação com a cidade.
A
Aplicação de Fundos efectuada na Associação ascendeu a 818.318 Euros,
essencialmente efectuada na aquisição de terrenos, construção da Biblioteca
e Casa Museu, aquisição de equipamento administrativo (mobiliário e
equipamento informático), espólio bibliotecário e réplica da Pedra de
Dighton, Disponibilidades Financeiras e algumas despesas de instalação.
Para
fazer face a esta Aplicação, a Associação recorreu a Capital Próprio, no
valor de 504.075 Euros, e a Capital Alheio (endividamento bancário), no
valor de 224.459 Euros.
Os
Proveitos e Ganhos do Exercício ascenderam a 151.402 Euros provenientes de
Donativos da Junta de Freguesia de S. Pedro de Castelões no valor de 99.760
Euros e da Câmara Municipal de Vale de Cambra no valor de 49.880 Euros. O
restante resultou de quotas e jóias de associados.
No
que se refere aos custos e Perdas do Exercício, estes ascenderam a 21.368 Euros
que resultaram essencialmente de custos de funcionamento, custos de inauguração,
custos com a realização de duas jornadas de Conferências e Amortizações do
Exercício.
Assim,
foi apurado o Resultado Líquido do Exercício positivo no valor de 130.032
Euros.
O
Desvio Orçamental ascendeu a 10.929 Euros que é demonstrado pelo desvio
negativo de despesas no valor de 107.865 Euros pelo desvio positivo de receitas
no valor de 108.818 Euros pelo desvio positivo no endividamento bancário no
valor de 9.976 Euros.
É
intenção da Direcção continuar a desenvolver a Biblioteca quer na
necessidade de dar o maior conhecimento público possível, quer nas iniciativas
de levar a cabo as já definidas palestras públicas à razão de quatro por
ano.
Continuaremos
também o nosso esforço para conseguir que a Associação atinja o estatuto de
“instituição de utilidade pública”.
Neste
pressuposto e com o apoio de todos; Sócios, Mesa da Assembleia e Conselho
Fiscal estamos certos que a Biblioteca e Casa Museu será no futuro um Fórum de
cultura e desenvolvimento para o nosso Concelho.
Cavião, 12 de Março
de 2002
A Direcção:
Damião Martins de
Castro (Eng.) – Presidente
Paula Alexandrina
Teixeira de Pinho Sousa Quental (Dr.ª) – Vice-Presidente
José Martins de
Pinho – Secretário
José Tavares –
Tesoureiro
Samuel
de Aguiar Quental – Vogal
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