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São
ladrões os caixas dos restaurantes |
A minha mulher Sílvia e eu acabamos de regressar à nossa casa (Junho 27, 2004), em Bristol, Rhode Island, Estados Unidos da América, depois de passarmos 45 dias em Portugal. Em 58 anos, estes 45 dias foram o período mais longo que jamais passei em Portugal. Este meu regresso à América foi a minha 89 travessia atlântica! Passamos umas óptimas férias, com excepção da experiência que lhes vou contar para estarem prevenidos quando forem a Portugal. Portanto este é um aviso para estarem àlerta e verificarem os recibos!
Hoje Portugal tem auto-estradas modernas de
norte a sul. Podemos ir do Minho ao
Algarve usando sempre auto-estradas! Tenho
por regra quando viajo em auto-estradas parar
nos restaurantes localizados junto ao percurso da auto-estrada, para
esticar as pernas, evitando assim a formação de coágulos sanguíneos nas
veias profundas das minhas pernas e coxas e também para
“verter águas”...
A
minha mulher Sílvia à entrada dum
desses restaurantes à beira da
auto-estrada.
(1) A caminho do Algarve paramos num desses restaurantes
para comermos a refeição àvolta do meio dia.
Pedimos para cada um
de nós uma sopa portuguesa e um prato de bacalhau
e uma garrafa de água. Paramos
na caixa e pagamos as
duas refeições. Porque eu como mais depressa que a minha mulher, terminei a minha refeição
mais cedo que ela.
Enquanto estava à espera
que a minha mulher terminasse de
comer, muito casualmente , olhei o recebi da conta que pagamos e
observei que na lista da nossa
refeição aparecia uma salada mista
por quatro
euros a qual não
tínhamos dado ordem. Achei muito
estranho e disse para a minha esposa.
“Fomos roubados pela mulher que está
na caixa. Roubou-nos quatro
euros”.
Reconheci que naquela
altura não podíamos reclamar, mas
a experiêncica pôs-nos àlerta.
(2) A caminho de Lisboa, para ser
entrevistado na TVI, paramos noutro restaurante à beira da auto-estrada
e pedimos uma sopa e um prato de filetes de peixe, com arroz e salada, para
cada um e duas águas pequenas. Antes de nos
sentamos a
comer, olhei para o recibo da despesa
e notei que este tinha marcado
um expresso que eu não tinha dado
ordem. Disse à senhora que não
tinha pedido nenhum café. “Oh desculpe, foi falta minha!” E
devolveu-me os 75 centavos!
(3) De regresso a casa da viagem a Lisboa, paramos noutro
restaurante junto à auto-estrada, para comermos dois pasteis de nata cada
um e também duas garrafas de água pequenas. A primeira
coisa que fiz foi olhar o talãozinho
da despesa. A mulher
que estava na caixa em vez de marcar quatro
pasteis de natas marcou cinco!
Claro que reclamei e ela
imediatamente reconheceu o erro e devolveu-me um euro que era o preço de cada
pastel de nata.
Tanto eu como minha mulher falamos em português e não íamos vestidos como se fôssemos dois estrangeiros que estavam em Portugal para ver os jogos de futebol.
Claro que fiquei triste com estas experiências, porque são indivíduos deste calibre – autênticos ladrões, assaltantes das estradas – que estragam o turismo em Portugal.
Se connosco, em
seis vezes, que comemos nos
restaurantes à beira das
auto-estradas, fomos roubados três
vezes, isto dá-nos uma
percentagem de assaltos de cinquenta
por cento! São números
muito altos de roubalheira.
Quantos milhares de clientes, especialmentes os turistas,
já não têm sido roubados pelos caixas dos restaurantes das
auto-estradas?!
Para onde é que vai este dinheiro roubado? Para os caixas
ou para os donos dos restaurantes?
Narrei estas 3 experiências desagradáveis a alguns
amigos enquanto estive em Portugal e recomendaram-me
para eu contactar uma organização chamada DECO
que defende os interesses dos consumidores em Portugal. Vou fazer isso e
depois dir-lhes-ei se valei a pena.
Lembrei-me ainda
escrever uma carta a um editor dum
jornal diário em Portugal, mas a minha impressão é que nenhum jornal em
Portugal iria publicar a minha
carta.
Assim descrevo a roubalheira
de que fui vítima aqui
na minha página na internet para todo o mundo ver e para avisar todas as pessoas
que forem a Portugal estarem àlerta para
com os ladrões nos restaurantes á
beira das auto-estradas.
Boa viagem e bom apetite!