As minhas roupas foram
 feitas farrapos no aeroporto de Lisboa!
Por Manuel Luciano da Silva, Médico
Maio 15 2005

Na terça-feira, dia 10 Maio de 2005, a minha mulher, Sílvia e eu levantamos voo às 10:30 da noite no avião da SATA da carreira de Bóston para Lisboa, Portugal. O avião estava completamente cheio. Tivemos que fazer escala em Ponta Delgada onde tivemos oportunidade de conhecer pela primeira vez o excelente jornalista Basílio José Dias que tem vindo a escrever uma série de artigos sobre as inscrições portuguesas da Pedra de Dighton, publicados no “Atlântico Expresso”.

As condições climatéricas durante toda a travessia do Atlântico estiveram magníficas de tal maneira que chegamos a Lisboa antes da hora prevista. 

Os nossos passaportes americanos foram fiscalizados sem dificuldades pela Policia Internacional Portuguesa. Depois dirigimo-nos para o local do tapete rolante que distribuiu as malas para apanharmos as nossas três que tinham vindo no porão do mesmo avião. 

Do tapete rolante separamos uma mala, depois a segunda e passados mais dois minutos lá apareceu a terceira, de fabricação “American Tourist”, mas muito mutilada. Quase que não a reconhecíamos! Tinha sido danificada, de tal maneira que apresentava vários cortes grandes com cicatrizes de queimaduras! Revelava que ao longo do percurso esta mala tinha sido comprimida de tal forma que os cabos do tapete rolante, com a sua grande força queimaram cortando a mala e o seu conteúdo. Antevemos logo que o nosso prognóstico não seria bom.

Procuramos imediatamente a Agência de Reclamações de Perdidos e Achados que existe em todos os aeroportos e puxamos por uma senha de atendimento. Eram 12:16 hora de Lisboa e o nosso número foi já, naquela altura o 33! Quando chegou a nossa vez, na presença de uma funcionária, começamos a abrir a mala mutilada, que “tinha passado pela frente duma batalha”!  

Verificamos então que um fato meu, novo, completo, azulado, mostrava no casaco e nas calças vários cortes de queimaduras, tornando-o num conjunto de farrapos. Um outro casaco, mais claro, também com vários corte de queimaduras. Um par de sapatos novos da marca “Rockport” com as solas queimadas, ficando inutilizados. Três gravatas, uma camisa de manga comprida, uma camisola interior e um lenço de mão todos destruídos pelas queimaduras.  

 

A empregada da Agencia de Reclamações, muito atenciosa, fez o relatório das várias peças danificadas e dos seus respectivos valores e enviou-o, por e-mail, para a companhia de seguro da SATA.

Agora teremos que perder tempo e certamente aborrecer-mo-nos com a companhia de seguros da SATA para virmos a readquirir os valores da mala e da minha indumentária que foram destruídos.

 Vamos a ver como é que seremos atendidos. Certamente que informaremos os nossos leitores do desenlace final deste acontecimento desagradável.

A finalidade de escrever este artigo é para informar o publico do que se passou comigo, para as pessoas ficarem a saber o que devem fazer, se lhes acontecer coisa semelhante no futuro. Tenciono fazer também um programa da rádio da série “Perguntar ao Médico”, no programa “Açores-Madeira” da cidade de Fall River, sobre esta matéria e também mostrar os meus farrapos num programa de televisão da série “Tribuna Médica” que dirijo e modero, na Nova Inglaterra, Estados Unidos da  América!   

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