Porque vai seguir uma Réplica da Pedra de
Dighton para o Arquipélago da Madeira?
- Devido a dois importantes factos históricos!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
O primeiro facto é português:
Demonstra-se por a Bandeira do Arquipélago da Madeira ter no seu centro uma Cruz da Ordem de Cristo, símbolo dos Descobrimentos Portugueses, com as extremidades em 45 graus.
E a face da Pedra de Dighton, em Berkley, Massachusetts, E. U. A., tem gravadas, na sua grande superfície de 55 pés quadrados, quatro Cruzes da Ordem de Cristo também com as extremidades terminando em 45 graus!

Foto da face da Pedra de Dighton obtida de noite com luz rasante.
Comparar os ângulos em 45 graus da Cruz de Cristo gravada na
Pedra em 1511, com os ângulos da Bandeira da Madeira em 45 graus!

No primeiro desenho feito em 1680 pelo Revendo John Danforth, sem saber
sequer que a Cruz da Ordem de Cristo existia, já desenhou duas Cruzes de Cristo
gravadas na Pedra de Dighton! E a teoria Portuguesa só nasceu em 1918.

Em 1788 – doze anos depois da Independência dos Estados Unidos – James Winthrop
fez um decalque da face da Pedra e mesmo sem saber o que estava a delinear
mostra-nos uma Cruz da Ordem de Cristo bem nítida com extremidade
em 45 graus gravada na face da Pedra de Dighton!

O total das inscrições da Pedra de Dighton gravadas pelo navegador Miguel Corte Real
em 1511 com os símbolos nacionais Portugueses.
O segundo facto é americano:
No dia 4 de Julho de 1776, os 56 homens que assinaram em Filadélfia a Declaração da Independência da América festejaram aquela data tão histórica -- não com champanhe ou cerveja -- mas sim celebrando com Vinho da Madeira!
Assinatura da Declaração da Independência Americana em Filadélfia no dia
4 de Julho de 1776. Todos estes Patriotas beberam Vinho da Madeira
para celebrar este acontecimento Histórico Americano!
Presidente actual do Governo da Madeira
O Presidente do Governo Regional da Madeira Sr. Dr. Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim depois de reler o nosso novo livro “Cristóvão Colon era Português” escreveu-nos a seguinte carta:

Este assunto foi referido ao Secretário Regional do Turismo e Cultura, Sr. Dr. Carlos de Abreu, que por sua vez enviou à Nova Inglaterra o Prof. Rui Honorato para conversar comigo sobre ideias para que a Madeira seja mais conhecida na Nova Inglaterra. E eu fui muito franco para com ele:
(1) Precisamos aqui na Nova Inglaterra de muitos livros bilingues – em português e inglês - para oferecer às bibliotecas públicas, liceais e universitárias sobre as maravilhas da Madeira para que os americanos e os nossos descendentes: filhos, netos e bisnetos aprendam na língua nata deles -- o inglês -- a respeito da História e Cultura do Povo Madeirense.
(2) Infelizmente a Madeira não tem uma companhia aérea, como os Açores, para fazer carreiras para a Nova Inglaterra.
(3) Mandar para a Madeira uma Réplica da Pedra de Dighton devido ao motivo simbólico da Cruz da Ordem de Cristo que existe na Bandeira da Madeira, igual às quatro Cruzes da Ordem de Cristo que estão também gravadas no monumento Americano que é a Pedra de Dighton.
(4) Se conseguirmos a feitura duma Réplica da Pedra de Dighton isso poderia vir a servir de dádiva do Povo Americano ao Povo da Madeira pelo facto dos primeiros cidadãos americanos -- os assinantes da Declaração da Independência Americana—terem bebido Vinho da Madeira para celebrar o seu Primeiro Dia como Nação Independente, em 4 de Julho de 1776.
Também disse ao Professor Rui Honorato com toda a franqueza: “Não vai ser fácil. Terei que coordenar muitas boas vontades para que os gerentes, os técnicos e os donos da grande Fábrica TPI de Warren, Rhode Island, E. U. A. queiram cooperar gratuitamente neste grande plano”.
Depois dum jantar em casa do nosso bom Amigo Sr. Edward Medeiros -- que já teve a responsabilidade de dirigir a construção de três Réplicas da Pedra de Dighton que existem em Portugal (Belém junto aos Jerónimos, no Museu de Oliveira de Azeméis e no pátio da minha Biblioteca Museu em Vale de Cambra), -- ele disse-me com entusiasmo: “Vamos falar com Gerente dos Projectos Especiais, Duarte da Silva e com um grupo de técnicos luso-americanos construiremos mais uma Réplica, desta vez, para ir para a Madeira!”
Depois de muitas horas de trabalho e com material gratuito, mas com muito amor pátrio, a obra está pronta e já dento dum caixote especial para seguir para a Madeira, ou por avião ou por navio. Eu estou muitíssimo grato a toda esta boa gente e acredito que todos os madeirenses de boa vontade terão o mesmo sentimento. Bem hajam a toda esta bela rapaziada luso-americana.
A “Associação dos Amigos do Museu da Pedra de Dighton” da qual sou presidente, sente-se muito satisfeita por ter intervido em mais este empreendimento de juntar tantos esforços para ver realizado mais este sonho de mandar uma Réplica para o Arquipélago da Madeira. Assim consola trabalhar para bem das melhores relações luso-americanas.
A Feitura da Réplica da Pedra de Dighton para a Ilha da Madeira
Foram seis luso-americanos, todos nascidos nos Açores, que fizeram a quarta Réplica da Pedra de Dighton para enviar brevemente para a Ilha da Madeira.
Duarte da Silva, Gerente de Projectos Especiais, foi quem dirigiu a complexa operação. Foram usados 60 galões de resina, (227,4 litros); 30 libras de fibra de vidro ( 13.63 kg) e ainda 30 libras (13, 63 kg ) de tinta em forma de geleia química com a cor igual à da pedra, dando origem a uma réplica com o comprimento de 11 pés ( 3,35 metros ) e largura 5 pés e meio, de largura (1,67 metros); pesando de 84 libras ( 38,18 kg e mostrando as inscrições iguais às gravadas na face da Pedra de Dighton. Podemos notar até os poros da própria pedra, tal é técnica perfeita como foi feita a réplica.
Todo o material usado na feitura da replica foi oferecido pela grande companhia TPI (Tillitson Pearson Inc.) de Warren, Rhode Island. Esta grande fábrica emprega 362 indivíduos e quase 90 % são de origem portuguesa.
Para poderem fazer esta réplica tiveram que usar o molde obtido há vários anos pelo
técnico Steven Tegu (técnico da Universidade de New York). O molde foi feito com
borracha latex, usando 21 camadas sobrepostas, directamente na face da Pedra de
Dighton, portanto com um rigor altamente científico.
Os outros obreiros envolvidos na feitura desta réplica foram Gerente Edward Medeiros
e os técnicos João Ferreira, José Pereira, Duarte Medeiros e José Cordeiro. Todos estes
homens deram o seu saber e o seu trabalho por amor ao significado histórico português
da Pedra de Dighton cujas inscrições foram feitas pelo navegador Miguel Corte Real
em 1511.
A explicação porque esta réplica vai ser enviada para a Madeira já foi dada pelo Dr. Manuel Luciano da Silva, médico e historiador daquela vila-cidade numa reportagem publicada no jornal "Bristol Phoenix". Aqui está a referência:
"A história da Madeira está intimamente ligada à Declaração da Independência Americana. No dia 4 de Julho de 1776, os 56 homens que assinaram a Declaração da Independência em Filadélfia escolheram o Vinho da Madeira para festejar aquele acontecimento tão importante para a História dos Estados Unidos da América. Porque na face da Pedra de Dighton estão gravadas quatro Cruzes da Ordem de Cristo com as extremidades em 45 graus iguais à configuração da mesma Cruz da Ordem de Cristo na Bandeira da Madeira, pensamos que veria muito a propósito enviar para aquele Arquipélago Madeirense uma réplica dum monumento americano — a Pedra de Dighton — num gesto de agradecimento e de amizade do povo americano para com o povo português. Todos estes homens, sendo de origem açoriana ao construírem esta réplica com tanta técnica científica para enviar para a Madeira, dão um exemplo extraordinário, pondo de parte bairrismos e concentrando-se, sim, no denominador comum de termos todos raízes portuguesas. Merecem por isso toda a minha consideração e muito respeito. Bem hajas todos eles!"
Aqui está uma foto dos técnicos que estiveram envolvidos na feitura da Réplica para a Madeira:

Duarte da Silva, Gerente dos Projectos Especiais , Eduardo Medeiros
Gerente Geral (ambos a segurar a Bandeira da Madeira) e os técnicos:
João Ferreira, José Pereira, Duarte Medeiros e José Cordeiro.
A caixa feita de contraplacado e material de protecção que vai levar a referida réplica tem as seguintes medidas:
- Comprimento 150 polegadas ou sejam 3,81 metros
- Largura 56 polegadas ou sejam 2, 42 metros
- Espessura 11 polegadas ou sejam 27, 94 centímetros
- Peso da caixa total 488 libras ou sejam 221,8 quilos
- Réplica pesa apenas 84 libras ou sejam 38,18 quilos
Duarte da Silva, Frederico Pacheco, Presidente da Academia do Bacalhau da
Nova Inglaterra e Edward Medeiros, em cima da caixa que vai conter
a Réplica para a Madeira.
A Réplica está colocada a trás num forte tripé.