A Coluna dum Ilhéu!
Por Manuel Maria Duarte
Professor e  Antigo  Editor da revista “A Chama” 
 de New Bedford, Massachusetts.

Vai ou não  haver guerra?

Parece que a esmagadora maioria dos seres humanos está totalmente convencida de que o Iraque irá mesmo ser atacado. Nota-se isto tanto nas declarações de apoio ao ataque, como, ainda mais, nas que se referem à discordância de tal atitude, alegando estas que as provas apresentadas são insuficientes e, portanto, não justificam uma acção militar preventiva contra o dito país.

Outra prova evidente é  o facto de o Iraque estar, segundo se afirma, a distribuir fardas, contra armas químicas, a alguns sectores das suas forças de segurança, em que se incluem as de elite.

Internamente, ou seja, ‘cá por casa’, há senadores democratas que consideram as informações disponibilizadas pelo Senhor Bush (relativas às armas de destruição maciça  que, supostamente, Saddam possui) como sendo pouco convincentes e, por conseguinte, não justificam o tão propalado ataque militar preventivo àquele país.  

Este dualismo tem afectado as cúpulas governamentais de alguns países, com destaque para a França e Alemanha, a primeira ameaçando que poderá usar o veto, a que tem direito no Conselho de Segurança das Nações Unidas, caso se pretenda ir para uma invasão daquele país produtor de petróleo. 

Enquanto o cenário aparente é este ( porque muito, de um e outro lado, estará no segredo dos diabos ), os grupos terroristas movimentam-se, por tudo o que é Terra, lançando o pânico e preparando-se para reafirmarem que as guerras contemporâneas não são de trincheira, nem de bombardeamentos mais ou menos localizados, mas, antes, extensivas a áreas muito vastas e promovidas por pequenos grupos, bem treinados, muito armados e ainda melhor mentalizados.

No futebol de hoje ainda há quem acredite que a melhor defesa é o ataque. Táctica que não garante a vitória...Caso contrário, as duas equipas adoptavam o mesmo sistema de jogo  e, no fim, ganhavam ambas...O que é impossível !!! Quando muito, a que perdesse poderia ganhar juízo... e ver-se inclinada para o sistema do "contra-ataque", arma terrivelmente traiçoeira... 

Pessoalmente, estou convencido de que o Iraque possui armas de destruição maciça, químicas, biológicas e outras mais. Se houver provas incontestáveis de que isso é verdade; se os governantes iraquianos não se deixarem desarmar, conforme as normas internacionais o determinaram... por que não admitir um ataque preventivo? 

Se isso tivesse podido acontecer para evitar as duas Grandes Guerras Mundiais, então a França não se teria oposto a um  "ataque preventivo" à, hoje, sua aliada Alemanha, que a espatifou, como quis e entendeu. E foram os "norte-americanos", alguns ainda hoje vivos, que foram em seu auxílio...Tá bem, senhor Chirac? 

O homem que queria o Bin Laden "vivo, ou morto", não é apenas interlocutor de parvoíces. Todos nós cometemos erros, falando, por vezes, em vez de estar calados. Terá sido o seu caso, senhor Chirac...?

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