Todos os documentos do Colombo italiano são falsos!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico

Setembro 5, 2004

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Nos últimos 16 anos  tenho  vindo a analisar vários documentos atribuídos ao Colombo italiano e tenho verificado que todos estes escritos são falsos!  É  muito fácil chegarmos a esta conclusão.

O verdadeiro navegador nunca assinou o seu nome  de baptismo em nenhum documento. Usou sempre a sua Sigla. 

     (1)  Sigla verdadeira 
com forma  TRIANGULAR 

    (2) Aqui está o Monograma 

 

(3) Esta é a Benção

Foto duma carta, com as 3 cifras, 
escrita para o filho Diogo

 

Mesmo nas doze últimas cartas que escreveu ao filho Diogo, poucos meses antes de morrer,  usou a sua Sigla, o  seu  Monograma e a  sua Benção.

Aqui está um exemplo duma das referidas cartas. Notemos a Benção  (Barush Ashem—Deus te abençoe),   na extremidade esquerda superior, o Monograma ( SFZ – Salvador Fernandes Zarco),  na parte inferior esquerda e a  sua Sigla característica, na parte inferior direita.

Vamos então analisar, minuciosamente, em todos os detalhes,  a Sigla verdadeira  que o navegador usou em dezenas de  documentos. Vamos fazer uma análise profunda semelhante  ao diagnóstico dum electrocardiograma...

 

 Foto da verdadeira Sigla  
Aqui está a verdadeira Sigla que no
 seu conjunto compreende um 
triângulo
com dois andares

Foto do andar superior da  Sigla verdadeira 

(1) O andar  superior  tem  6 pontos  e 7  letras  [ S  S  A  S  ] e logo por baixo destas  as letras [ X M Y] 

A Sigla, no andar superior, lê-se da seguinte maneira:  .S. .S. A .S. à  ponto S ponto; ponto S ponto; A  e ponto S ponto  -à Santus, Santus, Altissimus, Santus.  Ainda hoje a Igreja Católica usa esta repetição de Sanctus. 

As letras [ X M Y ]  significam    X = cruzamento, ou filho, de M = Maria e  de Y = José. Portanto o andar superior da Sigla é uma saudação a  Cristo como sendo filho de Maria e de José.

Mas a parte mais importante desta  parte superior da Sigla  está na letra “Y” ou no chamado “Y” grego.  É que até ao século dezassete no  alfabeto romano  NÃO existiam duas letras:  a letra  [ U ]  e a letra  [ j ] .   Só DEPOIS  do século dezassete é  que começaram a ser usadas. Antes desta data a letra [ V ] era usada a substituir a letra [ U ]  e o [ Y ] grego a substituir a letra [ j ].  Este pormenor é importantíssimo para verificarmos a falsificação nos documentos do Colombo italiano. 

(2)  O andar inferior é composto por dois pontos ou colon [ : ]   mais 9 letras, [ XpoFERENS ]  terminando com o sinal  de  ponto e vírgula ou seja o semi-colon [ . / ] . Devemos notar que as letras [ PO ]  têm um ‘tecto’ ou  seja um acento grego que funciona como se fosse um sinal agudo na língua portuguesa.    

 


A Sigla Italiana ou Genovesa

Os defensores da teoria italiana ou genovesa baseiam-se muito num documento chamado Codicilio Militar, (ou seja um acrescento ao testamento),   que tem a data de 4 de Maio de 1506, 14 dias antes do  navegador morrer em Valladolid, em Espanha, no dia 20 de Maio de 1506.

Ora vamos então analisar este documento italiano.

 

 

Primeiro  o texto está escrito em latim! O  verdadeiro navegador NUNCA escreveu  NADA em latim! Vejamos agora a composição  estética da sigla genovesa. No seu conjunto a sigla italiana não tem a forma triangular com dois andares. Tem pelo contrário uma forma rectangular Analisemos a parte do lado esquerdo. Tem 4 pontos em vez de 6 pontos entre as letras  [  S S A S]

Parte esquerda da falsa sigla italiana

Parte correspondente da Sigla 
verdadeira.  Compare o número de pontos. 

 

Vamos agora analisar a combinação das letras [  X M j ]

 

 

Parte da sigla falsa italiana . Repare na letra [ j

 

Parte correspondente da Sigla verdadeira, Repare na letra [ Y ]  

 

 

A sigla falsa italiana apresenta pontos entre as mesmas letras, o que não devia,  mas a parte mais importante é que o falsificador usou a letra [ j ] em vez da letra grega [ Y ].    A  letra [ j ]  NÃO existia no alfabeto romano em 1506!!!    Fraudulência!   É  óbvio que este documento foi feito depois do século dezassete!!!

 

Analizemos agora  a parte direita da sigla falsa italiana.  

Aqui está:

Foto da  parte direita da sigla  falsa italiana

 

Vamos agora  analisar a 
parte direita da sigla falsa italiana.  

Primeiro não  começa com o  sinal de colon [ : ]  e  o [ PO ]  apresenta-se falsificado com as letras  [ PY ] e sem o sinal de ‘tecto".   [ FERENS ]   não termina com o sinal de semi-colon [ . / ]  

 

Foto da parte da Sigla verdadeira  
(andar inferior) 

 

Compare a falsa sigla com a verdadeira  para ver as diferenças óbvias

 

Tanta  falsificação, tanta aldrabice, 
tanta  fraude só  para enganar o mundo inteiro!

Os defensores da teoria genovesa  e todos os italianos  tem vindo, durante mais de século e meio,  a apresentar-se todos vaidosos e a  gabar-se  de que o célebre navegador  era  de nacionalidade genovesa.  Podem-se ir preparando para aceitar a verdade,   nua e crua,  de que o verdadeiro  navegador  não tinha nada de italiano, mas que era 100 por cento português!   É uma pastilha amarga e  difícil  de roer, mas a verdade  vem sempre à tona da água  e é sempre uma vencedora universal!!!

 

Mais destruidores da teoria italiana:

(1)       O Colombo genovês era cardador de lã e todos os seus familiares eram cardadores. Nenhum deles tinha experiência marítima.  O nome dele  em italiano era Cristoforo Colombo. Mas o nome  que aparece nos documentos oficiais  da época --  nas Bulas Papais de Alexandre VI, de 3 e 4 da Maio de 1493,  é  o nome português,  Cristofõm Colon. Porque  é  que o Papa não usou Cristoforo Colombo, em italiano?

(2)       O Colombo italiano NUNCA escreveu  NADA em italiano,  nem NUNCA falou italiano. Saiu de Génova  as 24 anos, mas os genovistas dizem que ele se esqueceu do italiano!...  Que desculpa tão estúpida!   ‘Porca miséria!’

(3)       O navegador só falava e escrevia  em português e espanhol. Mesmo o espanhol dele é um português espanholado, confirmado por historiadores espanhóis! 

(4)       Se Cristoforo  Colombo nasceu em Génova e era italiano, porque é que ele NUNCA deu  nenhum nome italiano  -- nem sequer o nome da sua terra natal!  – às  ilhas  do Mar das Caraíbas , tais como  Génova, Roma (sede da Igreja Católica), Veneza, Florença, Nápoles, Turim, Milão, Palermo,    todas cidades muito famosas há quinhentos anos!?   Porque é que nos mapas de quinhentos, depois das 4 viagens que o verdadeiro navegador fez, aparecem mais de quarenta  topónimos ou nomes portugueses nas ilhas da América Central e NÃO  aparece NENHUM nome  em  italiano?

Guadiana,
Ponta de Santo António, 
S. João Baptista, 
Porto Santo, 
Mourão, 
Isabel, 
Sanctus Spiritus, 
Sta. Clara, 
S. Nicolau, 
conceição, 
Cabo de S. João, 
Cabo Alfa, S. 

Cabo Roxo, 
S.Miguel, 
Cabo Omega, 
S. António, 
Sta. Catarina, 
S. Jorge, 
Ponta Galera, 
S. Bernardo, 
Bocas das Serpentes, 
Boda do Dragão, 
Margarita,  
Ponta de Faro, 

Domingos,
Boca de Touro, 
Cabo Isabel, I
lha dos Guinchos, 
Salvador, 
Santarém, 
Cuba, 
Curaçao, 
Brasil, 
Belém.
S. Vincente, 
Sta. Luzia,

(5)       Como é que um cardador de lã  foi casar com Filipa de Perestrelo, filha de um dos  nobres mais distintos de Portugal e Governador da Ilha da Madeira e do Porto Santo, quando naquele tempo as diferenças entre as classes sociais entre nobres e plebeus eram enormes e muito restritas?

(6)       Na Itália existe mais de uma dúzia de localidades que reclamam  a primazia de terem sido o local  onde o  Cristoforo Colombo italiano nasceu!  Verdadeiramente ridículo!!!

Nem a Itália, nem os italianos precisam de reclamar  o  caso falso do cardador de lã como seu navegador, porque a civilização romano-italiana tem  valores muito mais altos que merecem a admiração sob todos os  aspectos da civilização da humanidade inteira!

 

Tradução do Codicilio Militar escrito em latim.

Não é preciso ser-se nenhum advogado astuto para uma pessoa se aperceber do paleio ardiloso do conteúdo deste texto escrito em latim! 

Codicilo de Cristoforo Colombo em estilo militar

 

Desde que o Santo Papa Alexandre VI me ofereceu um livro de oração eu trago-o sempre comigo e tem  sido o meu conforto no cativeiro, em batalhas e noutros infortúnios, eu desejo agora, que depois da minha morte, esta preciosa oferta seja dada, em minha memória ao meu querido país, a República de Génova, e em retribuição pelos benefícios que eu recebi da mesma Cidade, eu desejo que um novo Hospital venha a ser construído com os meus rendimentos das Índias, para melhor tratamento da gente pobre do meu país, e no caso de haver extinção  dos meus herdeiros masculinos, eu declaro que seja meu herdeiro substituto a dita República de São Jorge (Génova) de todo o meu Almirantado das Índias assim como de todos os outros privilégios que Ihe pertence.

Feito em Valladolid  4 de Maio , 1506

   S.

S. A. S.            XPY FERENS 

X. M. j

 

Esta sigla é falsa 

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